República dos Transa: segunda Temporada ( para ler )

Contos de Histórias
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República dos Transa:

Myuke-Sate, em pleno sábado, ainda de ressaca da sexta-feira em que bebeu chope com seu amigo Kion-li e sua irmã Saryo-li, decide aproveitar o dia para descansar. No domingo, não queria trabalhar na feira: queria apenas um descanso merecido. Para sua surpresa, Duda do Bundão envia uma mensagem no zap. Ele jamais imaginava que teria uma transa com ela, muito menos que acabaria aparecendo em uma live que deu errado. Mas, para um bom transador, toda mulher que vem até ele é lucro — e assim ele melhora seu status de ser um cara transado, igual ao lendário Chambo, filósofo da transa, cujo livro ele lê para se tornar um transador supremo.

Enquanto isso, Kion-li, no bar, conhece Susana, que virou sua seguidora depois que ele transou com Regininha do Kawai. Logo, Kion-li consegue também transar com Susana. Já Saryo-li, após sair do cemitério e conversar com a caveira Elvils (nome que ela mesma deu), acaba indo para o barzinho procurar alguém transado para se divertir, enquanto o misterioso cavalheiro gótico ainda não aparece.

Observação: Este dorama é uma história recomendada para maiores de 16 anos.

Contém linguagem sugestiva, humor irreverente e situações voltadas ao público juvenil-adulto.

História criada escrita por Edivaldo Lima.

A Live da Transa, Segunda Temporada.

História de Dorama

4 Capítulos

Gênero:comédia Juvenil, dramédia , humor besteirol

personagens principais: Myuke-Sate, Kion-li, Saryo-li,Duda do Bundão personagens secundários:Chambo lendário transador,Dona Ermelia.Susana,Regininha do Kawai,Caveira Elvils ,Cavalheiro Gótico. 

[Capítulo 1 – Contato Inesperado do Zap

Naquela noite de sábado, Myuke-Sate acordou com a ressaca pesada do sextou. Ele e sua irmã gótica chinesa, Saryo-li,Kion-li haviam bebidos várias canecas de chope.

— Caramba, que ressaca! — resmungou. — Em pleno sábado… espero que passe logo.

A casa estava vazia. Kion-li provavelmente estava em mais uma transa com Regininha do Kawai. Já Saryo-li, como sempre, devia estar no cemitério tentando encontrar o misterioso Cavalheiro Gótico. Para Myuke-Sate, aquele sujeito só podia ser um gótico celibatário… ou talvez um gótico virgem. Quem sabe até um “transador em série” que só se envolvia com mulheres irresistíveis.

Myuke-Sate pegou um cigarro de cenoura, sentindo-se um verdadeiro coelhão transado. Ele havia descoberto que, com o tempo, quem é viciado em cigarros acaba broxando — e isso ele não queria de jeito nenhum. Seu objetivo era ser o mais transado da cidade.

De repente, o silêncio foi quebrado pelo som de uma mensagem no celular.

— Vamos ver de quem é… — murmurou.

A tela mostrava:

"Olá, boa noite, Myuke-Sate. Tá de boa, que nem sapo na lagoa atrás de uma perereca? Louco por uma transa? Lembra da Duda, da enorme bunda?"

— Caramba! — pensou. — A Duda me mandando mensagem… será que ela quer transar hoje?

Ele respondeu:

"Fala, Duda. Você tem uma linda bunda. Tá sem alguém pra transar hoje?"

Na casa dela, Duda tomava um suco detox e riu alto:

— Ha! Ha! Ha! Então, Myuke-Sate… hoje, nesse sábado, uma pizza com transa não seria nada mal. O que você acha? Aguentaria a rebolada da Duda cavalgando ou iria ser nocauteado?

Myuke-Sate sorriu.

— Essa mulher nasceu pra transar e ser transada… — pensou, digitando:

"Cola na República dos Transa. Estou sozinho. Mas manda um nude aí pra eu ver o produto."

Duda mexeu no celular, indecisa:

— Será que mando esse? Tenho muitas fotos… vou enviar a segunda.

Quando Myuke-Sate recebeu a foto, ficou impressionado:

— Caramba, lindos seios! Parece até uma holandesa… olha só, que perfeição! Dá até para imaginar umas espanholadas com os dedões do pé!

