Diva Namorada de Aluguel
"Diva Namorada de Aluguel" é uma comédia romântica situada na década de 1920, em Copacabana. Toni, um jovem sonhador, está apaixonado por Carmélia, mas ela se faz de difícil. Determinado a conquistá-la, Toni contrata Chiara, uma famosa Diva italiana, para se passar por sua namorada de aluguel e despertar ciúmes em Carmélia. Porém, o que era para ser apenas uma encenação acaba se tornando uma confusão engraçada, onde sentimentos verdadeiros e trapalhadas se misturam. Nessa história cheia de humor, Toni terá que enfrentar desafios, fazer confissões e conquistar o verdadeiro amor.
História criada escrita por Edivaldo Lima.
Uma história de Minissérie
Gênero: comédia romântica
História 6 Capítulo
Personagens principais: Diva Chiara, Toni, Carmélia, personagens secundários: Elza mão de Toni, mendigo charles, amigo de Toni, cantor Felicio, Diva Daniela, Padre Oscar, Dona Cleide, mãe Carmélia, Sr.Lineu, dono do bar.
📖 História a Contar
Diva Namorada de Aluguel
"Diva Namorada de Aluguel" é uma comédia romântica situada na década de 1920, em Copacabana. Toni, um jovem sonhador, está apaixonado por Carmélia, mas ela se faz de difícil. Determinado a conquistá-la, Toni contrata Chiara, uma famosa Diva italiana, para se passar por sua namorada de aluguel e despertar ciúmes em Carmélia. Porém, o que era para ser apenas uma encenação acaba se tornando uma confusão engraçada, onde sentimentos verdadeiros e trapalhadas se misturam. Nessa história cheia de humor, Toni terá que enfrentar desafios, fazer confissões e conquistar o verdadeiro amor.
História criada escrita por Edivaldo Lima.
Uma história de Minissérie
Gênero: comédia romântica
História 6 Capítulo
Personagens principais: Diva Chiara, Toni, Carmélia, personagens secundários: Elza mão de Toni, mendigo charles, amigo de Toni, cantor Felicio, Diva Daniela, Padre Oscar, Dona Cleide, mãe Carmélia, Sr.Lineu, dono do bar.
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[Capítulo 1 – Um Convite para o Brasil
Roma, Itália – manhã dourada do dia 27 de janeiro de 1920.
Nas sacadas floridas do Palazzo Bellini, a voz suave da Diva Chiara ecoava pelas paredes em uma melodia nostálgica. Trajando um robe de seda marfim e penteando os cabelos diante do espelho, Chiara observa o carteiro subir os degraus com certo frenesi.
— Signorina Chiara Bellini? — pergunta o homem, com o boné ligeiramente torto.
— Sì, sono io, responde ela com um sorriso contido.
Ele entrega-lhe um envelope com selos exóticos e inscrições em português. Ao abrir, seus olhos azuis se arregalam.
“Prezada Diva Chiara,
É com entusiasmo que a convidamos para o Evento das Divas de Copacabana, no encantador Rio de Janeiro, Brasil. A celebração ocorrerá em fevereiro, reunindo artistas renomadas de diversas partes do mundo. Sua participação será motivo de orgulho para todos.
— Comitê de Arte e Cultura de Copacabana”
Chiara se levanta num salto e exclama, em voz alta e animada:
— Brasil! Ah, que bela oportunidade! Sempre ouvi dizer que o Rio é um lugar de calor, ritmo e corações apaixonados. Que aventura deliciosa será essa…
Em menos de uma semana, Chiara despede-se dos amigos e parte, cruzando o Atlântico rumo ao desconhecido, com malas cheias de vestidos de veludo, partituras e, quem sabe, destino à espera de uma reviravolta.
Mal sabia ela que, nas ruas boêmias de Copacabana, um certo rapaz chamado Toni estava prestes a mudar sua vida — e a dela, mais do que imaginava…
Capítulo 2 – O Plano Maluco de um Boêmio Apaixonado
Copacabana, fevereiro de 1920.
