O Pecado corre atrás
Na charmosa e conservadora Belo Horizonte dos anos 2023 , onde as ruas ainda cheiram a doce de leite e promessa de casamento, “Pecado Corre Atrás” desenrola os dilemas de Simão, um jovem seminarista em conflito com sua vocação e desejos proibidos. Com humor saboroso, mistério intrigante e pitadas de amor perigoso, esta minissérie passeia pelas contradições entre fé e tentação.
História criada escrita por Edivaldo Lima.
Uma história de Minissérie
História em 12 Capítulos
O Pecado corre atrás
Na charmosa e conservadora Belo Horizonte dos anos 2023 , onde as ruas ainda cheiram a doce de leite e promessa de casamento, “Pecado Corre Atrás” desenrola os dilemas de Simão, um jovem seminarista em conflito com sua vocação e desejos proibidos. Com humor saboroso, mistério intrigante e pitadas de amor perigoso, esta minissérie passeia pelas contradições entre fé e tentação.
História criada escrita por Edivaldo Lima.
Uma história de Minissérie
História em 12 Capítulos
Gênero:comédia,aventura
personagem principal:Simão seminarista personagens secindários:Regina mãe,Lúcia avó,Vagner seminarista amigo ,Sebastião amigo seminarista,Frei Leonardo,Alfredo pai de Rafaela,Rafaela,Catarina sapeca,Valdemar motorista ex-seminarista,Quitéria doceira,Josué o Borracheiro,beata Joaquina,Emilia,freira Lusia,prima Tereza,
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Capítulo 1 – Deus no comando... e Vagner no embalo
Era uma segunda-feira que nem fubá sem sal: quente, lenta e já querendo ir embora. Em Guaxupé, cidade pacata com mais igreja que padaria, o seminarista Simão pulou da cama antes do sino bater. — Senhor Deus, me dá juízo que esse trem de virar padre tá mais difícil que fazer regime com pão de queijo em casa de mineiro... Depois da reza, que ele fazia igual receita de bolo (com fé e esperança de que saísse certo), Simão se ajeitou no catre e viu um envelope em cima da mesinha de madeira. Abriu com jeito, parecia coisa séria. Letra da mãe dele, dona Regina, que escrevia com emoção e uns erros de português que ele achava bonitinho. “Olá meu filho e amado querido Simão, sua vó Lúcia estava enternada e doente, mas já saiu do hospital. Ela quer te ver. Ela tá bem, mas sente saudade de você. Assinado com Amor e carinho, Regina.” Simão passou a mão na testa suada e olhou pro alto: — Vó, segura que eu tô chegando! E Deus, ajeita aí que esse reencontro vai ser bão demais. Antes de ele poder dobrar o papel, entrou Vagner, o seminarista mais danado de Guaxupé — cabelo todo bagunçado e calçando chinelo de dedo com meia. — Uai, Simão! Já fez sua oração ou tá só ensaiando pra quando virar padre? Simão mostrou a carta, com um sorriso misturado de saudade e esperança. — É da minha mãe, Regina. Vó Lúcia ficou dodói, mas já sarou. Ela quer me ver. E como estamos de férias, vou pra Belo Horizonte amanhã. Vagner arregalou os olhos igual menino vendo cuscuz com goiabada. — Belo Horizonte? Então vou junto! Diz que lá tem moça bonita, pão quentim na esquina e um tal de “amor proibido” que a turma vive cochichando... Simão cruzou os braços, meio sério, meio rindo. — Vagner, nois vamo, mas se comporta, viu? Nada de inventar moda! É visita de vó, respeito e benção na testa. Vagner fez o sinal da cruz exagerado, tropeçou no tapete e quase derrubou a estante de santos. — Se Deus quiser, amém! Só espero que Deus também tenha senso de humor...]
Capítulo 2 – Saia de Babado e Coração Apertado
[Enquanto Simão rezava em Guaxupé, Belo Horizonte fervia de calor e de pensamento safado... no quarto cor-de-rosa da casa da Rua Timbiras, Rafaela ajeitava a minissaia de babado que herdou da prima Tereza — saia tão curta que quase precisava de bula.
— Eita, que tô é um arraso! Se galã da novela das nove me visse, largava até a protagonista por mim! Agora... será que eu consigo fazer o Simão largá a batina? Ai meu Deus, não quero pecá... mas homem que nem ele é pra casar! Aqui só tem rapaz querendo rosetar, e eu sou moça de família, moça direita... mesmo usando saia de escândalo!
Ela deu uma rodadinha diante do espelho, piscou pra si mesma e soltou um beijim pro reflexo.
Do outro lado da casa, seu Alfredo, pai barbeiro, tava com cliente de barba espumada, navalha na mão e paciência por um fio.
