O Jovem Karateca
Leonardo, é seus dois amigos sempre zoado pelos grandalhões do colégio, ele ao sair do colégio, vê sua sorte mudar ao conhecer o Mestre Mio-Chin, um campeão de Karatê de Okinawa. Encantado com os troféus e artigos do mestre, Leonardo agradece por ter o pneu da bicicleta consertado. Em troca, começa a ajudar Mio-Chin em tarefas simples, sem perceber que já estava iniciando seu treinamento secreto no Karatê.
História criada escrita por Edivaldo Lima.
Contos Curtos
Pneu remendado, punhos fortes.
Gênero: comédia juvenil, comédia besteirol
personagens dessa história: Léo San, Mestre Mio-Chin
[Dojo do Mestre Mio-chin, 8h00 da manhã.
O dia estava bonito. Mestre Mio-chin olhava para as paredes da casa ao lado do Dojo.
— Bem que um discípulo de Karatê, treinando aqui, poderia me ajudar a reformar essa casa — pensou, tomando o chá.
Chá bom, igual discípulo trabalhador é bom no Karatê.
Leonardo caminhava carregando a bicicleta com o pneu furado.
— Puts... em vez da bicicleta me carregar, sou eu quem carrego ela. Tomara que não seja zoado quando chegar no bairro — murmurou.
Mestre Mio-chin saiu até o portão e viu Leonardo de longe trazendo a bicicleta.
— Jovem esforçado, carrega bicicleta nas costas... esse tem força de guerreiro de Okinawa — refletiu.
Leonardo avistou o senhor.
— Vou pedir ajuda para aquele senhor japonês. Quem sabe ele me dá uma carona até em casa.
— Ei, senhor, tudo bem? Meu pneu da bicicleta furou. Poderia me dar uma carona? Qual o nome do senhor?
Mio-chin respondeu:
— Prazer, jovem. Me chamo Mio-chin. Qual o seu nome? Já desistiu do exercício?
Leonardo sorriu:
— Hehe... me chamo Leonardo. Carregar bicicleta é castigo, não exercício.
Mio-chin sorriu também:
— Não é castigo, é treino. Jovem fumando e bebendo é jovem morto. Jovem correndo, fazendo flexão, carregando saco de batata e bicicleta é vida plena.
— Léo-san, entre, venha beber uma água. Vou arrumar seu pneu. Chega de exercícios por hoje.
Leonardo entrou na casa, encantado com os troféus e pôsteres de Karatê do mestre Mio-chin. Abriu uma revista intitulada Grande Campeão de Okinawa – 1960.
— Caramba, seu Mio-chin, você é mestre em Karatê! Ninguém mexe com o senhor. Bem que eu queria saber Karatê para quebrar a cara de uns valentões do bairro.
Mio-chin sorriu:
— Karatê não é para valentia. Bom Karatê de Okinawa é para disciplina, Léo-san.
Leonardo tentou fazer um Kata, mas tropeçou.
— Olha, senhor Mio-chin, o que aprendi... tchbum!
Mio-chin observou:
— Tentativa de Kata, vez você tropeçar em você mesmo.
Leonardo se levantou:
— Obrigado, seu Mio-chin, por remendar o pneu da minha bicicleta.
Mio-chin, bebendo água, respondeu:
— Por nada, Léo-san. Agora você paga o pneu furado lustrando o carro.
Horas depois, Leonardo lustrava o carro do Mestre Mio-chin e, sem perceber, aprendia o movimento do Kata. Mio-chin observava:
— Movimento circular para direita e para esquerda. Bom movimento, trabalha os pulsos travados.
Leonardo, suando, reclamou:
— Pô, dá trabalho lustrar carro, hein, seu Mio-chin!
Mio-chin sorriu:
— Resultado do trabalho, Léo-san, é um suco de limão e punhos fortes. Hehehe.
Leonardo, após beber o suco, despediu-se do Mestre Mio-chin e seguiu para casa. No caminho, pensava consigo mesmo:
— Preciso me tornar um karateca rápido, para não sair mais correndo do colégio nem ser zoado, deixando os valentões furarem o pneu da minha bicicleta com tachinhas.