Naquele pedaço vibrante do Rio de Janeiro, entre os bondes que zumbiam e os pandeiros que batiam nos botecos, vivia Toni — rapaz da boêmia carioca, sonhador incurável, poeta das esquinas e frequentador fiel dos bares da zona sul. Seu coração, desde algumas luas atrás, pertencia a uma moça que insistia em não ser conquistada: Carmélia.
Carmélia era daquelas que deixavam rastros de perfume e dúvida por onde passavam. Bela, elegante e misteriosa, ela vivia em frente ao Café Soberano, onde Toni costumava tomar seu café amargo e afogar suspiros. Já havia tentado encontros românticos — sorvetes na pracinha, filmes mudos no cinema São Luiz, hambúrguer artesanal na lanchonete do Zeca. Mas sempre que Toni estendia a mão, Carmélia lhe oferecia uma desculpa afetuosa.
Nem a serenata que fizera com Felicio, o cantor das noites de sexta, e com o irreverente Charles — mendigo com sabedoria de filósofo grego — adiantou. No meio de uma balada melódica sob a janela florida da moça, receberam baldes d’água como resposta. Água gelada, diga-se. E risadas da vizinhança.
Naquela noite, Toni terminou no Bar do Lineu, com a alma ensopada de álcool e desilusão. Em meio a copos de cachaça e rabiscos num guardanapo, surgiu uma ideia peculiar. Ao voltar cambaleante para casa às 6h16 da manhã, avistou um cartaz colado no poste torto da esquina:
Desfile das Divas de Copacabana
Uma noite de charme, vozes sedutoras e brilho estonteante.
Participe ou prestigie as mulheres mais radiantes do Brasil e do mundo.
Toni coçou o queixo e sorriu torto:
— Ora bolas... se Carmélia me visse com uma dessas Divas ao lado, de braços dados e com olhar apaixonado... quem sabe ela não sentiria o saborzinho do ciúme?
Mais tarde, encontrou Charles dormindo sob uma marquise e o acordou com entusiasmo.
— Charles! Meu amigo filósofo dos becos! Tive uma ideia maluca. Vi um cartaz sobre o desfile das Divas e pensei... e se eu aparecer lá com uma mulher ao meu lado? Carmélia vai ficar cismada!
Charles abriu um dos olhos, pigarreou e respondeu entre gargalhadas:
— Toni, rapaz... você devia escrever peças no Teatro Municipal! Mas olha, o amor tem suas manhas. Pode ser que funcione. Só me diga: onde vais arrumar essa mulher que tope se fingir sua namorada?
Toni coçou o cabelo e arriscou:
— Pensei em contratar uma "namorada de aluguel"... ouvi falar desses serviços por aí. Nada indecente, só alguém pra parecer minha companheira.
Charles gargalhou mais alto:
— Você tá mesmo desesperado! Mas quem sou eu pra jogar pedra na paixão? Vai fundo! A vida é feita dessas loucuras. Que seja uma Diva, pelo menos... pra dar estilo ao plano.
Toni sorriu, meio culpado, meio esperançoso. Voltou para casa com a cabeça cheia de possibilidades e o coração palpitando como escola de samba.
Será que essa maluquice vai dar certo?
Será que uma Diva cruzará seu caminho... e mudará tudo?
Capítulo 3 – A Proposta Sob Luzes de Neón
As horas do dia escorrem pelo calçadão de Copacabana como vinho num balcão inclinado. O relógio bate oito da noite e os lampiões acendem feito vaga-lumes obedientes. Toni, com seu espírito boêmio e olhar perdido, sai de casa para mais uma noite sem rumo — ou talvez procurando um milagre.