— Rafaelaaaaaa! Tá falando com quem nesse quarto trancado?! Tomara que não seja um desenvergonhado... se for, eu capo que nem capim! Quero saber o que esse cabra esconde nessa calça!
Rafaela, do quarto, respondeu cantando igual cantora de rádio:
— Tem ninguém não, pai, só eu mesma e meus pensamentos! Pode ir lá terminar a barba do moço, que tá de molho tem tempo já!
Seu Alfredo bufou, limpou a navalha num pano velho e murmurou:
— Tabom, tabom… tava até esquecendo do homem. Mas num gosto dessas suas mania de ficar falando sozinha... parece doida apaixonada!
Rafaela ignorou o sermão, voltou pra foto de Simão colada no espelho com fita crepe. Olhou bem nos olhos do retrato, suspirou igual moça de cinema, e disse em voz baixa, mas cheia de desejo:
— Ainda caso com ocê, Simão... e nem Deus tira isso da minha cabeça. Nem que eu tenha que ir confessá só pra vê ocê de batina e gravata...]
Capítulo 3 – Milho, Moças e Pneu Furado
[No terreiro do seminário, o sol mal tinha despontado e o Frei Leonardo já tava de pé, com cara de quem tinha rezado com vinagre. O homem tava mais duro que tábua de açougue.
— Hoje vamo liberar ocês mais cedo, já que entraram de férias. Pode pegar as malas e fazer fila no ônibus que tá esperando! Que todos tenham uma boa viagem, mas fiquem esperto! — falou, estufando o peito igual sargento em dia de inspeção.
Apontou pro grupo de seminaristas com dedo firme e alma vigilante:
— Se ver moça de saia curta, tente não olhar. Se olhar… oração ajoelhado no milho! Cada um leva uma latinha de milho, água benta e fé no borná. No mundão de Deus, pecado não anda… ele corre atrás e às vezes passa voando!
Simão, com a batina suada de ansiedade, cochichou pro Vagner:
— O Frei falou com um peso, que até santo engoliria seco.
Vagner, ajeitando a sandália de dedo:
— Parecia sargento e general misturado! Eu vou levar duas latas de milho. Se o pecado vier de cambota, eu meto fé no milho!
Simão fez sinal da cruz com estilo de sacristão premiado:
— Eu levo três. Lá fora tem coisa mais atrevida que cabrita em telhado...
Do fundo, Sebastião, com sorriso safado, gritou:
— Eu tô indo pra Belo Horizonte também! Vai ter quermeci... e a tentação é mais danada que beijo em noite de lua cheia!
Todos fizeram o sinal da cruz com tanta força que caiu uma garrafinha de água benta.
Frei Leonardo deu risada no canto da boca, igual quem já viu muito seminarista virar contador de pecado.
— Pensam que ser padre é fácil… Deus vê tudo. Até pensamento debaixo da batina!
Na saída, Valdemar, ex-seminarista e agora motorista oficial do clero, anunciou:
— Bão, meus amigos! Boa viagem! Eu já não sou mais seminarista, mas Frei Leonardo confia em mim pra levar ocês com segurança! Se a roda chiar, a oração vai ter que empurrar!
O ônibus saiu rangendo, com fé no motor e uma fita de Nossa Senhora pendurada no retrovisor. Mas não deu nem meia hora de estrada e...
PÁÁÁ! — Pneu furado, no meio da curva do Morro da Ventania!
A turma desceu com cara de batismo não planejado. Tava um sol quente e um cheiro de enxofre vindo das moitas...
Do nada, surgiram as mulheres da luz vermelha.
Saia curta, maquiagem de carnaval, salto alto afundando no barro da estrada.
— Bença, padre! Bença, seminarista! — gritavam elas, rindo e abanando os seios com o boletim de bingo da noite anterior.
Vagner empunhou a latinha de milho igual cruz de exorcismo.
Simão jogou água benta no próprio rosto e disse:
— Senhor, protege esses olhos que tão querendo ver coisa que só deveria ouvir no confessionário!
Antes que alguém pecasse com o pensamento, apareceu Josué, o borracheiro, com sorriso largo e chave inglesa abençoada:
— Furô foi bonito, hein? Mas Deus mandô eu aqui hoje com fé na graxa! Vai ter livramento, sim!
Com meia hora, muito suor e três rezas, Josué trocou o pneu e soltou a pérola:
— Podem seguir viagem, mas se vir moça de saia curta, fecha o zóio e canta hino!
A galera embarcou, molhada de fé e poeira, e com os olhos mais puros que jarro de água de mina.
Horas depois, já amanhecendo o dia, o ônibus chegou na rodoviária de Belo Horizonte.
