Mary Bonny,A Pistoleira Disfarçada.
Em uma cidade do Velho Oeste marcada por segredos, um misterioso pistoleiro surge para enfrentar uma ameaça que ninguém ousa encarar. Mas por trás do chapéu e da mira certeira, esconde-se uma verdade que pode mudar tudo. Entre alianças improváveis, identidades ocultas e uma missão que envolve muito mais do que parece, a justiça será feita… de um jeito que ninguém esperava.
História criada escrita por Edivaldo Lima.
História de seriado
História em 5 episódios
temporada 1
Gênero:drama familiar, espionagem e faroeste
personagem principal: Charley Parkhurst (Mary/Charlotte) personagens secundários: Bill," Ravalins pistoleiros,Xerife Tom ,Padre Ezekiel,Dary amigo,Martha mãe,Rosie amiga,Clara Bonny,Benny, vilão Tornady, compassas Avaly,Erry ,índia Kaely,
[episódio 1: Forjando a Identidade
Era uma manhã daquelas que o frio fazia até o cavalo bater o queixo, lá pras bandas de Watsonville — cidadezinha miúda, mas cheia de causos. A carroça vinha rangendo devagar, trazendo duas figuras que ninguém conhecia: Mary, moça de andar elegante, e sua mãe, dona Martha.
Assim que Mary pulou da carroça, com um jeito firme e jeitoso, os cabras tudo tiraram o chapéu, como manda o respeito. Os olhos se grudaram nela que nem carrapicho em calça de linho.
— Quem será essa moça? — cochichou Rosie pras outras mulherada que ensaiava no salão pra apresentação da noite.
Dary, o barman, deu um gole no uísque e resmungou:
— Vixe Maria... que mulher! Aqui, quando aparece uma beleza dessas, os homi fica tudo doido, igual cachorro atrás de caminhão.
Mary entrou em casa com a mãe, subiu pro quarto e se sentou numa cadeira de madeira gasta. Abriu um livro velho, com capa de couro, escrito Identidade do Pistoleiro. Era doida pela história — uma mulher que vivia como homi, enfrentando o mundo com coragem e segredo.
Ela deu um sorrisim de canto:
— Já pensô... eu, com nome de homi, virando pistoleiro dos bão nesse fim de mundo?
Fechou o livro, ajeitou o chapéu e saiu caminhando pela cidade. Os olhares, curiosos e desconfiados, seguiam seus passos. Homi e muié não sabiam se admirava ou se temia.
Foi então que ela parou diante dum salão antigo, com uma placa meio torta que dizia: Fazemo Identidade. Mary sorriu com malícia:
— É aqui que o trem vai virá...
Entrou no lugar. Lá dentro, o jovem Benny lavava uns copo, distraído. À noite, o salão virava cassino — cheio de fumaça, carta e segredo.
Mary se achegou:
— Bão dia, moço. Qual seu nome?
Benny olhou pra ela, encantado com a beleza da forasteira:
— Me chamo Benny... e a senhorita, que é nova por essas banda?
— Prazer, Benny. Sou Mary. Vim lhe pedir um serviço... mas é coisa fora da lei.
Benny arregalou os zóio:
— Fora da lei, é? Então é segredo que fica entre nóis.
Mary entregou um bilhete dobrado. Benny leu em silêncio:
— Charley Parkhurst...? Quem é esse cabra, senhorita Mary?
— Um rapaz que tá pra aparecê por essas banda. Vai precisá de nome e papel pra se firmá.
Benny, com mão ligeira, preparou o documento. Quando entregou, perguntou:
— Mas por que tanto segredo?
Mary sorriu, com olhar misterioso:
— Porque Charley é homi reservado... e talvez nem seja homi de verdade. Sabe onde tem loja que vende traje masculino?
— Tem uma na esquina, senhorita Mary.
Ela deixou o pagamento sobre o balcão:
— Obrigada, Benny. Até mais ver.
— Até, senhorita Mary...
Mas Benny ficou ali, parado, com a cabeça cheia de pergunta. Quem seria Charley Parkhurst? Namorado? Noivo? Marido? Ou... seria a própria Mary, forjando uma nova vida?
Naquela manhã, o ar de Watsonville ficou pesado de mistério. E Benny, com o copo na mão, sabia que algo grande tava pra acontecê.
episódio 2: Aparição de Charley Parkhurst
A noite caía feito véu sobre Watsonville, e Mary, já transformada em Charley Parkhurst, ajeitava o chapéu de couro e o coldre com a pistola herdada do pai. O traje masculino, recém-comprado, lhe caía como uma luva. Um cavalo solto no pasto — deixado por algum desatento — virou montaria oficial do novo "forasteiro".
