História A padroeira Protetora

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A padroeira Protetora

Em meio à São Paulo de 1930, Lara, uma jovem de 17 anos movida pela fé, caminha pela Avenida Paulista com destino à casa de sua amiga Regina. O que parecia um dia comum se transforma em uma jornada de superação quando ela é seguida por um homem de intenções sombrias. Ao entrar num beco sem saída, Lara clama por proteção à Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil. Em um momento milagroso, a Santa intervém, transformando o perigo em redenção. Com a ajuda de seu amigo Rodrigo e a força da fé, Lara descobre que nunca está sozinha — pois Deus e a Padroeira sempre caminham ao lado daqueles que creem.

História criada; escrita por Edivaldo Lima.

Uma história de contos.

Gênero: drama, espiritual, fé

personagem principal: Lara personagens secundários: carmem mãe,padre Luís,Rodrigo amigo, Regina amiga, Roberto mal caráter, Nossa Sr. Aparecida a Padroeira.

[São Paulo, 12 de outubro de 1930

Lara, uma jovem de 17 anos, caminhava pela Avenida Paulista com seu livro intitulado Fé e Esperança. O Padre Luís, conduzindo sua carroça, observava a moça como se ela não percebesse os perigos da cidade naquela década. Mas o velho padre sabia: havia gente de má intenção por ali.

— Lara, onde vai, jovem? — perguntou o Padre Luís.

— Vou à casa da Regina, Padre Luís.

— Cuidado com o beco por onde anda, Lara.

— Fique tranquilo, Padre. Minha proteção está com Deus e com Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira.

O padre sorriu:

— Que o Senhor te acompanhe. E Nossa Senhora também. Hoje é o dia dela.

— Eu sei, Padre. Depois vou à igreja acender uma vela para nossa Padroeira. Tchau, Padre.

— Tchau, minha filha.

Na casa de Lara

Carmem, sua mãe, entra no quarto da filha, preocupada:

— Onde estará essa garota? Só tem 17 anos e já sai sem avisar... Um bilhete? Vamos ver o que diz.

"Minha querida mãe vou à casa de Regina, logo volto para casa não se preocupa."

— Ai, minha filha... Você não conhece os olhos dos perigos daqueles que praticam o mal. Que Deus te proteja. E Nossa Senhora também.

O perigo se aproxima

Roberto, bêbado e embriagado, sai do bar e começa a seguir Lara com más intenções.

— Que gracinha de jovem... O que está fazendo nesse beco cheio de malandros?

Lara, alheia ao perigo, caminhava cantando um louvor:

Ó mãe querida, mãe protetora,

Protege-me e ao mundo com teu imenso amor.

Com teu manto sagrado, livra-nos de todo o mal,

E mostra ao mundo teu amor de mãe especial.

Rodrigo aparece:

— Lara! Esse beco é perigoso, amiga. Onde você está indo?

— Ora, Rodrigo! Na casa da Regina, nossa amiga. Depois vamos à igreja acender uma vela à nossa Padroeira.

— Então venha, eu te acompanho.

— Fico feliz, Rodrigo. Você conhece bem esse lugar, né?

— Tão bem quanto um peão rodando na minha mão — brinca ele.

Enquanto caminhavam, Roberto se aproxima:

— Olá, gracinha. Posso te acompanhar?

— Ela já está comigo, Roberto — responde Rodrigo.

Roberto, agressivo, joga a garrafa e dá um tapa em Rodrigo:

— Sai pra lá, seu pivete!

— Não mostre maldade! Por que fazer isso com Rodrigo? — grita Lara.

— Fiz o quê, gracinha? Que mal eu fiz?

Lara empurra Roberto e ajuda Rodrigo a se levantar:

— Corre, Rodrigo!

Eles correm, mas entram num beco sem saída.

— E agora, Rodrigo? O que vamos fazer?

Roberto, com os olhos vermelhos, se aproxima:

— Fim da linha pra vocês dois.

Lara olha para o céu:

— Ó Nossa Senhora, mãe e Padroeira, rogai por nós e protege-nos!

De repente, uma luz celestial aparece. Quando Roberto tenta agarrar Lara, a Santa Padroeira segura seu braço.

— Solta meu braço! Não consigo movê-lo! — grita Roberto, virando-se.

— Nossa!... Senhora... É você?

Ele se ajoelha, tremendo:

— Me perdoa, Virgem Santa, pela maldade que carrego!

— Para ser perdoado, meu filho, é preciso pensar duas vezes antes de carregar o mal dentro de si.

Ela se volta para Lara:

— Bonito seu canto, seu louvor. Isso alegra Deus, o Criador. Eu, a Padroeira que você sempre lembra, te abençoo e protejo. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

A Padroeira toca Rodrigo, cura seu ferimento e sorri:

— Seja sempre esse menino bom.

Ela olha para Roberto:

— Que decepção, homem. Melhore sua vida. Aprenda a ser um homem de bem.

Ela coloca a mão sobre sua cabeça e faz uma oração. Roberto, ajoelhado, implora perdão. Como uma luz celestial, ela desaparece.

A fé permanece

Lara olha para Rodrigo:

— Você viu o que eu vi?

— Sim, Lara. A Padroeira milagrosa e protetora.

Eles saem abraçados, felizes e surpresos.

— Menino e menina, me perdoem — diz Roberto.

Eles se viram:

— Quem somos nós para perdoar? Nossa Senhora já te perdoou. Só não seja mais um homem mau. Se cuida.

Ao meio-dia, Lara, Rodrigo e Regina se ajoelham e acendem uma vela à Nossa Senhora, Aparecida.

— Lara, como eu queria ter visto a Padroeira Protetora...

— Um dia você verá, minha amiga. Você também tem fé.

Naquele dia, Lara aprendeu que nunca está sozinha. Deus, o Criador, e Nossa Senhora, a Padroeira Protetora, estão sempre presentes para livrar de todo o mal.

Agradeço a todos que acompanharam essa história.]



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