Frei Leonardo, firme igual poste de igreja, esperava com olhar fiscalizador.
— Sejam bem-vindos! Que tenham aproveitado a viagem. Só lembrando: pecado corre atrás… se não vigiar, ele empurra!
á na rodoviária de Belo Horizonte, os seminaristas desciam do ônibus com cara de quem escapou do dilúvio. E quem tava lá esperando, com os braço cruzado e o olho mais afiado que faca de cortar pamonha? Frei Leonardo, é claro!
Simão, botando o pé na calçada, cochichou com a testa suada:
— Uai, o Frei tá aqui também?! Aí lascô de vez...
Vagner, carregando duas latinhas de milho e um frasco de água benta no bolso:
— Num lascou nada, Simão! Ele só tá fazendo igual sempre: vem pra fiscalizá, vê se todo mundo chegou inteiro... e se o espírito tá comportado!
Sebastião, ajeitando o chapéu que comprou no meio da estrada, completou com voz risonha:
— O Frei às veiz num confia é nem no ônibus... quanto mais no Valdemar, que virou motorista mas ainda tem cara de seminarista desconfiado!
Simão deu aquela risadinha contida e filosofou com jeito de mineiro matutado:
— Confia e desconfia... igual mãe quando filho diz que estudou, mas o caderno tá limpo!
Todo mundo caiu na gargalhada, até o Frei deu uma risadinha disfarçada, virou de costas e murmurou:
— Esses menino... vão dá trabalho até no céu.]
Capítulo 4 – Pastel, Pecado e Panfleto Atrevido
[Assim que o Frei Leonardo virou a esquina de Belo Horizonte, com o rosário na mão e semblante fiscalizador, os seminaristas respiraram fundo — alívio misturado com um quê de temor divino atrasado.
Sebastião, com a visão aguçada mais pra pecado do que pra oração, cochichou:
— Uai... olha a tentação vindo em nossa direção...
Simão, arregalando os olhos e ajeitando a gola da batina, respondeu com medo e tremor:
— É a Catarina Sapeca... eu reconheço aquele andar que roda a saia até o juízo do povo cair!
Vagner, com olhar curioso e confuso:
— Mas ocê conhece ela, Simão?
— Num conheço não... só sei que o povo conta histórias mais apimentada que molho de pimenta do padre César!
Sebastião, visivelmente estudioso da anatomia mundana, completou:
— Ela tem umas saboneteira que parece almofada de rainha! Tem uns erbergues bonitos demais!
Vagner, suando por dentro e por fora:
— Nós cumprimenta ou dá a bença?
Simão, já fazendo sinal da cruz, disparou:
— Vamos é se benzer e correr pra lanchonete! Que pecado se aproxima mais ligeiro que ônibus em descida!
Catarina, já no modo “atração de quermesse”, ajeitava os seios e lançava um folheto como quem distribui santinho em dia de eleição:
— Oi rapaziadaaaa! Querm diversão pra hoje? Pois tá aqui o endereço: Rua Santa Cecília, 145. É só bater na porta e abrir o coração... e o zíper, se quiser também!
Simão, com mãos tremendo, abriu o folheto igual quem lê bula de remédio proibido. Era Catarina, numa pose sexy e mais atrevida que confessionário em dia de desabafo.
Vagner, com os olhos bugalhados:
— Acho que eu trouxe foi pouca lata de milho... devia era ter carregado um saco inteiro!
Sebastião, com ar de quem entendeu a profecia do Frei Leonardo, murmurou:
— Pecado corre atrás... e dessa vez veio com salto alto e batom vermelho!
Na lanchonete, os três tentavam engolir o pastel de carne com menos desejo e mais água benta. Simão engasgava no terceiro mordida, como se cada recheio tivesse sabor de tentação.
Na televisão, a novela das sete pegava fogo — traição, beijo roubado e bofe sem camisa pra completar.
Vagner, mastigando com angústia, disse:
— Essa novela tá mais quente que a Catarina naquele panfleto! Se minha mãe visse isso, jogava milho na tela!
Sebastião, já com vontade de ir pro convento, completou:
— Esse mundo tá perigoso... até pastel agora vem com recheio de pecaminoso!]
Capítulo 5 –“Cirola, Água Benta e Correria no Bairro”
[ Assim que desceram da rodoviária, com cara de quem sobreviveu a tentação de panfleto indecente, Simão, Vagner e Sebastião seguiram a pé rumo ao bairro São José da Ladeira — chão batido, cheiro de bolo saindo das janelas e cachorro dormindo no meio da rua como se fosse fiscal de quarteirão.
Sebastião, com chapéu torto e olhar nostálgico, resmungou:
— Pensa numa cidade que num mudou nadica de nada… até os buraco na rua tão no mesmo lugar!
