Casebre da Fé ( para ler )

Contos de Histórias
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Casebre da Fé

No dia do Doce de Marmelo, os vizinhos se apressam para garantir sua porção, preparada com amor e carinho pela beata Josefa e Roberto. A comunidade se reúne em fila no casebre da fé para provar o doce “de comer rezando”. Josefa imagina que até o papa Leão XIV levaria o doce para o Vaticano, pois sua doçura atravessa fronteiras da fé. Entre humor religioso e devoção popular, o Casebre da Fé transforma-se em uma verdadeira sitcom espiritual, celebrando a partilha e a crença no Deus Criador.

História criada e escrita por Edivaldo Lima.

Contos Curtos

Doce de Marmelo Sagrado. 

Gênero: humor cristão

personagens dessa história: Roberto, biata Josefa, Lorenzo, Reginaldo, Gisélia, Tomé.

[Litoral Divina Paz–7h00 da manhã

Amanhecia às 7h00 com bons ventos na cidade litorânea.

Divina Paz, Roberto preparava o doce de marmelo, ajudando a beata Josefa.

Roberto sente o cheiro do doce:

— Esse doce de marmelo é de comer rezando.

Beata Josefa sorri animada:

— Acredito que até o papa Leão XIV iria querer provar, repetir e ainda levar para o Vaticano.

Lorenzo aparece, imaginando formigas em fila:

— Nessa hora até formigas pecaminosas aparecem se arrependendo dos pecados para provar o doce de marmelo.

Roberto se vira:

— Sim, meu amigo de fé, irmão Lorenzo. Os arrependidos se arrependem dos pecados para provar os doces.

Josefa, mexendo o doce, comenta:

— Olha, Roberto e Lorenzo, já tem uma formiga arrependida perto do doce de marmelo.

Roberto sorri:

— O cheiro do doce é tão bom que Jesus Cristo, ao provar, diria: “Pai, prova deste doce e livrai as formigas do pecado pecaminoso.”

Lorenzo, olhando a fila de pessoas chegando ao casebre:

— Não são só as formigas que estão arrependidas, a vizinhança também.

Josefa olha admirada:

— Meu Deus, tanta gente parece ter saído da Arca de Noé.

Roberto observa:

— Deus glorifica aqueles que preparam o alimento com amor ao próximo. Essas pessoas não resistiram ao doce de marmelo.

Lá fora, pessoas em coro cantavam:

— Ó meu Senhor, obrigado por mais um dia. Que esse doce, para nossa sobremesa, traga alegria.

Roberto aparece cantando:

— Amém, amém, abençoai nossos irmãos.

Reginaldo e Gisélia chegam com potes de doce.

Reginaldo olha a fila se formando:

— Conseguimos chegar a tempo, Roberto, no casebre da fé.

Gisélia, admirada com a multidão:

— Nossa, nunca vi tanta gente desde a procissão de São Francisco.

Roberto olha e conclui:

— São Francisco liberou as pessoas para não esquecerem de levar o doce.

Oração em círculo

Horas depois, após todos receberem o doce, formaram um círculo, de mãos dadas. Roberto falou:

— Senhor Deus, Pai Criador, obrigado pelo alimento. Que todos possam se alimentar e levar para suas casas, repartindo com seus irmãos. Pois quem reparte ao próximo demonstra amor ao próximo como a si mesmo. Que esse alimento abençoado chegue até aquele irmão necessitado. Desde já agradecemos, amém. Há uma palavra que diz: “Façam tudo com amor.” (1 Coríntios 16:14). Pois tudo feito com amor, o irmão recebe de volta em gratidão.

Reginaldo olha para Tomé:

— Ei, Tomé, tem mais doce? Não perca, irmão, por ser doce do bom. Até Jesus compartilha com os discípulos, passando no pão.

Tomé, jovem, se aproxima:

— Esse doce está ótimo. Agradeço por receber e passar no pão.

Agradeço a todos que acompanharam essa história.]




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