Ele atravessa a cidade com passos lentos, o chapéu levemente torto, a camisa de linho branca surrada e uma ideia estranha martelando a cabeça: encontrar uma mulher que aceitasse fingir ser sua namorada no desfile das Divas.
Perto da esquina com a Rua Santa Clara, Toni vê uma cena curiosa. Uma mulher elegantíssima — cabelos dourados como champanhe, olhos azuis da cor do céu em dia claro — fazia sinal pedindo ajuda com duas malas pesadas. Ele se aproxima com seu típico charme informal:
— Boa noite, madame... precisa de ajuda com essas malas?
A moça o observa com um sorriso refinado e responde com um sotaque encantador:
— Grazie, ragazzo... me chamo Chiara. Não parece, ma sono una Diva italiana.
Toni pisca, confuso.
— Ragazzo?
Chiara sorri com leveza:
— Significa rapaz, Toni. Mas não se preocupe, eu também falo português. Podemos nos entender.
Os dois se cumprimentam e caminham em direção à pensão onde ela se hospedaria. Toni, ainda intrigado pela presença de uma figura tão glamourosa num lugar tão modesto, indaga:
— Chiara, me permita perguntar... por que escolheu a pensão e não um hotel de luxo? Uma Diva como você merecia o Copacabana Palace!
Chiara responde com delicadeza:
— Ah, Toni, meu amigo... devido à economia. E, além disso, prefiro não chamar muita atenção. Quero sentir a alma do Brasil — estar entre o povo.
Encantado pela simplicidade da Diva, Toni toma coragem.
— Chiara, tenho uma proposta meio maluca. Aceita ir comigo à sorveteria ali da esquina para conversarmos sobre negócios?
Chiara inclina a cabeça, curiosa.
— Negócios interessantes, espero. Vamos sim. Mas antes, me ajuda com essas malas até o quarto.
Feito isso, os dois caminham juntos até a sorveteria do Seu Ramiro. Sentam-se à mesa de fórmica vermelha, com vista para a rua e um rádio tocando uma marcha carnavalesca ao fundo. Toni, nervoso, se apoia no balcão e despeja seu coração:
— Chiara, a razão pela qual te convidei é um tanto incomum. Estou apaixonado por uma jovem chamada Carmélia. Ela é linda, charmosa, mas vive me escapando. Já tentei de tudo... encontros, flores, serenatas... e tudo terminou com um balde d’água sobre minha cabeça. Vi um cartaz do desfile das Divas e pensei: se eu aparecer ao lado de uma mulher como você, talvez ela sinta ciúmes e revele o que sente. Por isso... gostaria que você fingisse ser minha namorada por uns dias.
Chiara apoia o queixo na mão e o observa com expressão de ternura.
— Ah, Toni... que ideia rocambolesca. Posso entender seu desejo de provocar um sentimento em Carmélia. Mas lembra-te: relacionamentos não se constroem sobre jogos. É preciso sinceridade e autenticidade.
Toni balança a cabeça, envergonhado.
— Eu sei, Chiara. Mas estou perdido... e muito apaixonado. Prometo ser honesto com você. E agradeço pela sinceridade.
Ela sorri, toca levemente sua mão e diz:
— Pois então, ragazzo... vamos aproveitar esta noite carioca e ver onde essa loucura nos leva.
A conversa se estende entre sabores de pitanga e maracujá, risos tímidos e olhares curiosos. E assim, sob o calor da noite de Copacabana, começa uma aliança improvável — uma farsa com gosto de verdade, e talvez o primeiro passo para um romance que ninguém esperava.
Capítulo 4 – O Amor em Cena e os Ecos do Coração
Era uma noite tipicamente carioca — calor no ar, música nos becos e risos saltando pelas janelas abertas. Toni, com seu espírito renovado e uma Diva ao lado, caminhava confiante pelas ruas iluminadas de Copacabana. Ao chegar no Bar do Lineu, um dos redutos da boemia local, ele se preparava para apresentar Chiara ao seu amigo de longa data, Felicio.
