Família Drack ( para ler )

Contos de Histórias
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Família Drack

Melissa Drack é uma jovem vampira em São Paulo, exigente e sonhadora. Ela não quer qualquer pescoço: precisa ser cheiroso, perfumado e digno de uma mordida apaixonada. Enquanto busca o par ideal para se tornar seu futuro namorado vampiro, enfrenta a dura realidade da cidade — onde abundam apenas os “Zé Droguinha”, zumbis apaixonados que correm atrás dela sem colônia e sem charme. Entre encontros desastrosos e aventuras cômicas, Melissa descobre que encontrar o pescoço perfeito pode ser mais difícil do que sobreviver à noite paulistana.

Observação: Está história de Contos Curtos é uma história recomendada para maiores de 16 anos.

Contém linguagem sugestiva, humor irreverente e situações voltadas ao público juvenil-adulto.

História criada escrita por Edivaldo Lima.

Contos Curtos

A caça do pescoço cheiroso

Gênero: comédia sobrenatural, comédia besteirol

personagens dessa história: Melissa,Raí irmão,Nélio pai,Cassia mãe,tio Trigo,Vô Leopoldo,jana múmia empregada.

[A procura do pescoço cheiroso

Gênero: comédia sobrenatural, comédia besteirol

personagens dessa história: Melissa,Raí irmão,Nélio pai,Cassia mãe,tio Trigo,Vô Leopoldo,jana múmia empregada.

São Paulo, 19h00 da noite.

Caía a noite serena e sombria em São Paulo. Na casa da família Drack reinava um silêncio profundo, até o momento da chegada de Melissa.

— Haaaaiiii!... Os homens estão fugindo da cidade. Os que restam são só os “Zé Droguinha”!

O senhor Nélio olhou para a filha:

— Calma, minha filha Melissa. Você ainda vai morder muitos pescoços nessa vida.

Melissa se virou, contrariada:

— Não quero morder pescoço de “Zé Droguinha”, pai. Eles já estão drogados, viajando no mundo zumbi.

Cássia, a mãe, levou a mão à boca e sorriu:

— Minha filha, você não está exigindo pescoços demais não?

Melissa tomou um gole de sangue de porco em sua taça e respondeu:

— Não, mãe. O que está faltando é homem... homem de pescoço perfumado, cheiroso, para dar aquela mordida gostosa.

Nesse momento, Raí, o irmão, entrou apressado:

— Caramba! Fui me deitar com uma mulher do Job e ela tinha uma estaca no quarto, fora os alhos crucifixos!

O avô Leopoldo sorriu:

— No meu tempo, Raí, as moças também eram ressabiadas. Algumas colocavam alho até na “perseguida”.

Raí fez uma careta:

— Caramba, vovô! Isso broxaria qualquer transa na hora.

Leopoldo riu, lembrando:

— Pois leve isso para a vida, meu neto. Você ainda pode encontrar alguma “perseguida” recheada de alho.

A empregada Jana, a múmia, apareceu:

— Melissa, o Tel está no telefone. Quer falar com você.

Melissa se virou:

— Fala para o nerd mandar mensagem no meu WhatsApp. Estou me fazendo de difícil para os homens dos meus contatos.

Do quarto saiu o tio Tigro, reclamando:

— Essa cama está me dando dor nas costas. Bem que poderia ser da marca Castor.

Raí riu:

— É, meu tio. Castor é um sonho de colchão.

Tigro olhou o celular e murmurou:

— Essa Gertrudes está me dando mole... será que ela é a tampa do meu caixão de madeira?

Melissa sorriu:

— Olha só, o tio Tigro está completamente apaixonado.

Ele confirmou, animado:

— Ela tem umas curvas irresistíveis.

Melissa deu um tapa nas costas do tio:

— Mas não esqueça que ela é beata, tio. Usa colônia de água benta contra vampiros.

Tigro coçou a cabeça:

— Já tinha me esquecido disso. Vou comprar algumas, colônia nova para ela, assim me protejo.

Nélio riu:

— Meu irmão não esqueceu da Gertrudes. Será que ela vai se candidatar a nova vampira?

Tigro respondeu:

— Pois é, meu irmão. Eu espero que sim. Estou caído por ela, com aquele corpo de violão sua simpatia, jeito de mulher carinhosa.

De repente, entrou Mariana, a vampira:

— Está me traindo, Tigro? Quem é essa Gertrudes? Por isso não recebi mais flores do cemitério do coveiro, florista Natanael. Antes você me enviava sempre!

Tigro bebeu uma taça de sangue de boi e retrucou:

— Ora, Marianinha... você pediu um tempo, bela vampira. A fila anda, meu bem.

Mariana pegou um espinho de uriço e jogou nele:

— Tchau! Isso é para lembrar de mim.

Tigro gritou de dor:

— Aiii! Esse espinho é dolorido! Sua vampira pegajosa... vai, não volte mais! Ei, Melissa, ajuda o tio aqui!

A empregada Jana a múmia, apareceu:

— Com licença, vou puxar devagar o espinho, senhor Tigro.

Ele gritou novamente:

— Aiiiiiiiiii! Caramba, isso é o que dá se envolver com mulher pegajosa!

Jana sorriu:

— Tenha uma boa noite de lua cheia.

Tigro agradeceu:

— Obrigado,Jana. Opa, mais uma mensagem chegando no celular... deixa eu ver.

Na tela, lia-se:

“Olá, cornão vampirão Tigro. Sou o Ricardão. Mais uma noite de transa e diversão com a Gertrudes, corpo de violão. Boa noite.”

Tigro sentou-se na poltrona, suspirando:

— Essas mensagens de telemarketing enchem o saco... tomara que eu não seja corno de verdade.

Agradeço a todos que acompanharam essa história.]




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