— É hoje que Charley Parkhurst vai dar as caras... — murmurou Mary, olhando pro relógio com um sorriso travesso.
Saiu pelos fundos da casa, montou no cavalo e seguiu pelas ruas poeirentas da cidade. Os lampiões tremeluziam, e o silêncio era quebrado só pelo som das ferraduras no chão.
O xerife Tom, homem de bigode grosso e olhar desconfiado, avistou o cavaleiro misterioso e se aproximou com a mão no cinturão:
— Ei, você aí! Parado! Posso ver sua identidade?
Charley sorriu com calma:
— Claro, senhor xerife. Aqui está. Não sou fora da lei, só um rapaz querendo conhecer a cidade... quem sabe até morar, se eu gostar do clima.
O xerife analisou o papel, coçou o queixo e assentiu:
— Muito bem, Charley Parkhurst. Me chamo Tom. Se comporta, viu? Nada de confusão.
Charley manteve o sorriso, mas o olhar endureceu:
— Não sou de arrumar briga, senhor Tom... mas também não sou de abaixar a cabeça. Se um homem quiser maltratar uma mulher na minha frente, ou me desafiar, não tem xerife que me segure.
Tom engoliu seco. Charley virou o cavalo:
— Com licença. Vou até aquele cabaré tomar uns uísques... e quem sabe conhecer uma bela dama. Se cuida, xerife.
Na porta do cabaré, Clara Bonny — mulher de presença marcante e sorriso que podia parar trem — observava o cavaleiro descer. Charley a encarou com ousadia:
— É a senhorita que vai me fazer companhia essa noite? Quem sabe dançar pra mim depois de umas doses?
Clara riu, surpresa:
— Ora, mas quem é esse atrevido? Primeira vez na cidade e já chega assim?
Charley acendeu um cigarro, deu um trago e respondeu com charme:
— Me chamo Charley Parkhurst. E a senhorita, com esse sorriso simpático e beleza de tirar o fôlego, como se chama, não vai me convidar pra conhecer o cabaré?
Clara abriu a porta com elegância:
— Me chamo Clara Bonny, Por favor, entre, Charley. Espero que goste do ambiente.
— Espero ser bem recebido... e quero sua companhia essa noite.
— Que honra! Mas ao entrar, vai ver que não sou a única mulher por aqui.
Charley passou a mão de leve no rosto dela:
— Mas talvez seja a única que importa.
Ao entrar, os olhares se voltaram. O clima mudou. Bill, pistoleiro conhecido, ajeitou a mão na arma e comentou com seu parceiro:
— Olha só, Ravallis... temos pistoleiro novo na área.
Ravallis, tomando um gole de uísque, olhou com desprezo:
— E tá com a mais bela do cabaré. Esse aí quer chamar atenção.
Charley se adiantou:
— Boa noite, senhores. Me chamo Charley Parkhurst. Vim por bebida boa e pela companhia da dama Clara Bonny. Não quero confusão.
Mas quando Ravallis e Bill começaram a se mexer pra sacar as armas, Charley foi mais rápido. Girou o corpo, sacou a pistola e atirou em duas garrafas no balcão — o barulho fez todos se calarem.
— Já avisei que não vim pra briga. Mas se insistirem... esse lugar vira tiroteio. E não quero ver ninguém caído morto.
Ravallis e Bill pagaram a conta, saíram resmungando:
— Forasteiro pistoleiro querendo bancar o valentão... toma cuidado, rapaz.
Charley sorriu:
— E qual o nome de vocês?
— Ravallis... e esse aqui é o Bill. Seu otário.
— Prazer. Sou Charley Parkhurst. E não corro de pistoleiro.
Clara Bonny, encostada no balcão, olhava com admiração. Mas no fundo, sabia: aquele homem — ou mulher disfarçada — estava puxando encrenca. E a cidade de Watsonville nunca mais seria a mesma.
episódio 3: Boa de Pontaria
O sol mal tinha despontado no horizonte de Watsonville, e lá estava ela — bela, firme, decidida. Mary treinava sua pontaria no campo aberto, atirando em garrafas alinhadas sobre um tronco velho. O som dos disparos ecoava pela cidade ainda adormecida.
Benny apareceu, curioso:
— Ora, ora... uma mulher pistoleira?
Mary se virou com um sorriso travesso, lançou uma garrafa pro alto — direto na direção de Benny. Antes que ele pudesse se assustar, ela girou o corpo, sacou a arma e... PÁ! PÁ! — estilhaçou a garrafa no ar, sem nem arranhar o rapaz.
Benny arregalou os olhos:
— Primeira vez que vejo uma mulher atirar assim!
Mary riu:
— Ou talvez você esteja vendo Charley Parkhurst... só que de saia, rapaz.