Felicio, o cantor das madrugadas e dos corações apaixonados, já entoava sua voz rouca e envolvente enquanto dedilhava o violão. Ao avistar Toni, fez um gesto alegre com a mão.
— Ora, rapaz! Quem é essa beldade ao seu lado?
— Felicio, essa é Chiara Bellini... uma Diva italiana de primeira grandeza. Está hospedada aqui na pensão e topou embarcar comigo numa aventura improvável.
Chiara sorriu com graça e elegância:
— Prazer, Felicio. Que voz linda você tem. Esse bar tem uma energia que não se encontra em lugar nenhum da Europa!
Felicio agradeceu com um beijo no dorso da mão, e logo os três mergulharam numa conversa leve e divertida. Chiara provou os famosos quitutes do senhor Lineu, que surgiam da cozinha como obras de arte culinária — bolinhos de feijoada, empadinhas de camarão e pastéis recheados com queijo derretido. Encantada, ela elogiava cada sabor:
— Toni, Lineu é um maestro dos sabores! Se eu cantasse como ele cozinha, eu teria vencido dez festivais!
A noite avançava entre brindes de cachaça, risos sinceros e passos improvisados de dança no pequeno salão ao fundo do bar. Toni e Chiara dançavam com desenvoltura, trocando olhares cúmplices e risos espontâneos. Havia uma leveza no ar — como se o plano que os unira começasse a se dissolver no prazer de simplesmente estarem juntos.
Nos dias seguintes, a farsa ganhava forma. Toni levou Chiara à casa de Carmélia e de Dona Cleide, sua mãe. Vestidos com requinte e sorrisos treinados, os dois pareciam mesmo apaixonados. Carmélia, ao vê-los juntos, mordeu o lábio discretamente. Seus olhos deixavam escapar um brilho de ciúmes.
— Essa é minha namorada, Dona Cleide. Chiara está encantada com o Brasil... e com o meu coração também. — Toni dizia, entre risos ensaiados.
Ao saírem de mãos dadas e trocarem um beijo leve no rosto, Carmélia virou as costas, emburrada — como quem tenta esconder o incômodo que lhe arde por dentro.
A encenação se intensificou: Toni e Chiara viraram o casal do momento nas festas de bairro, nos desfiles de moda do Hotel Copacabana e até num baile de máscaras no Palacete Olinda. Chiara desfilava em um vestido rubi com detalhes de renda, enquanto Toni, de fraque e máscara dourada, exibia charme e elegância. Dançavam com uma química que contagiava, como se fossem amantes em um romance escrito pelas estrelas.
— Eles são tão intensos... dá gosto de ver! — murmurava uma senhora entre os convidados.
Mas dentro do véu da encenação, um sentimento começava a espreitar. Toni, ao observar Chiara sorrindo, contando sobre sua infância em Roma, ou vibrando com um samba tocado por Felicio, começava a se perguntar: até onde vai o fingimento? E se aquele carinho trocado não fosse mais parte de um plano?
Enquanto isso, Carmélia, vendo Toni mais distante e feliz ao lado de outra, sentia o coração remexido de sentimentos que antes negava. Sentia falta de sua atenção, do seu sorriso nervoso, da serenata desafinada com Charles.
A farsa, que começou como uma estratégia, começava a se curvar diante da verdade dos corações. E Toni, boêmio apaixonado, já não sabia se estava interpretando... ou finalmente vivendo algo que sempre procurou.
Capítulo 5 Penúltimo Capítulo – Entre a Farsa e o Coração
Os dias avançavam como ondas preguiçosas na areia de Copacabana, e algo curioso começava a brotar dentro de Carmélia. Seu olhar, antes indiferente, agora acompanhava Toni com mais atenção. A súbita mudança em seu comportamento, os sorrisos contidos, o charme espontâneo... havia algo diferente. Toni não era mais o rapaz correndo atrás dela com flores e versos desafinados. E isso, a contragosto, começava a inquietá-la.
