História: Código da Cidade de Deus

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O Código da Cidade de Deus

Zé Pequeno comanda a Cidade de Deus com mão de ferro — até a chegada de Crô, o Tourino, um vilão extravagante que invade o morro com sua gangue estilosa e perigosa. Entre tiroteios, pastel caro e um misterioso código, começa uma guerra cheia de ação, humor e reviravoltas. Crô, o Tourino, não quer só o morro — ele quer o código, que pode impulsionar seus negócios e expandir seu império.

A Queda do Morro

Temporada 1

10 episódios

História criada escrita por Edivaldo Lima.

História de Seriado

Gênero: comédia criminal,drama

Personagens principais: Zé Pequeno,Crô (Tourino),Bené,China,Angélica,Bom de Mira,Cenoura personagens secundários:Virgílio,Jorjão,Aconchego,Fabiana,Repórter da TV,Tiazinhas do Morro.

[episódio 1: Atento com o Inimigo

Amanhecia na Cidade de Deus. Zé Pequeno dava uma tragada no cigarro enquanto escutava uma música do Tim Maia. A melodia fazia Zé mergulhar em pensamentos sobre Fabiana.

— Aquela vaga ainda vai ser minha mulher... ou não me chamo Zé Pequeno.

Bené chegou, animado:

— Zé, tu não tá sabendo da maior, mano!

Zé olhou de canto, distraído, jogando palavras cruzadas com os nomes dos seus inimigos.

— Que foi, meu mano Bené? O que tá sucedendo nesse morro que ainda não tô sabendo?

Bené pegou uma laranja da mesa e comentou:

— Que laranja da hora... Então, Zé, o Tourino tá chegando aí pra invadir o morro.

Zé franziu a testa:

— Quem é esse Tourino aí? Um cornão?

— Hahaha! Vai saber, mano. Só sei que dizem que nem o BOPE bate de frente com ele, tá ligado?

Zé Pequeno olhou pro horizonte, pensativo:

— Temos que ficar atentos...

episódio 2: No Morro Quem Manda é Zé

No morro, quem mandava era ele: Zé Pequeno.

— Alô, Jax... tá tudo tranquilo, meu chapa? — dizia Zé ao telefone, com a voz firme. — Quem teria coragem de tomar o morro de Zé Pequeno?

Fabiana entrou pela porta, com o semblante sério.

— Zé, a comunidade tá precisando de gás.

Zé olhou pra Bené, que estava encostado na parede.

— Bené, manda trazer gás pra comunidade. Aproveita e faz a compra do mês pra cada família do morro.

Fabiana sorriu, surpresa com a generosidade.

— Não esqueci do seu convite pro cinema...

Zé Pequeno olhou pra ela com aquele olhar que misturava desejo e domínio.

— Tu sabe que eu quero ter você ao meu lado, né?

Ela sorriu de canto:

— Sei sim. Tchau, Zé.

Zé ficou olhando enquanto ela saía.

— Safada... essa mulher me deixa louco de amor. Mas não posso ser mais um emocionado, pô. Sou Zé Pequeno.

episódio 3: Tourino Está a Caminho

Crô, conhecido como Tourino, estava a caminho do morro.

— Aconchego, vamos pegar o Zé Pequeno de surpresa.

Jorjão, patrão do Morro das Cordona, escutou algo que gostou.

— Vai continuar sendo seu também, Jorjão — disse Crô, com firmeza. — Aquele morro vai servir como segunda base. Quero que a gangue Creme de Laquê continue por lá, mas fiquem atentos ao Jax. Ele tá preso, mas o Zé Pequeno tá de olho nesse morro.

Aconchego coçou a cabeça:

— Só nós três vamos conseguir entrar?

Crô sorriu com malícia:

— Tenho uma surpresa pro Zé Pequeno. Quero que ele conheça minha metralhadora rosa... e os Bofes do Licor. A segunda gangue já deve estar escondida no Morro da Cidade de Deus.

Ele olhou pro horizonte, com os olhos brilhando de adrenalina.

— Vai ser tiro pra todo lado... ou não me chamo Crô, o Tourino.

episódio 4: O Morro de Copabaninha

— Neblom é meu, queridos — disse Crô, o Tourino, com um sorriso debochado. — O Morro de Copabaninha ninguém vai tomar.

Aconchego se aproximou com uma ideia:

— Podemos organizar festivais lá, Crô.

Jorjão, curioso, perguntou:

— Que tipo de festival,Aconchego?

Crô lixava as unhas com calma, como quem já tinha tudo sob controle:

— Desde encontros familiares até bate-cabelo. E o tráfico de cabelos importados vai bombar. Zé Pequeno quer esses cabelos pra vender com preço maior pro Paraguai.

