Casebre da Fé: ( para ler )

Contos de Histórias
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Casebre da Fé:

A regata dos anos 90 de Roberto, presente da freira Fátima, carrega um valor imenso e sentimental. Mesmo sabendo que um dia terá de se despedir dela para ajudar outro irmão em necessidade, Roberto faz de tudo para preservar a peça — garantindo que não vire pano de chão antes de cumprir sua missão de fé e generosidade.

História criada e escrita por Edivaldo Lima.

Contos Curtos

A regata sagrada

Gênero: humor cristão,

personagens dessa história: Roberto,Lorenzo,Biata Josefa,Reginaldo.

[Praia Divina Luz, Casebre da Fé, 7h27 da manhã.

Amanhecia. Roberto acordava, abria a porta, via o céu limpo e ficava feliz.

— Obrigado, Senhor Criador, por mais um dia de vida, por poder ver os pássaros… até a gaivota que acabou de fazer coco, uma escultura de obra de arte em cima de mim.

Roberto pega uma folha seca de árvore e limpa a sujeira:

— Quem manda comer peixe cru!… Desculpa estragar sua obra de arte.

Lorenzo aparece:

— Meu amigo de fé, Roberto, começou bem o dia. Até a gaivota lembrou de você. Lembre-se de todos que vivem na terra, pois todos somos criação do próprio Deus, o Criador.

Roberto se vira com a caneca de café:

— Isso é verdade, bem lembrado, amigo e irmão Lorenzo. Por isso a gaivota lembrou de mim, dizendo: “Fala, Roberto, fica tranquilo, só foi uma obra de arte estilo Da Vinci.”

— Desculpa ter batizado sua regata do surfe, dos anos 90, que você tanto gosta.

Lorenzo reparte o pão com Roberto:

— Caramba, essa regata é antiga mesmo. Não sei como não virou pano de chão nas mãos da Biata Josefa.

Roberto admira a camisa:

— Ela nem lembra dessa camisa, meu amigo Lorenzo. Também, nem ouça falar… é pecado! Deus não gosta de dedo-duro ou cagueta.

Os dois sorriem sentados na cadeira de balanço.

— Heeeee!... Haaaaaa!...

Roberto olha para o mar e brinca:

— Jesus fala: “Esse Roberto vai para o reino do céu com a camisa dos anos 90, só para não virar pano de chão.”

Biata Josefa, na porta, de braços cruzados, sorri:

— Heeee!... Vinde ao Pai, o Criador, mesmo com essa camisa regata dos anos 90 que tem valor sentimental.

Roberto se vira e responde:

— Ainda eu me ajoelho, faço o sinal do Pai, por me deixar entrar no reino dos céus.

Lorenzo, fazendo uma cena teatral, completa:

— O Deus Criador vai olhar para você, meu amigo, e dizer: “Vós entrareis no reino dos céus, mas não esqueça de compartilhar a regata dos anos 90 com aquele que sonhou em ter uma.”

Roberto come o pão e brinca:

— Sim, compartilhar é importante. Mas acredito que quem vai acabar pegando minha camisa é São Pedro, para fazer faxina e dar um brilho no assoalho dos céus.

Reginaldo aparece com um saco de roupas:

— Alguém quer fazer uma boa ação, com umas roupas de verão? Ajudar o próximo é disciplina de bondade, é ensinamento de Deus.

Roberto olha para todos:

— Tem uma palavra que diz em Hebreus 13:16: “Não se esqueçam de fazer o bem e de repartir com os outros o que vocês têm, pois de tais sacrifícios Deus se agrada.”

— Minha amiga Josefa, pega aquelas mudas de roupa que separamos e entrega para nosso irmão e amigo Reginaldo.

Biata Josefa traz a sacola:

— Aqui cabe mais uma regata, irmão Roberto.

Lorenzo sorri:

— Heeee!... Essa o próximo irmão iria gostar de usar por sua generosidade.

Roberto olha e responde:

— Essa fiquei de emprestar para São Pedro. Pai, já estou sendo um homem de bom coração, só não coloco essa camisa regata, na sacola porque continua em bom estado de uso.

Reginaldo sorri:

— Obrigado, pessoal, por ajudar. Mais essa regata mó daora até… eu guardaria para entrar no reino dos céus.

Agradeço a todos que acompanharam essa história.]



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