Mais que Extraordinário ( para ler )

Contos de Histórias
0

Mais que Extraordinário

Auggie Pullman sempre soube que ser diferente não era fácil. Após uma cirurgia, descobre que sua maior força vem do amor da família. Com o apoio dos pais, da irmã e dos amigos, aprende que não precisa se esconder para ser aceito. No retorno à escola, encara o mundo com confiança e descobre que o verdadeiro reconhecimento está em ser fiel a si mesmo.

Mais que Extraordinário é uma história sobre amor, coragem e aceitação, mostrando que quem realmente importa jamais nos abandona.

História criada escrita por Edivaldo Lima.

História de Filmografia

Gênero: familiar, infantojuvenil

História baseada no filme Extraordinário.

O livro original, Wonder, foi criado e escrito por R. J. Palacio,

pseudônimo da autora Raquel Jaramillo.

personagem principal: Auggie Pullman personagem secundário:Nate Pullman pai,Isabel Pullman mãe,Olivia (Via) Pullman irmã, Tia Eva, Denis primo,Dr. Wilson médico,Professora Marta,Colegas da escola: Daive, Isabeli, Erique, Claudio (namorado da Olivia),Jorge Morador de rua.

[Capítulo 1: Preciso ser visto

Amanhecia mais um dia de segunda-feira, Agosto de 2017

Auggie ainda estava internado no hospital. Ao seu lado, sua mãe permanecia firme, como uma guardiã incansável. Para ele, Isabel não era apenas mãe: parecia a própria Mulher-Maravilha, sua heroína das histórias em quadrinhos preferidas, sempre pronta para protegê-lo.

— Mãe… será que logo vou sair daqui? Quero voltar lá fora, ver os animais, as pessoas… sem que ninguém desfira palavras ruins contra mim.

Isabel apertou a mão do filho com ternura, os olhos cheios de esperança e força.

Nate, o pai, aproximou-se sorrindo. Segurou a mão de Auggie e disse com calma:

— Filho, não tenha vergonha. Se algumas pessoas não se aproximarem de você, é porque não querem o teu bem. São preconceituosas. Mas nem todas serão assim.

Ele passou a mão carinhosamente na cabeça do menino e completou:

— Ouça sua mãe, meu filho. E olhe para mim: quem não chegar até você estará perdendo a chance de conhecer uma pessoa mais que especial.

Auggie fechou os olhos por um instante, sentindo o calor da família. Naquele quarto de hospital, entre máquinas e silêncios, ele descobria que sua maior força vinha do amor que o cercava.

Capítulo 2: O reconhecimento do menino especial

Passaram-se dias e semanas após a cirurgia. Auggie finalmente acordou. Ao lado da maca, sua mãe Isabel, que dormia na cadeira, despertou assustada e emocionada:

— Auggie, meu filho, você acordou! Está se sentindo bem?

— Sim, mãe, acordei. Agora só falta meu capacete de astronauta, aquele que papai disse que iria trazer para mim. Eu não esqueci.

Isabel sorriu com ternura:

— Sim, meu filho, seu pai vai trazer o presente. Mas você não precisa usar o capacete de astronauta. Não tenha vergonha de ser quem você é. Se algumas pessoas tiverem preconceito, é porque não conhecem o quanto você é especial.

— Eu sei, mãe… mas o capacete vai combinar com meu estilo. Vai mostrar que sou uma pessoa especial e diferente.

Isabel observou o filho com carinho:

— Pensando desse jeito, se você se sente bem, é o que importa, Auggie.

Nesse momento, Nate, seu pai, abriu a porta do quarto do hospital:

— Olá, filhão! Como você está? Trouxe algo que vai gostar.

Auggie olhou curioso:

— O que é, pai?

Nate abriu a caixa e tirou o capacete.

— Tcharam! Seu capacete de astronauta. Gostou?

— Sim, pai! Do jeito que imaginei. Não vejo a hora de colocar!

Dr. Wilson entrou sorrindo:

— Uau, Auggie, que presente interessante, rapazinho!

Auggie sorriu animado:

— Maneiro, né, Dr. Wilson? Com ele vou me sentir mais que especial.

Dr. Wilson retribuiu o sorriso:

— Sim, Auggie. E hoje você terá alta do hospital. Poderá ir para casa.

Isabel ficou radiante:

— Que bom, Dr. Wilson, que vai liberar nosso filho!

Nate sorriu:

— Então, filhão, está pronto para ir para casa?

— Sim, pai. E com o capacete!

Algumas horas depois, Dr. Wilson liberou Auggie. Ele saiu com seus pais, claro, usando o capacete.

— Pai, o que achou do capacete em mim?

Nate olhou orgulhoso:

— Ficou extraordinário.

Isabel completou:

— Não, meu amor… sua mãe achou que ficou mais que extraordinário.

Auggie sorriu feliz:

— Legal! É assim que estou me sentindo: mais que extraordinário.

Naquele final de tarde, caminhando pelas ruas, Auggie observava as pessoas, os animais e as crianças de sua idade ou mais velhas. Começava a se sentir bem, lembrando-se das palavras dos pais: não ligar para os preconceituosos, mas seguir seu caminho com confiança. Ele sabia que era especial e que, ao se mostrar como realmente era, daria às pessoas a oportunidade de conhecê-lo melhor — e de descobrir o quanto ele era único.