Mas logo veio a surpresa:

— Meu Deus! — exclamou Duda. — Enviei da minha mãe por engano!

Um emoji desapontado acompanhou a mensagem.

— Que vacilo, Duda… mostrar os seios da mãe é pecado pecaminoso! — respondeu Myuke-Sate.

Rapidamente, ela corrigiu:

"Agora sim, os meus. Logo estarei aí. Tchau!"

Myuke-Sate comparou as fotos e pensou:

— Até parecem gêmeos… mas enfim, deixa eu tomar um banho e ficar cheiroso, porque hoje a transa promete.

Na porta do banheiro, pendurou uma placa: “Estou no banho. Vou demorar. Hoje a transa promete.”

Ele não imaginava que aquele sábado de transa incrível com Duda acabaria transmitido ao vivo para o mundo… numa live.

Capítulo 2 – A Caveira Elvis, Que Me Entende

Naquela noite de sábado, às 20h30, Saryo-li estava sentada na catacumba, tomando um gole de vinho do Porto. Ao seu lado repousava seu inseparável companheiro: uma caveira que ela havia apelidado de Elvis.

— Realmente, nesse cemitério, enquanto o Cavalheiro Gótico não aparece, só você me entende, Elvis — disse, suspirando. — Acredito que, quando era vivo, você deve ter sido um grande pegador. Pena que morreu tão jovem e tão cedo… porque, nessa hora, poderíamos estar transando loucamente.

Ela levantou os olhos para o céu. A lua cheia brilhava intensamente.

— Bem que hoje poderia aparecer um vampiro… — murmurou. — Um daqueles que recita lindos poemas, se esbalda numa taça de vinho do Porto e ainda fala que minha perseguida cheira a bacalhau.

Saryo-li olhou para Elvis e continuou:

— Será que você, Elvis, lá na década de 30, era um jovem transado ou celibatário?

De repente, a caveira pareceu se mover e respondeu em sua imaginação:

— Já sim, fui um jovem transado. Naquele tempo, os contatos eram mais difíceis. Muitas filhas de barão se escondiam atrás dos salões de festa para uma boa transa. Nove meses depois nascia um filho… e o cara sumia para outra cidade, pronto para fazer mais um.

Saryo-li arregalou os olhos e falou consigo mesma:

— Esse vinho está me drogando… o Elvis me respondeu! Que loucura. Se eu contar isso para Myuke-Sate ou Kion-li, eles vão me internar no sanatório.

Ela fez o sinal da cruz e murmurou:

— Descansa, Elvis, enquanto eu lamento por uma transa.

Naquela noite no cemitério, Saryo-li percebeu que beber vinho demais vicia: até caveira vira companheira e responde quando se está carente de companhia.

Ao olhar para o relógio, exclamou:

— Caramba, já são nove horas! Será que o Cavalheiro Gótico está transando com alguma gótica em outro cemitério?

Decidida, levantou-se:

— Vou no barzinho gótico. Quem sabe lá eu me divirto e termino a noite com um gótico selvagem… na transa.

Ao sair do cemitério e pegar o ônibus, Saryo-li entrou sorridente:

— Beleza, irmãs!

Uma freira, chamada Irmã Cristal, respondeu:

— Sai dessa vida, minha filha. Se converta e seja uma de nós.

Saryo-li se virou e retrucou:

— Se lá tiver bom vinho e rock’n’roll, quem sabe… Por enquanto, estou à procura de uma boa transa safada. He! He! Acelera aí, motorista!

O ônibus partiu em direção ao centro. Enquanto as freiras louvavam, Saryo-li colocava seus fones e se deixava levar pelo som de um rock gótico romântico.

Capítulo 3 – Seguidora e Transa

Kion-li, depois de ganhar várias seguidoras ao transar com Regininha do Kawai, estava num bar tomando saquê com cerveja. Mal imaginava que aquele seria um sábado de transa inesquecível.

— Esse barzinho do Cafuzinho tem lindas mulheres… — pensou. — Tenho que frequentar mais vezes. Aqui é o verdadeiro local da transa, do bom risoli.

De repente, Susane saiu de um carro dirigido por seu chofer. Ao avistar Kion-li, exclamou:

— Não acredito! É o homem da transa que a Regininha me falou… Será que ele gosta de morena?

Ela se aproximou com confiança:

— Olá, Kion-li. Prazer, Susane Mete-Mete.