Enquanto Carmélia se perguntava o que se passava, Toni se via mergulhado numa confusão doce e inesperada. A encenação com Chiara já não parecia apenas uma estratégia. Cada risada trocada, cada passo dançado, cada conversa noturna com a Diva italiana fazia seu coração estremecer. Era tudo um plano — era tudo verdade.
Numa tarde abafada de sexta-feira, Carmélia bate à porta do apartamento de Toni com determinação no semblante. Ele abre com um sorriso nervoso, como quem já pressente o que virá.
— Toni, posso entrar? Precisamos conversar.
— Claro, Carmélia. Fique à vontade. O que gostaria de dizer?
Ela entra e se senta com elegância contida.
— Tenho notado uma mudança em você ultimamente. Antes, éramos apenas amigos, mas agora parece que você está distante... fazendo charme. O que está acontecendo?
Toni respira fundo.
— Carmélia, eu… Eu não posso negar que algo mudou. Mas tenho minhas razões.
— Razões? Por favor, me explique. Sinto que há algo por trás dessa atitude.
Ele hesita, mas resolve dizer a verdade parcial.
— Tenho me envolvido mais com Chiara... e lutei contra meus sentimentos por você. No começo, fiz tudo para te conquistar — até serenata. Mas você me jogou água fria, literalmente. Aquilo me afastou.
Carmélia abaixa os olhos e murmura:
— Eu sinto muito, Toni. Fui impulsiva e me arrependo. Se ainda houver espaço no seu coração, saiba que estarei esperando você em minha casa.
Com o coração balançado, Toni sente que é hora de acertar as contas com todos os envolvidos. Ele encontra Chiara naquela mesma noite.
— Chiara, Carmélia veio me procurar. Ela demonstrou que sente algo verdadeiro. Acredito que precisamos acabar com o nosso namoro de aluguel. Já não é justo continuar com a farsa.
Chiara, pegando Toni de surpresa, segura sua mão e confessa:
— Toni... se não terminarmos, acabaremos num relacionamento de verdade. O tempo que passamos juntos... fez com que eu também me encantasse por você. Mesmo sabendo que era mentira, algo dentro de mim mudou.
Diante da revelação, os dois decidem enfrentar a verdade de frente. Vão juntos até a casa de Carmélia para confessar.
Toni, nervoso, fala ao abrir a porta:
— Carmélia, precisamos conversar. Trouxe Chiara comigo para esclarecer tudo.
— O que está acontecendo aqui? — pergunta Carmélia, surpresa.
Chiara toma a iniciativa:
— Calma, Carmélia. Viemos contar a verdade. Toni me contratou para fingir ser sua namorada durante esses dias... tudo foi uma farsa, um plano para despertar ciúmes em você.
— Como você teve coragem, Toni? Brincar com os meus sentimentos dessa forma?
— Eu sei... foi errado. Egoísta. Mas eu estava desesperado para que você visse o quanto me importo. Nunca quis te magoar.
— Eu estava começando a gostar de você... e agora não sei mais como confiar.
Chiara se aproxima delicadamente.
— Carmélia, sei que é difícil, mas Toni está arrependido. Ele entendeu que não se conquista um coração com mentiras. O que ele quer agora... é valorizar você, sem farsas.
Toni se ajoelha, com o olhar sincero.
— Eu estou disposto a fazer tudo para reconquistar sua confiança. Me perdoa, Carmélia. Do fundo do coração.
Carmélia, após uma longa pausa, inspira fundo e encara os olhos de Toni.
— Eu preciso de tempo para processar tudo isso. Não é fácil perdoar, mas estou disposta a ouvir...
Ali, sob o olhar de Chiara e o peso da verdade, começava uma nova fase — não apenas de explicações, mas de escolhas que poderiam mudar o rumo de todos os corações envolvidos.
