Contos: Romance Gótico de Charlie Harper

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Romance Gótico de Charlie Harper. 

Em Malibu, Charlie Harper vive mais um dia caótico: ressaca, prima safada, banheiro entupido, anão bêbado no sofá e um encontro gótico marcado no cemitério. Com Alan fantasiado de caçador de vampiro e o Maceta roubando castiçais de vela, a noite termina em fuga, confusão e risadas. Porque na vida de Charlie… sempre cabe mais uma loucura!

História criada escrita por Edivaldo Lima.

História de Contos Charlie Harper

Gênero: comédia,sobrenatural

História baseada nos personagens Dois Homens e meio.

Criadores :Chuck Lorre e Lee Aronsohn.

personagem principal: Charlie Harper personagens secundários: Alan, Jake, Maceta, Felicia,Rosemere,Beta,Gilson,Armando Coveiro. 

[Amanhecia mais um dia em Malibu…

Alan dormia na varanda porque havia esquecido a chave de casa. Jake estava no quarto, dormindo igual menino arteiro — daqueles que apronta todas na escola. Beta fazia o café da manhã com duas xícaras a mais de pó de café, ouvindo sua rádio preferida: Malibu FM.

Já Charlie dormia com Rosemeri, uma prima do Maceta. Se você não lembra do Maceta, leia Contos de Charlie Harper: Missão Playboy. Vai conhecer a figura!

Gilson dormia no sofá, tão bêbado que não conseguia ir embora.

Rosemeri olhou para Charlie: — Olá, tigrão… já tá de dia!

Charlie, meio sonolento e com ressaca: — Rosemeri… você não foi embora ontem?

Ela sorriu: — Esqueceu que a gente fez amor a noite inteira?

Charlie sorriu: — Não lembro de mais nada… acho que exagerei na dose. Só lembro de você tirando a tanguinha vermelha…

Ela caiu na risada: — Disso você lembra, né, safado?

Rosemeri deu um beijo em Charlie Harper. Ele olhou e sorriu: — Não quer dar uma brincadinha pra tirar a ressaca?

Rosemeri ainda estava com muita fome.

Charlie sorriu: — Fome de leão! Jamais imaginava que a prima do Maceta era safada…

Rosemeri sorriu: — Você não viu nada ainda… vamos brincar e depois descer pra tomar café.

Café da manhã com confusão

Beta abriu a porta e olhou para Alan: — Esqueceu a chave de novo, Alan?

Alan se virou: — Bom dia, Beta… esqueci.

— Você só não esquece a cabeça porque ela tá grudada!

Alan se espreguiçou: — Parece que ontem a casa do Harper lotou, hein?

Beta sorriu: — Parece que sim, Alan. Como sempre, uma nova cunhada… e também um anão chamado Gilson, deitado no sofá sonhando com a Kendra Wilkinson. Vi isso assim que cheguei de manhã.

Alan olhou meio estranho: — Se Jake ver esse tal Gilson, vai virar fã. Invadir uma mansão Playboy não é pra qualquer um!

Beta caiu na risada: — Entupiram a patente essa noite…

Alan suspirou: — Aí fica difícil até pra escovar os dentes…

Café da manhã com visitas

Jake, sentado à mesa, olhou para Rosemeri: — Olá, me chamo Jake. Quando crescer, quero ser igual ao tio Charlie: mulherengo em série. Você é a décima quarta que entra nessa casa. Qual o seu nome?

Jake sorriu. Rosemeri caiu na risada: — Haaaaaa! Não vai se espelhar no seu pai, Jake. Me chamo Rosemeri.

Jake olhou: — Ele é um grande pai, tem um coração enorme… mas é muito emocionado por mulheres.

Charlie sorriu: — Esse é meu garoto! Só não esquece, Jake: mulheres engravidam.

Jake sorriu:

— Eu faço elas tomarem pílula. Uso a cabeça de cima primeiro, pra depois usar a de baixo com prazer e inteligência. Homem emocionado não pensa — só espalha filhos pelo mundo. Mas nada contra quem quer ter filhos. O importante é: se colocar filho no mundo, tem que ser bom pai. Aí, sim, tá no caminho certo.

Charlie observou: — Esse é meu garoto! Pensa com inteligência.

Alan olhou meio vermelho: — Esse meu filho tá crescendo tão rápido…

Beta olhou: — E menos emocionado, meu amigo. Quer panqueca?

Alan respondeu: — Sim! Com café bom, sem ser forte.

Beta perguntou: — Com quem saiu ontem, Alan?

Alan respondeu: — Com Myuki, a professora de Karatê.

Beta olhou: — Interessante… aprendeu alguma coisa?

Alan sorriu: — Arigatô… Sayonara!

Emergência no banheiro

Gilson apareceu suado: — Consegui desentupir a patente, Charlie!

Charlie olhou: — Ainda bem! Meu irmão tem amor por aquele banheiro.

Alan sorriu: — Charlie, estou aqui!

Beta olhou: — Cuida como se fosse o segundo filho.

Jake riu: — Esse é o meu pai! Não pode ver uma privada suja!

Rosemeri olhou para Alan: — Você parece tão fofinho…

Alan, meio vermelho: — Que?! Nada disso, moça! Não sou fofinho, sou bruto! — piscou.

Charlie olhou: — Esse é meu irmão… fofinho igual ursinho panda!

Gilson perguntou: — Alan, você coleciona Playboy também?

Alan respondeu: — Só cartões telefônicos!

Gilson: — Obrigado pelo café, Alan. Agora posso voltar pra casa.