Benny coçou a cabeça, ainda tentando entender:
— Não acredito... tô de frente com o temido Charley Parkhurst, o mesmo que botou Ravallis e Bill pra correr do cabaré?
Mary piscou:
— Quem é esse Charley, hein Benny? Ele é bom de mira?
— Se é ele ou ela... acredito que sim. De dia, uma dama encantadora. De noite, um pistoleiro que nem os valentões da cidade conseguem encarar. Ravallis e Bill tão mordidos.
— E por que será?
— Porque você — ou ele — tem algo que nem os que se acham bons têm: coragem e precisão.
Mary sorriu, pegou as cartas:
— Que tal uma partida de pôquer, Benny?
— Com sua companhia e minha segurança... aceito com gosto!
No salão, os dois riam alto, trocando histórias de pistoleiros lendários e livros antigos do Velho Oeste. Mary, com seu charme natural, atraía olhares de todos os cantos.
Rosie apareceu, curiosa:
— Nossa... que bela moça! Já pensou em dançar no cabaré? Dá pra ganhar uma boa grana.
Mary sorriu com leveza:
— Qual seu nome, moça? Eu sou mais pra uma mulher religiosa...
— Me chamo Rosie. E você?
— Mary. Cheguei faz poucos dias.
Rosie olhou com admiração:
— Cuidado com essa beleza, Mary. Vai deixar os homens da cidade tudo apaixonado.
Mary deu uma risadinha:
— Quem sabe eu não faço só um se apaixonar...
Benny, meio bobo, comentou:
— Eu queria ter essa sorte...
Mary riu:
— Benny, Benny... concentra no jogo!
Dary apareceu na porta:
— Bom dia, pessoal!
Benny se animou:
— Que bom te ver, Dary!
— E quem é essa bela mulher?
Rosie se adiantou:
— Dary, essa é Mary. Mary, esse é Dary — um grande amigo.
— Prazer, Dary.
Benny cochichou:
— Cuidado, Dary... olha muito e se apaixona fácil.
Mary respondeu com elegância:
— Tem muita mulher bonita em Watsonville. Não sou a única.
Rosie completou:
— Além de linda, é humilde.
Dary concordou com um sorriso.
Enquanto Mary e Dary trocavam olhares discretos, Benny observava, intrigado. Estava conhecendo Mary... mas quem ela era de verdade? Uma mulher meiga e encantadora? Ou o temido Charley Parkhurst, o pistoleiro que surgia quando a noite caía?
O mistério continuava, e Watsonville começava a sentir que algo grande estava por vir.
episódio 4: Parando o Trem
A noite em Watsonville estava densa, como se o céu soubesse que algo grande estava prestes a acontecer. Charley Parkhurst, montado em seu cavalo, observava a cidade quando uma figura surgiu correndo pela estrada: uma mulher indígena, de olhar firme e voz desesperada.
— Socorro!... Socorro!...
Era Nayeli, da tribo Zanokai. O xerife Tom apareceu, já com a mão no cinturão.
— Que houve, mulher indígena? Qual seu nome?
— Me chamo Nayeli, da tribo Zanokai. Meu povo está sendo levado como escravo num trem. Um bando de pistoleiros está no comando: Tornady, Avaly, Erry... e os malditos Ravallis e Bill.
Charley se aproximou com o cavalo, firme como sempre:
— Xerife Tom, prazer moça. Eu sou Charley Parkhurst. Vamos parar esse trem. Nayeli, leve-nos até lá.
— Ficarei grata, Charley. Tenho amigos da tribo escondidos na mata. Vão usar arco e flecha. Mas temos que correr... o trem já tá em movimento.
O trio — Charley, Nayeli e o xerife — galopou pela estrada, cortando o vento e a poeira. Ao longe, o trem rugia como fera solta.
— Alguma ideia? — perguntou Nayeli.
Charley olhou para os trilhos e murmurou:
— Já sei o que fazer. Me acompanhem.
Ao se aproximarem, Nayeli e seus guerreiros dispararam flechas certeiras nos guardas. O xerife Tom sacou sua arma e o tiroteio começou. Charley subiu no trem, agachado, atirando com precisão. Um, dois, três... até dez inimigos caíram diante de sua mira.
Bill tentou acertá-lo, mas errou. Charley girou e mirou direto na cabeça — PÁ! — Bill caiu do alto do vagão.
Ravallis, furioso, gritou:
— Você não vai ganhar essa, pistoleiro!
Eles se enfrentaram com socos e chutes até que Charley girou o corpo e disparou dois tiros — PÁ! PÁ! — Ravallis caiu, vencido.
Charley entrou no vagão onde os indígenas estavam presos. Libertou um por um, organizando um plano para surpreender Tornady e seus capangas. Tornady dirigia a locomotiva, enquanto Avaly e Erry vigiavam os trilhos.