Capítulo 6 – Brindes, Confissões e Um Amor para Sempre
Toni respirou fundo, os olhos mergulhados nos de Carmélia, como quem oferecia não apenas palavras, mas o próprio coração.
— Carmélia, sei que tudo isso parece uma loucura... e é. Mas estou disposto a esperar o tempo que for preciso. Só quero estar ao seu lado.
Ela o observou, sentindo o peso da sinceridade.
— Toni, estou magoada... confusa. Mas acho que ainda existe uma chance. Se você mudar — de verdade — e me mostrar quem você realmente é, talvez possamos recomeçar.
Toni sorriu como quem reencontra o caminho após se perder entre os becos da paixão.
— Eu vou provar que sou o homem que você merece. Eu te amo, Carmélia. E não há farsa que possa apagar isso.
Ali, entre promessas e perdão, Toni e Carmélia decidiram dar uma nova chance ao amor — agora sem fantasias, sem estratégias, apenas a verdade.
Chiara, ao ver os dois se entenderem, sorriu com ternura.
— Que tal se vocês me acompanhassem amanhã no evento das Divas de Copacabana? Seria uma honra ter vocês na plateia.
Toni e Carmélia trocaram olhares cúmplices e concordaram.
— Vamos celebrar não só sua apresentação, Chiara, mas essa nova fase. Juntos.
Sábado, 10 de fevereiro de 1920
O bairro fervilhava com expectativa. O Desfile das Divas de Copacabana transformava a cidade num teatro a céu aberto. As Divas surgiam uma a uma: Daniela, com seu timbre poderoso e elegância vibrante; Rosana, de carisma radiante; Esmeralda, pura energia e ritmo; Carla, suavidade em forma de voz; Sabrina, deslizando como uma bailarina encantada; e Samanta, que emocionava até os vendedores ambulantes da plateia.
Quando Chiara subiu ao palco, o coração da cidade parou por alguns instantes. Sua voz melodiosa se espalhou pelas pedras portuguesas como um sopro de poesia. Foi um espetáculo de alma, beleza e presença.
No fim, Daniela venceu com justiça, mas Chiara conquistou o coração de todos — inclusive o de Toni e Carmélia, que correram para parabenizá-la com um abraço verdadeiro.
— Chiara, você foi magnífica! — disse Carmélia.
— Grazie! Mas hoje é vocês que brilham... — respondeu ela, com alegria nos olhos.
Pizzaria da Esquina – Noite de Confraternização
Chiara reuniu todos para celebrar. Felicio chegou com seu inseparável violão, e até Charles apareceu — vestido com um terno emprestado por Toni, barba feita e um sorriso orgulhoso. Riram, cantaram e brindaram.
— À amizade e ao amor que nos uniu nessa jornada! — disse Chiara, erguendo o copo de vinho.
Todos brindaram, e aquela noite na pizzaria se transformou numa memória eterna de gratidão, diversão e afeto.
Dois Meses Depois
Com o coração firme ao lado de Carmélia, Toni marcou a data do casamento. A cerimônia simples, na Igreja Nossa Senhora de Copacabana, reuniu amigos e familiares. Quando os dois disseram “sim”, sorriram ao lembrar que tudo começou com uma farsa — e terminou com amor verdadeiro.
O padre Oscar, com voz serena e olhar compassivo, encerrou a celebração:
— O casamento é mais do que uma união legal. É o encontro de almas que se escolhem, mesmo quando tudo parece improvável. Que vocês, Toni e Carmélia, sigam juntos com alegria, respeito e esse brilho que os une.
Com aplausos, bênçãos e lágrimas discretas de alegria, o casal saiu da igreja de mãos dadas, prontos para começar um novo capítulo — desta vez, sem ensaio, sem roteiro. Apenas vida.
Essa história nos lembra que o amor, mesmo entre erros e improvisos, encontra sempre seu palco — e transforma cada jornada em algo único e especial.