Charlie: — Não esquece de levar a Rosemeri!

Rosemeri: — Tchau, Charlie! Qualquer coisa te ligo pra mais uma noite…

Charlie olhou: — Minha agenda tá cheia

Encontro sombrio

A tarde passou rápido. Charlie não esperava outro encontro… mas na vida de Charlie Harper sempre cabe mais um.

Noite — 21:90 (sim, o relógio tá bugado)

Tlim! Tlim!

— Alô, quem é? — disse Alan.

— Olá, Alan. Meu nome é Felicia. Avisa o Charlie pra me encontrar à meia-noite no cemitério de Malibu. Diz que Felicia Gótica quer matar a saudade dele na catacumba 302.

Tum! Tum! Ela desligou.

Charlie olhou: — Quem era no telefone, Alan?

Alan se virou: — Uma tal de Felicia Gótica. Marcou encontro contigo na catacumba 302.

Charlie pensou: — Deve ser a festa de Halloween que eu lembro…

Jake olhou o calendário: — Halloween, tio Charlie! Ela vai passar a noite em casa?

Charlie sorriu: — Dessa vez não, Jake.

Alan olhou: — Ainda bem… vai que essa aí é vampira!

Charlie riu: — Sem medo, Alan. É só uma mulher que gosta de vinho, música boa… e fazer amor nas catacumbas de Malibu.

Horas passaram rápido. Alan ficou pensativo com o telefonema: — Preciso investigar esse encontro do Charlie… vai que ele vira vampiro!

Charlie vestiu seu camisão tropical, pegou o vinho, a taça e o violão: — É hoje! A lua cheia será testemunha de um novo amor.

— Tô indo, Alan. Até amanhã, quando eu sair da catacumba.

Alan se benzeu: — Se cuida, Charlie! Logo seu herói irmão tá te salvando!

No cemitério…

Charlie chegou: — Com licença, pessoal. Não quero acordar vocês, mas tenho encontro com uma gótica sedutora. Hoje é dia de afogar o ganso!

De repente…

— Charlie, estou aqui. Já estava me sentindo triste lendo esse livro…

Charlie observou: — Que isso! A gótica mais linda de Malibu! Ainda nem entramos na catacumba pra namorar antes do coveiro Armando chegar!

Alan, atrás das árvores do cemitério, com binóculo, estacas e alho no pescoço: — Onde você tá, Charlie? Pode ser cilada, irmão!

Alan se aproximou.

Charlie olhou nos olhos dela: — Felicia, da onde nos conhecemos?

Ela sorriu: — Do cemitério de São Francisco. Lá foi nosso primeiro encontro.

Charlie pensou: — Eu devia estar bêbado…

Ela riu: — Como sempre, Charlie!

Charlie pegou a garrafa de vinho, abriu e colocou nas taças: — Vamos matar a saudade. Ainda tem aqueles dentes de vampiro de plástico?

Felicia sorriu: — Tenho sim! São esses… calma, Charlie! Já tá me pegando com pegada!

Charlie sorriu: — Sim… agora o beijo!

Eles se beijaram. O clima esquentou. Felicia abriu a boca e mostrou os dentes. Alan viu:

— Charlieeeee! Nããããão!

Quando Charlie ia beijar, escutou vozes:

— Quem é, Charlie? Esse aí atrás de nós parece caçador de vampiro!

Charlie se virou: — Alan?! O que você tá fazendo aqui fantasiado? Essa é a Felicia do telefone. Esses dentes são de plástico! Faz parte do clima de romance gótico!

Alan, sem graça: — Desculpa, Charlie e Felicia. Não quis estragar o encontro… mas coração de irmão preocupado fala mais alto.

Charlie: — Entendo, Alan. Obrigado pela preocupação… mas agora fiquei sem afogar o ganso!

Felicia riu: — Marcamos outro encontro, Charlie!

Charlie deu um beijo: — Mas agora na minha casa. Cemitério quebra o clima…

Armando, o coveiro, chegou bufando:

— Quero todo mundo pra fora! Peguei esse aqui roubando castiçais de vela!

Charlie e Alan olharam assustados:

— Charlie, quem é esse?

Charlie arregalou os olhos:

— É o Maceta, Alan! Percebo que o encontro de hoje não era pra dar certo…

Maceta, com cara de quem foi pego com a mão na vela:

— Foi mal, Charlie! É que roubar castiçais de vela dá dinheiro… tem gente que coleciona!

Armando gritou:

— A polícia tá chegando!

Maceta arregalou os olhos:

— Ih, rapaz… hora de correr!

Armando saiu correndo atrás dele:

— Volta aqui, seu ladrãozinho de cemitério!

Charlie, Alan, Felicia e Maceta saíram correndo pelo portão do cemitério, tropeçando nas lápides e nos galhos.

Alan, lá atrás, com o binóculo pendurado no pescoço e o alho balançando:

— Heeeiiii! Esperem por mim!

Felicia olhou pra Charlie, rindo:

— Esse irmão é uma figura

Charlie olha para trás...

__ Uma figurinha colada no meu pé

— Uma figurinha... colada no meu pé! Igual selo de carta que não quer ir embora!

Maceta, correndo com dois castiçais de vela debaixo do braço:

— Se a polícia pegar, diz que é decoração gótica!

Alan tropeçou, caiu de cara num túmulo e levantou com uma flor na boca:

Charlie gargalhou:

— Só falta você virar zumbi, Alan! Mas aí te boto pra dançar Thriller no quintal!

até o próximo encontro do Charlie Harper ....

Agradeço a todos que acompanharam a essa história]



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