Dy Lorde, Família Amor eterno ( para ler )

Contos de Histórias
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Dy Lorde, Família Amor eterno

Em Dy Lorde – Família, Amor Eterno, o protagonista reflete sobre a importância dos laços familiares e da fé como sustentação da vida. Entre conversas com sua mãe Nena, lembranças do pai Roberto e encontros que revelam fragilidades humanas, Dy Lorde mostra que a verdadeira força está no respeito e no amor aos pais e irmãos.

Mas o conto vai além da intimidade: Dy Lorde observa criticamente a sociedade, denunciando a ingratidão de filhos que abandonam seus pais, a falta de convivência saudável nos lares e a perda de valores essenciais. Com frases filosóficas e ditados de vida, ele transforma o cotidiano em reflexão, lembrando que o silêncio do cemitério é apenas o fim físico, enquanto o legado do amor permanece eterno.

História criada e escrita por Edivaldo Lima.

Histórias de Contos

Gênero: Conto filosófico, Reflexão

Personagem principal: Dy Lorde personagens secundários: Mãe Dona Nena, Pai Roberto, coveiro Elias. 

[No Apartamento,7h20 da manhã:

Dy Lorde aprendeu com o tempo que a família é a melhor estrutura. Observando a sociedade, percebe que muitos filhos e filhas deixam a casa por não terem bom convívio com os pais ou irmãos, quando os têm.

"Aprenda uma coisa: não são seus pais que atrapalham sua vida. É você que não tem amor por eles e por seus irmãos, caso tenha,entenda isto antes de sair de casa para viver uma vida,sozinho ou com alguém ."

Nena, sua mãe, senhora de 63 anos, fazia um bolo de laranja enquanto Dy Lorde lia um livro intitulado “Ame sua família como se não houvesse amanhã”.

— Hooo!... Dy Lorde, meu filho, lembra do Otávio, aquele seu amigo, filho da Dona Margarida?

Dy Lorde se vira:

— Lembro, sim, mãe. Eles estão bem?

Nena responde:

— Sim, meu filho. Só que Otávio diz que Dona Margarida já não é mais sua mãe. Ele nem a considera como filho, pois ela se entromete demais na vida dele com Suzy.

Dy Lorde pensa:

— Entendo, mãe. Isso é triste. Mas, no mundo, você pode se tornar um filho que dá valor à mãe e ao pai, caso os tenha. Ou pode se tornar um filho fraco e tolo, que esquece os nove meses em que sua mãe o carregou na barriga para lhe dar a vida, amor e carinho. Já seu pai lhe ensinou o que realmente é ter humildade e amor ao próximo.

Dona Nena se aproxima:

— Sim, Dy Lorde, isso é verdade. As pessoas não entendem sua visão de mundo, né, filho?

Dy Lorde sorri:

— He!... He!... Elas jamais entenderão, mãe.

Ele a abraça:

— Claro. Vamos comer nosso pedaço de bolo.

Nena sorri:

— Ha!... Ha!... Dy Lorde, só não pode ser guloso, meu filho.

Dy Lorde corta o pedaço de bolo para ele e para sua mãe:

— Jamais, mãe.

Enquanto comia, Dona Nena diz:

— Dy Lorde, se acontecer de eu partir deste mundo, meu filho...

Dy Lorde corta mais um pedaço de bolo e responde:

— Minha mãe, todos os dias, em minha oração particular com Deus, o Criador, peço para isso não acontecer. Mas já estou, a cada dia que vivemos juntos, aprendendo a lidar com meu psicológico a possibilidade da perda de um ente querido. O importante é que podemos nos ver, conversar e sorrir.

Ele completa:

— Há um ditado de vida que diz: “A perda é sofrimento, mas a força para viver um novo amanhã vem de Deus.”

Dona Nena fala:

— Muito bonito isso, meu filho. Deus é tudo.

Dy Lorde olha para sua mãe:

— Sim, mãe. Sem Ele não somos nada.

No cemitério

Dy Lorde termina o dia no jazigo de seu pai, o finado Roberto.

O coveiro Elias aparece:

— Dy Lorde, quanto tempo! Que bom te ver por aqui.

Dy Lorde se vira:

— Aqui é o silêncio que o mundo precisa, seu Elias.

Elias observa:

— Verdade, Dy Lorde. Aqui é o fim de todos nós.

Dy Lorde acende uma vela e reflete:

— Há um ditado de vida que diz: “Viva, seja feliz. Na vida, jamais reclame da sua existência. Lembre-se de Deus, o Criador, que lhe deu e lhe dá a chance de viver cada dia. Quando partir desta vida, o silêncio será eterno. O que você viveu ficará como lembrança na vida de quem realmente recebeu seu amor humano e sua capacidade de amar o próximo.”

Dy Lorde se benze:

— Esteja em paz, meu pai.

Após a sua oração Dy Lorde, ele se despede de Elias:

— Tudo de bom, Elias. Forte abraço.

Elias responde:

— Para você também, Dy Lorde.

Dy Lorde vai embora sem esquecer que seu pai se foi. Ele decide amar sua mãe e seus irmãos até o último dia de sua vida.

“Ame sua família enquanto estiver em vida.

Não escute pessoas que dizem ser amigos ou influenciadores de rede social que sequer sabem, neste mundo, o que é ter respeito pela própria família. Muitos influenciadores buscam apenas números de inscritos e seguidores, não o verdadeiro amor pela família.

Já aqueles que dizem ser amigos, aprenderam com seguidores a viver sem laços familiares, tornam-se filhos que não conhecem o amor pelos pais ou irmãos. Por não terem bom convívio, acreditam que se blindar, da própria família está se sentindo bem, mas isso significa afastar-se da família. No entanto, ao pensar que estão fazendo o bem, acabam se distanciando, se sentindo vazios cada vez mais do verdadeiro laço familiar.

Quem não aprendeu a ter respeito e amor dentro de casa dificilmente será um ser humano melhor neste mundo. A família é a base, é a estrutura. Não adianta querer construir uma nova família se você não sabe amar a sua própria.

“Não adianta ser um filho ou uma filha querendo parecer sábio no mundo, se aquilo que você leva para a sua vida são apenas aprendizados vindos de pessoas fracas e tolas.”

Forte abraço, tudo de bom.”

Agradeço a todos que acompanharam essa história.]



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