Os Trapalhões, O Louro mané ( para Ler )

Contos de Histórias
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Os Trapalhões, O Louro mané

Didi, Dedé, Mussum e Zacarias se metem numa confusão ao tentar resgatar o louro Mané. Entre cascas de banana, bengaladas com pão de bengala, tortas na cara e correria na Kombi, os quatro enfrentam grandalhões e trapalhadas até descobrir que o louro estava mesmo nas gaiolas. No fim, sobra risada, bordão e o papagaio repetindo “batata assada!”.

História criada e escrita por Edivaldo Lima.

Contos de Histórias

História baseada nos personagens Os Eternos trapalhões.

programa TV: Rede Globo

Gênero: comédia,aventura

personagens principais:Didi, Dedé, Mussum,Zacarias, Louro Mané personagens secundários: Ramon chefe,Bira e Leco capangas,Grandalhão namorado ciumento,A Loira ,Homens de preto. 

[Cidade de Marajá 5h30:

Já era de tarde na cidadezinha de Marajá. Naquela tarde, Zacarias passou pelo corredor e não viu mais o louro Mané no quarto do Mussum. Foi aí que começou a saga.

— Didi! Hoooo!... Didi, o louro Mané sumiu! — dizia Zacarias.

— Como assim, zaca? Ontem mesmo eu vi ele dormindo na cabeceira da cama do Mussum.

— Aí já não sei... só sei que o danado do louro sumiu! — falou Zacarias.

— Eita,Cacildis! O louris Manéis sumiu do nadis. Ele estava sempre de campanis, cuidando pra que nenhum ratis aparecesse. E falava: “Ratis!... Ratis!...”

— Ô Dedé, ô da poltrona da Netflix! Tira a busanfa do sofá e vem nos ajudar a procurar o louro Mané! — falou Didi.

— Logo agora que eu ia assistir meu seriado preferido, o Alf, o teimoso... — respondeu Dedé.

— Primeiro procurar o louro, Dedé. Depois o seriado! — disse Zacarias.

Algumas horas depois...

Saindo pela rua, Didi ia na frente, observando em qual casa o louro Mané poderia estar. Zacarias, Mussum e Dedé olhavam de quintal em quintal.

Didi, atento, olha para o outro lado da rua e vê... uma loira, não o louro!

Dedé percebe e comenta:

— Parece que o Didi está vendo alguma coisa...

Mussum, vasculhando de árvore em árvore, diz:

— Pode ser o “Loris Manéis”!

Zacarias olha para o poste, mas só encontra um tênis amarrado.

De repente, Didi exclama:

— Encontrei, tropa! A loira!

Mas logo tropeça numa casca de banana e cai.

Um grandalhão aparece e grita:

— Quem é que está de olho na minha loira aí?!

Mussum, Zacarias e Dedé, sem pensar duas vezes, apontam o dedo para o Didi.

Didi, assustado, olha para o brutamontes e protesta:

— Aí não vale! Olha o tamanho do menino!

O grandalhão se aproxima e rosna:

— Você estava olhando pra minha loira!

Didi coloca a mão na cintura e responde:

— Não, rapazola... eu estava de olho nesses braços fortes!

Em seguida, dá um chute na busanfa do grandalhão.

— Corre, tropa! — grita Didi.

E lá vão Didi, Dedé, Mussum e Zacarias disparados pela rua, com o grandalhão furioso atrás.

— Corre, Zaca! Quem chegar por último vira mulher do padre! — grita Didi.

Mussum, ofegante, retruca:

— Cacildis! Eu não quero virar, não, méu irmô!

Dedé, virando o rosto para trás, completa:

— Muito menos eu!

— Esperem por mim! — implora Zacarias, correndo todo atrapalhado, com o chinelo na mão.

Na esquina, algumas horas depois...

Os quatro se escondem dentro da Kombi.

Mussum olha para um lado e para o outro, nervoso:

— Agoris, o grandalhonis não vai pegá nóis, cacildis!

Didi cochicha:

— Quietos, escondam-se!

Dedé, preocupado:

— O que foi agora?

Zacarias, arregalando os olhos:

— Quem são esses homens todos de preto?

Do lado de fora, Ramon ordena:

— Vamos seguir em frente e levar o que ele tanto quer!

— Certo, chefe! Sim, temos que chegar antes de anoitecer! — respondem Bira e Leco.

A Kombi parte, com os Trapalhões escondidos lá dentro.

O mistério do sítio...

Algumas horas depois, chegam a um sítio misterioso.

Mussum observa e comenta:

— Temos que dar um jeito de sair daqui, cacildis!

Dedé aponta para um canto:

— Olha, aqui tem gaiolas!

Zacarias, curioso:

— Será que o louro Mané está em alguma dessas gaiolas?

Didi pega um pão de bengala e sussurra:

— Não sei... só sei que vamos dar bengaladas neles com esses pão de bengala, libertar os pássaros e sair com a Kombi. Se o louro Mané estiver aqui, ele vai junto!

Os Trapalhões saem da Kombi e se agacham atrás dela.

Didi fala baixinho:

— Tá ali o louro Mané... piciti!

Dedé observa:

— Vamos por trás, damos um chute na busanfa e depois bengalada!

Zacarias anima-se:

— Depois nós corremos com a gaiola do louro Mané!

Mussum protesta:

— Não, Zaca! Vamos embora com a Kombis e todos os passaris, cacildis! Nada de ir a pé correndo!

Didi se empolga:

— É agora, tropa! Hora da confusão, tudo ou nada!

A batalha pastelão!

Naquele momento, os Trapalhões perderam o medo e enfrentaram os grandalhões com chute na busanfa, bengaladas, pulos acrobáticos... teve até torta na cara!

— Toma essa torta, seus sem-vergonhas, ladrões de aves! — grita Didi.

— Toma essa bengalada! — completa Zacarias.

— Me dá um golis dessa birita... e toma birita na cara, cacildis! — retruca Mussum.

— Ai, meus olhos! — berram os grandalhões, todos atrapalhados.

— Vamos nessa, tropa! — ordena Didi.

Os Trapalhões entram correndo na Kombi e saem cantando:

— Pneu, pneu, pneu...

Zacarias, surpreso, exclama:

— Não é que o louro Mané estava aqui mesmo?!

Mussum suspira:

— Essa foi por pouco, cacildis!

Didi conclui, orgulhoso:

— Se não fosse nossa agilidade de karateca, esses pássaros iam acabar assados igual batata!

Dedé tropeça, cai na lama, se levanta e grita:

— Ei, esperem por mim!

Didi freia a Kombi e retruca:

— Entra logo, Pisit!... ô da poltrona! Senão é você que vai virar batata assada!

O louro Mané, de dentro da gaiola, repete:

— Batata assada! Batata assada!

Agradeço a todos que acompanharam essa história.]



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