Capítulo 3: Festa de boas-vindas para Auggie

Ao chegar em casa, havia um silêncio estranho. Nate, o pai, e Isabel, a mãe, sabiam que Auggie teria uma surpresa especial — exatamente como ele merecia, por ser tão extraordinário.

Nate olhou para o filho e disse:

— Ei, filhão, que silêncio na casa… você não acha?

Auggie ficou parado, olhando para a porta:

— Sim, pai. Nem parece que a tia Eva está dançando discoteca dos anos 80 dentro da casa com a Olivia e o primo Denis.

Isabel sorriu:

— Deve estar acontecendo alguma coisa…

Nate abriu a porta e todos gritaram:

— Surpresa! Auggie, o sobrinho mais que extraordinário da tia Eva!

Denis apareceu com balões de boas-vindas:

— E o primo mais legal que eu já tive! Olha, Auggie, este balão tem o desenho de um foguete.

Olivia, feliz, completou:

— Seja bem-vindo, meu pequeno grande astronauta!

Auggie sorriu emocionado:

— Obrigado a todos pela surpresa e pelo carinho. Isso só me faz sentir ainda mais especial.

Nate olhou para o filho com orgulho:

— Lembre-se: você realmente é.

Isabel entrou sorrindo e apontou para a mesa:

— Que bolo lindo, hein!

Auggie olhou admirado:

— Caramba! Decoração de espaço… vocês são todos incríveis. Estão no meu coração.

Todos responderam em coro:

— Você está nos nossos também, Auggie!

Aquele dia foi mais que especial para Auggie. Foi o momento em que ele teve certeza de que o amor da família lhe daria forças para enfrentar o mundo lá fora.

Capítulo 4 final: Reconhecimento do menino especial

O dia amanheceu diferente para Auggie. Para ele, era como entrar em um foguete espacial e se conectar com outro universo. Talvez pousar em planetas onde, a princípio, o veriam como diferente, mas que aos poucos se encantariam por ele ser o menino mais que extraordinário.

— Vamos, filhão, hoje é o grande dia — disse Nate.

Auggie pensou por um instante e respondeu:

— Vou tranquilo, pai. Não quero mudar meu jeito para agradar os outros. Quero demonstrar respeito, para que todos me respeitem e queiram me conhecer melhor.

Isabel, impressionada com as palavras do filho, sorriu:

— Isso mesmo, Auggie. Seja feliz, faça amizade com aqueles que realmente quiserem te conhecer. Só assim eles vão descobrir o quanto você é especial.

Olivia pegou sua mochila e a do irmão:

— Vamos, Auggie. E se algum valentão da escola te insultar, eu dou um beliscão nele e coloco para correr!

Auggie sorriu:

— Eles vão correr mesmo… seu beliscão dói. Pergunta pro seu namoradinho, o Claudio!

Todos riram no caminho até a escola, que ficava a duas quadras. Auggie caminhava ao lado do pai Nate, da mãe Isabel e da irmã Olivia. As pessoas na rua olhavam para ele e percebiam que era diferente, mas também viam que era um menino especial, amado por todos que tinham o prazer de conhecê-lo.

Um morador de rua, Jorge, observou e disse:

— Rapazinho, quando eu for para algum planeta, quero ser recebido como você. Também quero ter um capacete desses!

Auggie se virou e respondeu:

— Pois não, Jorge. Vou pedir para o meu pai dar um de presente para o senhor.

— Boa aula, Auggie. Ficarei feliz.

— Obrigado, Jorge. Até mais!

Ao entrar na escola, todos pararam para olhar Auggie caminhar. Seus pais, Nate e Isabel, deixaram que ele sentisse a liberdade de encarar o mundo sem se incomodar com preconceitos, pois Auggie já estava blindado contra isso.

A professora Marta apareceu na porta e anunciou:

— Pessoal, olhem quem está aqui… Auggie voltou!

Os colegas se aproximaram:

— Ei, Auggie, maneiro seu capacete! — disse Daive.

— Eu mesma queria ter um desses! — comentou Isabeli.

— Aí sim, Auggie! Agora voltamos a ter um amigo mais que especial — completou Erique.

Todos juntos disseram:

— Voltamos a ter um amigo mais que extraordinário!

Auggie abraçou os amigos e olhou para os pais:

— Ei, pai e mãe… muitos no mundo podem até não me aceitar, mas muitos vão me aceitar do jeito que eu sou.

Nate sorriu:

— Sim, filhão, isso mesmo. Agora boa aula. Obedeça a professora Marta. Tchau!

Isabel acrescentou:

— Sim, meu filho. Você aprendeu com as pessoas que te amam. Só quem te ama vai querer ter você por perto. Boa aula, tchau!

Olivia sorriu:

— Ainda bem que não precisei dar beliscão em ninguém!

Todos riram.

Naquele dia, Auggie descobriu que amigos de verdade sempre se lembrariam dele e jamais o ignorariam. E mesmo que algum dia todos os amigos o ignorassem, ele sabia que Deus e sua família — seus fiéis amigos — jamais o abandonariam.

Agradeço a todos que acompanharam essa história.]



Postar um comentário

0Comentários

Postar um comentário (0)
To Top