Ruiva Morango
A Ruiva Morango de Charlie Harper
Charlie Harper só queria curtir uma festa à fantasia, mas acabou trombando — literalmente — com Viviane, uma ruiva irresistível vestida de moranguinha safadinha. Entre cantadas improvisadas, uísque barato e promessas de Lamborghini, os dois vivem uma noite de flerte, confusão e desejo. No final, Charlie acorda na cama dela... e descobre que o amor pode vir com chave de automóvel e um toque de interesse.
Conto criado escrito por Edivaldo Lima.
História baseada nos personagens Dois Homens e meio.
Criadores :Chuck Lorre e Lee Aronsohn.
Gênero: comédia rômantica, Crônica de butiquim
Personagem principal: Charlie Harper personagens secundários: Ruiva Morango, Alan Harper, Jake Harper.
["A Ruiva Morango – Uma Noite de Fantasia e Zorba Soada"
Eu, Charlie Harper, tenho uma revelação bombástica pra te fazer: preciso te apresentar a Viviane, a lendária Ruiva Morango. Era madrugada do dia 15 de novembro de 2016, e a festa à fantasia prometia mais do que confete e serpentina — ia bombar!
Viviane chegou com um traje de moranguinha safadinha. Sim, meu amigo, ela era a morango do amor. E quem sabe... do meu amor também. Eu estava na fila da entrada, suando mais que tampa de chaleira, fedendo a zorba soada — aquele perfume exclusivo de quem esqueceu o desodorante e abraçou o calor humano.
A festa estava fervendo! Gente bonita pra todo lado, mais mulher que homem — glória a Deus! Eu solteiro, Viviane solta e solteira. Sem aliança no dedo. Ou escondia. Vai saber, né?
De repente, ela desceu do táxi. O cabelo ruivo balançava com o vento, parecia comercial de shampoo em câmera lenta. A luz batia na pele dela e eu já tava pronto pra pedir um autógrafo. A mulher parecia uma miragem com GPS direto pro meu coração... ou pro edredom da casa dela, já que a minha tava longe e o Alan, meu irmão, tava morando lá com o Jake, meu sobrinho que acha que é o Batman.
Depois de uns goles de uísque — que desceu mais rápido que promessa de político — eu já tava bêbado o suficiente pra dormir no banco do ônibus. Mas antes disso, fui me aproximando da Viviane como quem não quer nada... e trombei nela. Sem querer, mas querendo.
Ela mandou um “Olha pra frente, não!” e eu respondi: “Olhar eu olho, mas trombei em você pra ser o primeiro a entrar nessa festa acompanhado. Claro, se você não for comprometida... ou competitiva.”
Viviane riu. Eu continuei: “Pela sua carinha angelical, acho que vai querer beijar muito essa noite. Posso ser o primeiro, depois deixo as babas pros outros.”
Ela soltou um “Será?” e eu já em modo vendedor de carro usado: “Você não volta a pé, volta de Lamborghini!”
Ela respondeu com classe: “Quem tem boa companhia não volta de táxi. Volta com estilo.”
E foi aí que descobri o ponto fraco da Viviane: ela era interesseira. Quando a festa acabou, não lembro de mais nada. Só sei que acordei na cama dela, ela de baby doll, segurando a chave do carro como quem segura um troféu do Oscar e assim foi essa minha história, agora deixa eu voltar para a casa porque a conta da casa da praia de Malibu está atrasada.