Kion-li se levantou, cumprimentando-a com um sorriso malicioso:

— O prazer vai ser todo meu… na sua cama. Gostei do seu apelido, mostra que é transada. Nós já nos conhecemos de qual motel?

— Ainda não nos conhecemos em nenhum motel safado… mas meu quarto pode virar um.

Kion-li coçou o bilau por cima da calça e perguntou:

— Seus pais liberam você ter uma transa com um rapaz que você segue no Instagram?

Susane chegou mais perto e deu uma pegada firme:

— Caramba, já está armado! A casa é minha, o quarto é meu. Qual é a fórmula que você usa, Kion-li, para ficar assim?

Ele coçou o queixo e respondeu:

— Pomada de jegue… mas só de ver um corpo igual ao seu já funciona no pensamento do transado.

Susane sorriu e sugeriu:

— Então vamos embora para minha mansão. Podemos terminar a transa na banheira de hidromassagem.

Os dois entraram no carro, já aos amassos.

— Para onde vamos, senhorita Susane? — perguntou Álvaro, o chofer.

— Para a mansão, Álvaro. Quero descobrir se Kion-li vai me levar para a China sem precisar de avião.

Álvaro riu:

— Boa transa! Essa aí é fogo.

Kion-li deu um tapa na bunda de Susane.

— Tap! Tap! Valeu, vou apagar esse fogo.

Horas depois, na mansão, Kion-li estava deitado na cama, cheirando a coleção de calcinhas de Susane.

— Caramba, Susane, suas lingeries têm cheiro de morango!

Ela apareceu na porta, provocante:

— Gostou? Estou linda. Pode vir, deixa comigo. A diversão vai começar.

Eles começaram a se amar. Kion-li puxava o cabelo dela, enquanto Susane revidava puxando seus pentelhos.

— Ai! Ai! Suas unhas são de pantera! — gritou ele.

Susane riu alto:

— Ha! Ha! Ha!

Ele a pegava de jeito, de quatro-pé, com a mão firme na cintura, estilo empresarinho.

— Olha o galope! — disse Susane.

— Plof! Plof!

Kion-li pediu água, já exausto.

— Nem terminou os 45 do segundo tempo ainda, Kion-li… — provocou Susane.

De repente, ele desmaiou e broxou.

— Caramba, Kion-li! — disse Susane. — Não aguentou o tranco da morena.

— Mulher… estou fraco… — murmurou ele.

Susane se levantou e concluiu:

— Kion-li, vai para a hidromassagem. Você tem que treinar mais para ser realmente transado.

Kion-li relaxava na hidromassagem, desapontado. Percebeu que ainda não tinha conquistado o título de “transado da cidade”. Sabia que teria muito o que treinar e precisava melhorar seu físico para ser reconhecido como um verdadeiro transado.

— Hoje eu descobri que tenho que melhorar… — murmurou. — Não vou ficar me gabando mais, não. Só espero que ela não espalhe isso nas redes sociais.

Capítulo 4 final– Live ao Vivo, Seguidores Aplaudindo

Já passava das 10h20. Myuke-Sate estava sentado, concentrado na leitura de um livro intitulado “Chambo: Transa com Ritmo”. Para ele, aquele livro era mais do que um simples exercício de aprendizagem: era um verdadeiro manual de sabedoria.

Chambo, o lendário transador, escrevia em uma das páginas:

“Não adianta ter o bilal grande, se você não tem sabedoria na transa para fazer a mulher chegar ao orgasmo mais rápido que um foguete.”

Nesse momento, enquanto estava concentrado, ouviu a campainha.
Dim!... Dom!...

Era ninguém menos que Duda, a mulher da boa transa e do bundão, com quem ele havia conversado antes pelo zap zap. Não era para estar ansioso, mas o ponto fraco de Myuke-Sate sempre foi a ansiedade. Ele já tinha ido ao banheiro mijar vinte vezes, pensou consigo mesmo.

— Como controlar a ansiedade sendo um cara transado? — refletiu. — Nesse mundo onde as vadias da boate gostam do pimpolho endurecido, o parceiro de transa precisa ser um verdadeiro humanoide com ritmo.

Lá fora, uma voz feminina, carregada de desejo, ecoou:
Myuke-Sate! Ô Myuke-Sateeeee!... Abre essa porta e esteja preparado para se entregar ao amor transado! — dizia Duda.