Charley abriu a porta do vagão e atirou — PÁ! PÁ! — mas Avaly e Erry se esconderam e revidaram — PÁ! PÁ! PÁ! PÁ!. Charley avançou, deu uma joelhada em Avaly, uma rasteira e um tiro certeiro — PÁ! — Avaly caiu morto.
Os indígenas cercaram Erry com flechas. Ele se ajoelhou, se rendeu... mas ainda levou uma flechada como lembrança.
Charley abriu a cabine da locomotiva:
— Agora é você e eu, Tornady.
— Você não vai me vencer, pistoleiro! — gritou Tornady, disparando — PÁ! PÁ!
Charley se escondeu, saltou e atirou — PÁ! PÁ! — Tornady foi lançado para fora da cabine. O trem passou por cima dele, encerrando sua tirania.
Charley conseguiu parar o trem em segurança. Os indígenas o cercaram, agradecendo com emoção. Mas, de repente, Charley cambaleou... e caiu desmaiado.
Do bolso, uma bexiga estourou, espalhando um líquido vermelho. Uma fumaça branca envolveu seu corpo. Quando ela se dissipou, dois papéis estavam no chão: uma identidade de Mary... e outra de Charley Parkhurst.
A notícia correu como fogo em palha seca. A cidade inteira se reuniu. Benny se aproximou, olhando os documentos:
— Já entendi...
Dona Martha, com o coração apertado, murmurou:
— Por que a identidade da minha filha está junto com a de Charley Parkhurst?
O xerife Tom, ainda em choque:
— Ainda não sabemos...
Clara Bonny, com os olhos fixos:
— Será que... é a mesma pessoa?
Dary, com voz firme:
— Só pode ser. Se for verdade... temos uma mulher pistoleira. Uma heroína.
Rosie, ainda sem acreditar:
— Mas como vamos saber?
O mistério pairava no ar. E Watsonville estava prestes a descobrir que sua maior lenda... talvez fosse uma mulher.
Episódio 5 Final: Identidade Revelada
Naquela manhã, a cidade de Watsonville estava reunida na praça central. O sino da igreja tocava alto — Din!... Don!... Din!... Don!... — e o murmúrio entre os moradores crescia. Todos queriam saber: por que estavam ali? O que iria acontecer? Será que o lendário pistoleiro Charley Parkhurst estava vivo? Será que ele apareceria?
Dois dias antes…
Em uma sala escondida nos fundos do cabaré, Mary falava em voz baixa com Benny, Dona Martha e o Ezekiel .
— Benny, mãe, padre... ninguém pode saber que vocês me conhecem. A verdade é que eu sou Mary Bonny, agente pistoleira disfarçada como Charley Parkhurst. Preciso pegar Tornady e seu bando de surpresa. Eles estão planejando fazer a tribo Zonokai de refém.
Benny sorriu:
— Fica tranquila, prima. Ninguém desconfia que somos parentes.
Ezekiel riu:
— E ninguém imagina que sou seu avô disfarçado de padre.
Dona Martha piscou:
— Pelo jeito, papai enganou muito bem, hein?
Mary sorriu com confiança:
— Que bom ter vocês comigo. Até agora, ninguém desconfia de nada.
Nesse momento, o xerife Tom entrou:
— Agente Mary, está pronta para a missão?
Mary se virou com um sorriso:
— Claro, xerife. Vim pra eliminar os vilões. Foi pra isso que você me pagou bem.
O xerife riu:
— Valeu cada centavo, querida Mari.
Ela se aproximou:
— Me dá um abraço, papai.
Eles se abraçaram, emocionados. A missão estava prestes a começar.
De volta à praça…
Mais pessoas chegavam. O clima era de expectativa. Clara Bonny apareceu correndo:
— Ei! Na cidade só se fala do tal pistoleiro misterioso!
De repente, um cavaleiro surgiu entre a multidão. Era Charley Parkhurst. Ele desmontou, caminhou até o centro da praça, tirou o chapéu… e revelou seu rosto.
Era Mary Bonny.
— Que bom que todos estão falando… porque sou eu. Agente pistoleira Mary Bonny.
A praça explodiu em aplausos, gritos e assobios. Benny sorriu. Nayeli apareceu entre a multidão, com os olhos brilhando. Dona Martha observava com orgulho. padre Ezekiel fazia o sinal da cruz, emocionado.
A missão de Mary Bonny foi um sucesso — e agora, sua identidade estava revelada. Mas enquanto a cidade celebrava, um homem encapuzado observava de longe, montado em um cavalo preto. Ele virou-se lentamente e desapareceu na poeira da estrada.