Ele olhou com desprezo:

— Que isso, acorda Zé Pequeno! Esses cabelos dão mais lucro que seus cogumelos verdes.

Aconchego recebeu uma mensagem dos Bofes do Licor para poder invadir o morro:

— Já estamos quase chegando. Vou entrar em contato com os Bofes do Licor pra ficarem preparados.

Crô sorriu, ajeitou os óculos e murmurou:

— Vai ser desfile, tiroteio e glamour... ou não me chamo Crô, o Tourino.

episódio 5: O Jogo Começou

Zé Pequeno olhava fixamente para a TV, observando a entrada do morro.

— Muita gente pensa que tô assistindo à Globo... mas tô é assistindo o morro inteiro. Vem, Tourino! Meus soldados já sabem jogar xadrez pra te pegar. Vai ser fácil.

De repente, ele se levantou:

— Olha!... Olha!... Um carro preto. Vamos ver quem vai descer.

Bené entrou apressado:

— Tourino chegou, Zé Pequeno.

Zé sorriu, tranquilo:

— Tô assistindo meu entretenimento. Depois que instalei essas TVs no morro, várias tiazinhas me comunicam quando entra algum estranho. Hoje elas aprenderam a dividir o tempo entre as novelas e ficar de olho no movimento.

Bené riu:

— Essa tecnologia é de ponta, hein?

Zé Pequeno sorriu com malícia:

— Foi o China que instalou. Tava me devendo um favor... uma mão lava a outra.

Zé pegou o rádio:

— Alô, câmbio. Bom de mira, organiza os soldados. A guerra vai começar.

— Câmbio, pode deixar, Zé — respondeu a voz do outro lado.

episódio 6:Bom Pastel entrada no morro

O carro preto parou. Um silêncio estranho tomou conta do morro.

Aconchego olhou em volta, desconfiado:

— Tá muito silencioso, patrão...

Crô pegou sua metralhadora rosa com firmeza:

— Me acompanhem, sem medo.

Desceu do carro com elegância e indignação:

— Não acredito que sujei meus sapatos rosas italianos!

— Jorjão, limpa meus sapatos!

Jorjão olhou discretamente ao redor, procurando alguma mulher observando, e começou a limpar.

— Tá com medo, Jorjão? Tem alguma periguete desse morro que você não quer que veja? Imagina se a Débora descobre... ela que faz minhas unhas!

Aconchego desceu e pegou o rádio:

— Alô, câmbio. A guerra vai começar. Seu Tourino chegou. Pode começar a invasão.

Crô olhou para os Bofes do Licor, todos bem armados:

— Entrem sem medo! Vamos!

Parou diante de uma senhora vendendo pastel:

— Minha senhora, quanto tá o pastel?

— R$5,50 — respondeu ela.

— Tá muito caro, minha senhora...

Ela olhou desconfiada:

— Quem é o senhor?

— Prazer, me chamo Crô... o Tourino.

A senhora saiu correndo. Os ambulantes começaram a fugir quando os tiros começaram.

— Que pastel gostoso... Traaaaa!... Traaaa!... Traaaa! — gritou Crô. — Mal entrei e já matei três!

— Cuidado, Jorjão!

— Pá!... Pá! — Jorjão respondeu. — Matei um chefe!

— Pá!... Pá!... Pá!... Pá! — Aconchego gritou. — Matei quatro! Haaa!

episódio 7: Sentando o Dedo

Na cadeia, Jax assistia tudo pela TV portátil, os olhos atentos.

— Se liga, Virgílio... os soldados do morro do Zé Pequeno tão assustado não estão sentando o dedo!

Virgílio coçou a barba, desconfiado:

— Sei não, Jax... esse pessoal do Tourino parece bem treinado.

Jax respirou fundo:

— Será que o Zé Pequeno tem peito? Logo logo o morro vai ser dele... ou não.

Virgílio olhou sério:

— O Morro do largaticho não pode cair... não sem antes você sair daqui.

Jax cerrou os punhos:

— Esse Tourino quer tomar tudo.

Enquanto isso, no morro, Zé Pequeno assistia à movimentação pela TV.

— Vamos, soldados! Foi pra isso que comprei armamento!

Crô olha se eu soubesse, tinha vindo de chinelo!

Traaaa!... Traaaa!...

— Esse já era — gritou Zé que está acontecendo com meus soldados.

— Cuidado, Jorjão!

Pá!... Pá! — Jorjão respondeu. — Essa foi por pouco!

Aconchego entrou em ação:

Pá!... Pá1... 2... 3... Pá1... 5!

— Agora foram cinco! Haaaa!

O morro fervia. A guerra estava em curso. E ninguém sabia quem sairia vivo.

episódio 8: O Morro em Chamas

Zé Pequeno ligou para Jax direto da base:

— Os soldados Bofes do Tourino são treinados pra matar. Imagina se eles entram lá no teu morrinho do Largaticho...

