O Pirata Caveira
Em meio a noites chuvosas e mistérios antigos, Tuti, Hugo e Mari descobrem uma lenda esquecida: o Pirata Caveira, guardião de segredos enterrados no casarão da rua 13. Motivados pela coragem (e algumas piadas entre amigos), eles embarcam em uma aventura cheia de suspense, encontrando aliados inesperados como Ricardo — e despertando o interesse sombrio do próprio pirata. Luzes, armadilhas e segredos ancestrais aguardam aqueles que ousam desvendar o que é verdade... e o que é apenas lenda.
História criada escrita por Edivaldo Lima.
História em 5 Capítulos
Gênero: Aventura, Mistério, Suspense, Infantojuvenil
personagens principais:Tuti, Hugo, Mari, Ricardo personagens secundário:Tio Valdemar,Pirata Caveira Run.
📖 História a Contar
O Pirata Caveira
Em meio a noites chuvosas e mistérios antigos, Tuti, Hugo e Mari descobrem uma lenda esquecida: o Pirata Caveira, guardião de segredos enterrados no casarão da rua 13. Motivados pela coragem (e algumas piadas entre amigos), eles embarcam em uma aventura cheia de suspense, encontrando aliados inesperados como Ricardo — e despertando o interesse sombrio do próprio pirata. Luzes, armadilhas e segredos ancestrais aguardam aqueles que ousam desvendar o que é verdade... e o que é apenas lenda.
História criada escrita por Edivaldo Lima.
História em 5 Capítulos
Gênero: Aventura, Mistério, Suspense, Infantojuvenil
personagens principais:Tuti, Hugo, Mari, Ricardo personagens secundário:Tio Valdemar,Pirata Caveira Run.
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Capítulo 1 –Você sabe da lenda
[Era uma noite tranquila e chuvosa. Tuti, Hugo e Mari estavam reunidos na sala da casa de Tuti, comendo pipoca e lendo livros. O som da chuva ritmava o ambiente, até que Tuti interrompeu o silêncio:
— Vocês sabem da lenda?
Hugo levantou os olhos por um instante e respondeu:
— Que lenda? Aquela da corrente no assoalho?
Mari, com a boca cheia de pipoca, comentou:
— Essa é assustadora...
Tuti balançou a cabeça:— Não, essa é outra. É a lenda do Pirata Caveira, do casarão da rua 13, lá no bairro.
Hugo fez uma careta:
— Pirata Caveira? Nunca ouvi falar. Isso existe mesmo?
Mari concordou:
— Existe, Tuti! Você já contou antes...
Tuti ficou sério:
— Foi meu tio Valdemar quem me contou. Quando ele era garoto, ele e seu amigo João estavam voltando pra casa num fim de tarde de inverno, e começou a chover. Ele viu uma névoa preta se formando, e de repente, o Pirata Caveira apareceu, entrando no casarão abandonado.
Hugo arregalou os olhos:
— Eles tiveram coragem de se aproximar e ver de perto?
Mari se inclinou:
— E como ele era?
Tuti hesitou:
— Meu tio nunca quis falar mais nada… Mas ele jurou que era real.
Hugo se levantou animado:
— A gente só vai saber se for até a rua 13.
Mari sorriu, desafiadora:
— Então vamos amanhã.]
Capítulo 2–Será que existe?
[Assim que amanheceu, Tuti, Hugo e Mari tomaram café juntos na casa de Tuti. O clima estava nublado e a neblina encobria parte do bairro.
— É hoje… Temos que ter coragem! — disse Tuti, com olhar determinado.
— Vamos ser os primeiros a ver de perto a lenda… A verdadeira lenda do incrível Pirata Caveeeraaa! — gritou Hugo, empolgado.
Mari riu e provocou:
— Aposto que o Hugo vai borrar as calças de medo!
— Hugo, coloca uma fralda! — brincou Tuti.
Todos caíram na gargalhada.
Hugo olhou pela janela:
— Hoje está com neblina… perfeito para mistérios!
Tuti pegou sua mochila:
— Então hoje é o dia! Vamos levar lanternas e as bicicletas. Mari, traz uns biscoitos — a rua 13 fica longe do nosso bairro.
— Vamos chegar devagar, pessoal — disse Tuti, tentando manter a calma.
Naquele dia, os três aventureiros estavam concentrados na missão: descobrir se a lenda era real ou fruto da imaginação do tio Valdemar.
— Será que existe mesmo ou é só história do seu tio? — perguntou Hugo, desconfiado.
— Não sabemos… — respondeu Tuti.
— Só sabemos que estamos a caminho — completou Mari.
No casarão antigo e abandonado, o Pirata Caveira folheava livros empoeirados, em busca de antigos mapas de sua família, de séculos passados — de tempos que precedem até o nascimento dos primeiros piratas. Para o Pirata Caveira, voltar ao casarão era reviver um pedaço esquecido de sua história.
— Preciso encontrar… e ir embora rápido — murmurou ele, enquanto os três aventureiros se aproximavam cada vez mais. ]
Capítulo 3-Vamos Descobrir
[Ao chegarem no misterioso Bairro 13, uma neblina espessa cobria as ruas estreitas. Entre galhos retorcidos e postes antigos, Ricardo estava com binóculos nas mãos, espiando o casarão.
Ele murmurou para si mesmo:
— Tem alguma coisa acontecendo lá... luzes acesas... música tocando. Isso não é normal.
Foi então que chegaram Tuti, Hugo e Mari, ofegantes de tanto pedalar.
— Ricardo? Até você está aqui? — disse Tuti, surpreso.