Myuke-Sate fechou o livro rapidamente e murmurou:
— Chegou a pizza!...

Ao abrir a porta, deu de cara com Duda, usando uma minissaia mais curta que a minissaia da Beyoncé quando aparece sedutora nas capas da revista Verão Hip Hop.

Myuke-Sate olhou de cima a baixo e comentou:
— Você caprichou no visual, hein, Duda.

Duda entrou rebolando.
Chão!... Chão!... Chão!... Uma transa com emoção, rebolando até o chão!

A vizinha, Dona Ermelia, ao ver a cena, fez o sinal da cruz:
— Não se faz mais mulheres como antigamente… Essa aí é pura transa! Se esse rapaz sobreviver, vai continuar vendendo pastel.

Dona Ermelia observou mais atentamente e disse:
— No meu tempo, moça virgem era sinônimo de sabedoria. Hoje, moça virgem é considerada careta, por isso está em escassez.
— Como uma moça dessa pode ter um bundão maior que o da Gretchen?

— Loucura!... Loucura!... Loucura!... — exclamou.
— Cuidado, meu rapaz… transa também mata!

Ao fechar a porta, Myuke-Sate olhou para Duda e perguntou:
— Vai querer a pizza, Duda, antes de um amor transado?

Duda se virou, empinou a bunda e mostrou até o que não devia:
— Para que pizza, sendo que eu sou mais que pizza e sobremesa!

Ela deu um tapa na bunda.
Slap!... Tap!...
— Você aguenta, Myuke-Sate, sem fazer duas viagens?

Na casa de Dona Ermelia, a TV estava ligada.
— Reginaldo, meu neto, deixou a TV na live… Vamos ver de quem é a live — dizia ela.

— Live da Duda do Bundão! Caramba, vou começar a fazer live também… Mas quem vai querer assistir uma bunda de velha? Vai começar sessão privê… Quem será o ator e a atriz?

Na tela, Myuke-Sate aparecia.
— É vocêeeeeee!... É a Duda do Bundão!...

Dona Ermelia comentou:
— Coitado do olho puxado que vende pastel… Nem imagina que está ao vivo no porchanchada de 2025. Vou ter que salvar esse garoto que se diz transado.

Duda foi para a sala, observou o local e começaram a se amar.
— Me mostra o poder da espada do Dragão! — pediu Duda.

Myuke-Sate tirou a zorba, virado para a live, mas era uma zorba surrada, freada de jipe.

Dona Ermelia colocou a mão na boca:
— Cadê a espada de dragão? Só estou vendo zorba com freada de jipe!

Duda gostou de ver Myuke-Sate como veio ao mundo.

Myuke-Sate olhou para o próprio bilal e murmurou:
— Reage, atacante! Vamos, não me deixe na mão agora!

Duda cruzou os braços e ouviu a notificação no celular:
— Caramba, minha live está com 300,50 pessoas assistindo!

Myuke-Sate colocou a mão na cabeça:
— Meu Deus, eu estou ao vivo para o seu público!

— Sim, Myuke-Sate, recebi vinte mil em pix! — respondeu Duda.

Dona Ermelia apareceu e disse:
— Venha, Myuke-Sate, se esconda, pois sua reputação não está legal.

Duda virou-se e falou:
— Desculpa, Myuke-Sate, por deixar a live ao vivo sem saber. Obrigado, seguidores!

Dona Ermelia apareceu na live. Myuke-Sate pediu desculpas por ter brochado ao vivo e a transmissão acabou.

Duda desligou a live. Myuke-Sate estava trancado no banheiro, na banheira, tentando relaxar e esquecer que a maior transa que teria com Duda acabou em vergonha pública. Duda foi embora, deixando um bilhete:

“Myuke-Sate, me desculpa por nós estarmos na live. Esqueci de desligar. Quanto à brochada, acontece. Quem sabe daqui uns meses, quando você esquecer tudo, podemos marcar um novo encontro — mas agora sem live.

Beijos, Duda do Bundão.”

Myuke-Sate se virou para uma câmera imaginária e concluiu:
— Myuke-Sate, lembre-se: quando trouxer uma mulher que trabalha com lives, pergunte se ela desligou a live. Só assim você pode ter uma boa transa. Assim, sim, você vai se sentir um cara transado.

Agradeço a todos que acompanharam essa história.]



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