Jax, assistindo tudo pela TV portátil na cadeia, respondeu tenso:

— Tô vendo aqui, mermão. A coisa tá séria. Precisamos de ajuda urgente! Cadê os soldados do China?

Zé limpou o nariz, impaciente:

— Estão na China... a trabalho. Essa tal de TV tá rendendo bem pro malandro do China.

Enquanto isso, no morro, Crô caminhava com sua metralhadora rosa em punho:

— Oi, tudo bem?

Traaaa!... Traaaa!...

— Esse aí já subiu — disse Crô, sem perder o charme.

Jorjão olhou para o lado:

— Nossa, que mulherão... mas tenho que ficar atento!

Pá!... Pá! — disparou. — Matei dois!

Aconchego gritava:

— Cadê esse Zé Pequeno? Nossos soldados tão fortes!

Crô respondeu com orgulho:

— Eu treinei todos muito bem.

Bené, escondido atrás de um muro, via Crô subir com facilidade.

— Vou dar o fora... antes que eu esteja lascado.

Zé apareceu de repente:

— Qualé, meu irmão? Vai me deixar na mão?

Bené olhou nos olhos de Zé Pequeno, respirou fundo:

— Tá certo, Zé Pequeno.

episódio 9: Sonífero e Tiroteio

O tiroteio já tomava conta do morro. Zé Pequeno se abaixou atrás de um muro, gritando:

— Cuidado, Bené! Pá!... Pá!... Quase me acertaram!

Bené respondeu, ofegante:

— Tá vindo de tudo quanto é lado, Zé! Esses caras tão com sangue nos olhos!

Zé se levantou, disparou duas vezes e acertou um dos invasores:

— Mas eu matei o sem-vergonha! Só que tem mais vindo...

Ele olhou em volta, estranhando o silêncio das casas:

— As senhoras todas dormindo... cadê os olhos do morro?

Nesse momento, Bom de Mira apareceu correndo, com o rádio na mão:

— Zé Pequeno! Esses soldados deram sonífero pras tiazinhas do morro. Por isso subiram tão rápido!

Zé cerrou os dentes:

— Malditos... usaram truque baixo. Mas não vão passar fácil!

Angélica surgiu com sua metralhadora, disparando sem parar:

— Traaaa!... Traaaa!... Vamos reagir, Zé Pequeno! Não vamos deixar eles tomarem tudo!

Zé olhou impressionado:

— Caramba, Angélica! Você tá metralhando pra caramba! Pô, cuidado, Cenoura!

Cenoura apareceu do lado, suado e tenso:

— Pá!... Pá!... Pá! Essa foi por pouco, quase me pegaram!

Ele se virou para Zé, com os olhos arregalados:

— Logo esse Tourino vai invadir meu morro...

Zé olhou firme:

— Não vai, Cenoura. Não enquanto eu estiver aqui.

episódio 10 final: Fuga para o Morro do Buda

Zé Pequeno olhou para o céu, atento:

— Tô escutando um helicóptero...

Angélica se levantou com a metralhadora em punho:

— Vamos, galera! Essa é a nossa chance!

Bené olhou para Zé, determinado:

— Essa é a hora, Zé! Mas o código do morro... eu levo antes que o Crô, o Tourino, apareça!

Zé se virou, preocupado:

— Cuidado, Bené!

Traaaa!... Traaaa!... Traaaaaaa!

— Fujam pro helicóptero! Essa é a hora!

Zé correu e gritou:

— Haaaa! É o China! Valeu, parceiro!

China sorriu do cockpit:

— Quase você leva chumbo, hein?

Zé olhou para trás:

— Vem, Angélica! Bom de Mira! Estamos indo!

Traaaa!... Traaaa!... — os tiros ecoavam enquanto o helicóptero subia.

Zé gritou:

— China, pra onde estamos indo?

China sorriu:

— Pro Morro do Buda.

Zé respirou fundo:

— Essa foi por pouco...

Enquanto isso, Crô entrava no barraco de Zé Pequeno:

— Nossa, que porquice... Ele levou o código. Mas o morro é nosso, pessoal!

Traaaaa!... Traaaaa!...

A TV foi ligada. Uma repórter entrou ao vivo:

— Estamos ao vivo! Parece que Crô, o Tourino, conquista mais um morro... mas não pegou o código!

Crô olhou para a câmera, com seu charme habitual:

— Primeiro vamos arrumar a casa. Depois, pegar Zé Pequeno e o resto da turma. É o Código da Cidade de Deus. Aguarde, Zé Pequeno... ou não me chamo Crô, o Tourino.

Agradeço a todos que acompanharam a essa história]



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