— Pelo jeito a curiosidade é contagiosa — respondeu Ricardo. — Ainda bem que chegou mais gente. Isso pode ajudar.
— Com certeza! — disse Mari, dando um toque de punho em Ricardo. — Só não pode ter medo...
— Verdade, tem que ser corajoso — afirmou Hugo, tentando esconder o nervosismo.
— Vamos, pessoal! — disse Tuti, puxando todos para frente.
— Então está decidido. Vamos descobrir se é lenda... ou a verdade — declarou Ricardo com um ar sério.
No casarão, o Pirata Caveira observava tudo pela janela coberta de poeira. Seus olhos vermelhos e flamejantes se estreitaram.
— Esses... anjinhos intrometidos vão me atrapalhar. Preciso agir.
Ele caminhava pelo salão principal, murmurando para si:
— Armadilhas... sustos... sombras. Eles vão pensar duas vezes antes de se aproximar.
Uma risada cavernosa ecoou pela casa, misturando-se à música suave e melancólica que emanava de um gramofone antigo.
Enquanto isso, os quatro jovens se aproximavam, o coração acelerado e as lanternas tremendo nas mãos.
O que os aguardava naquele casarão... era mais do que uma lenda.]
Capítulo 4 –Armadilhas de Pirata
[Dentro do casarão, o Pirata Caveira Run trabalhava silenciosamente. Armava redes com barbantes pelos corredores, pendurava bexigas cheias de mel nos batentes e criava sombras assustadoras com tecidos velhos. Uma música de suspense ecoava de um rádio antigo.
— Agora posso procurar meu mapa e as fotos da minha família em paz... enquanto os pestinhas — quer dizer, anjinhos — caem nas armadilhas do velho Pirata Caveira — murmurava ele com um sorriso torto.
Do lado de fora, os aventureiros estavam prestes a entrar. A porta do casarão rangeu ao ser aberta por Ricardo, que segurava o farolete.
— Está tudo muito silencioso… — disse ele.
— Temos que ter cuidado — alertou Tuti.
— Piratas gostam de fazer armadilhas! — completou Hugo.
De repente, um grito cortou o silêncio:
— Socorrooo! Estou presa nos barbantes! — era Mari.
Todos correram até ela.
— Olhem! As bexigas estão caindo! — disse Tuti.
— Tem farinha também! — gritou Ricardo, já coberto de branco.
— Estou com gosto de mel! — reclamou Hugo, lambendo os lábios.
— Ele está escondido... vamos procurar, pessoal! — disse Tuti com determinação.
O Pirata Caveira Run, observando tudo por entre frestas, se escondia para que os jovens não o encontrassem.
— Esse pirata aprontou uma armadilha com a gente… ele é esperto! — comentou Tuti.
— Muito esperto mesmo… — concordou Mari, tentando se livrar da rede.
— Se ele fez isso, é porque quer ficar em paz — disse Hugo, pensativo.
Ricardo, com sua câmera em mãos, falou:
— Quero encontrar esse pirata… e tirar uma foto pra registrar tudo.
De repente, ao virar um corredor escuro, Ricardo se deparou com o Pirata Caveira. Por um breve segundo, os olhos flamejantes do pirata o encararam… e então, como fumaça, ele desapareceu.]
Capítulo 5 final–Era um pirata ou imaginação
[Tuti, Hugo, Mari e Ricardo escutaram barulhos vindos da sala ao lado. Com lanternas nas mãos, seguiram em silêncio e viram, espantados, o Pirata Caveira Run saindo pela janela.
— Ei pessoal, é nossa hora de registrar o momento! — disse Ricardo, levantando sua câmera.
— Sim! — respondeu Tuti.
— Olhem pela janela… um navio nas nuvens! — gritou Hugo, apontando.
— Nunca vi um navio assim! — exclamou Mari, maravilhada.
— É um navio fantasma… vamos todos para o lado de fora! Precisamos registrar isso! — disse Tuti, já correndo.
No alto do casarão, o Pirata Caveira Run subia lentamente ao convés flutuante. Raios iluminavam o céu enevoado.
— Chegou a hora de partir… esses anjinhos são espertos demais. Mas em breve… voltarei! — falou o pirata, com sua voz rouca e ecoante.
Ricardo apertou o botão da câmera:
— Consegui a foto!
— Ele sumiu… como fumaça — disse Tuti, impressionado.
— Era um pirata… ou imaginação de aventureiros? — questionou Hugo.
— Com certeza era o pirata que o tio Valdemar falou — disse Mari.
De repente, o próprio tio Valdemar apareceu atrás deles, assustando o grupo.
— O que vocês estão fazendo nesse bairro? — perguntou ele.
— Viemos atrás do Pirata Caveira! — respondeu Tuti.
— Até registramos em foto! — acrescentou Hugo.
— Ele sumiu com seu navio nas nuvens… — disse Mari, ainda impactada.
— Falta revelar essas fotos! — disse Ricardo, ansioso.
— Então vamos até minha casa — sugeriu o tio Valdemar, que era fotógrafo profissional.
Na revelação, todos cercaram a mesa curiosos… mas o resultado surpreendeu.
— Pessoal… não tem nada nas fotos. Só está o céu nublado — disse o tio, confuso.
Tuti olhou para os outros:
— Acho que esse pirata apagou as imagens… pra ninguém ver.
— Isso é um mistério — falou Hugo, pensativo.
— Mas nós vimos! Tivemos a oportunidade de ver ele partindo! — insistiu Ricardo.
— Fora as armadilhas… — completou Mari, sorrindo.
Todos riram. E assim, perceberam que o Pirata Caveira poderia ser real… ou apenas uma imaginação de aventureiros descobridores de lendas.]