Simão, ajeitando a batina e olhando pros cantos:
— Até os cachorro são os mesmo! Aquele ali já latiu pra mim em 1990 ... deve ser reencarnação do Totó!
Vagner, olhando o céu meio encoberto:
— Mas num vou menti não… essa cidade é bunitinha que só! Parece cenário de filme com ar de quermeci!
De repente, correndo feito foguete desgovernado, vem Josiane, moça esbaforida, gritando:
— Socoroooooooo! Tem um tarado! Padre, seminarista, qualquer alma com fé… me acudam!
Simão, sem pensar duas vez, puxou o vidrinho de água benta do bolso e ergueu com fé e autoridade:
— Em nome do Pai, rapaz! Ocê num vai fazer mal pra essa moça, não!
O sujeito, meio assustado e só de cirola branca, levantou as mãos:
— Ela que tentou me assaltá! Num tá vendo que tô de cirola, homem de Deus? Se eu fosse tarado, tava de terno e gravata!
Na confusão Josiane , mulher de olhar travesso e alma de rolo de pastel vencido:
— Passa a grana, seu seminarista! Desembucha a batina aí, que eu vi o brilho da carteira no bolso!
Sebastião, em ato desesperado, jogou água benta na moça com um gesto que parecia mais um arremesso olímpico:
— Fujam, meus amigos! Essa mulher não é gente… é perigo com perna cruzada e batom de guerra!
Vagner, tremendo e pulando pro lado:
— Simão, correeee! Essa mulher num é brinquedo… é armadilha com peruca!
O rapaz da cirola, aproveitando a distração e com vergonha na cara, vestiu um short que recebeu de Sebastião por cima e saiu correndo feito alma que viu exorcismo:
— Brigado, seus padre! Se num fosse ocês, eu tinha virado vítima… ou acusado!
Os seminaristas, suados, ofegantes e com o resto do pastel ainda na barriga, se encostaram num muro e olharam pro céu.
Simão, limpando o suor com o folheto da Catarina:
— Belo Horizonte tá com mais confusão que vigília de sexta-feira. Isso aqui é teste de vocação em cada esquina!]
Capítulo 6 – Quermesse, Janela e Bolo de Vó
[ Já com as malas nas costas e o suor da lanchonete ainda escorrendo, Vagner, empolgado como gente que chega em cidade com quermesse, apontou pro portão enferrujado:
— Uai, Simão, tamo chegando! Aquela casona ali com varanda de madeira... coisa linda!
Simão, com olhar misturado de saudade e receio:
— Êta, é ela mesma. Casa da minha mãe… e da vó Lúcia que faz bolo mais gostoso que benção em dia de procissão!
Vagner, animado, já pensando nas aventuras:
— Num vejo a hora de tomá um banho e parti pra quermecie, rapaz! Tô é com vontade de dançar catira e tomar quentão!
Simão, apertando o terço no bolso:
— Quermecie?! Homem de Deus… hoje é dia de oração! Depois de tudo que passamos, só faltava pecar de novo logo na primeira noite!
De repente, a janela do segundo andar se abre com barulho de dobradiça velha. Rafaela, com o cabelo solto e batom cor de pecado, aparece sorrindo:
— Simão! Sobe aqui! Tô sozinha...
Vagner, parando no meio da calçada, arregalando os olhos:
— Ô trem! Quem é essa belezura que fala com esse calor todo?!
Simão, tentando parecer calmo enquanto o rosto entregava tudo:
— É a Rafaela… moça simpática, amiga de infância. A gente cresceu jogando bola no mesmo terreiro.
Vagner, rindo e quase caindo da escada:
— Agora ela tá mais afim é de fazer menino com ocê! O olhar dela tá com mais perdição que cuscuz de madrugada!
Simão, respirando fundo:
— Ela deve tá namorando, uai… num posso ficar alimentando ilusão. Boa noite, Rafaela! Nós acabamo de chegar. Amanhã a gente se fala com mais calma.
Vagner deu tchau com a mão, e Rafaela, toda faceira, mandou beijo:
— Te espero no altar, viu Simão! Num enrola muito…
Ao entrar na casa, o cheiro de bolo de fubá com queijo já tomava conta. Na sala, Regina, mãe de Simão, se virou com sorriso e braço aberto:
— Meu filho! Que bom te vê! E quem é esse rapaz que veio junto?
Simão, abraçando forte:
— Esse é o Vagner, mãe! É meu colega de seminário. Era pra nóis vim amanhã, mas Frei Leonardo soltô nóis antes.
Vó Lúcia, com avental de flores e chinelo de dedo, apareceu da cozinha:
— Pega o bolo, Regina! Vamo prosear com esse garotão aí! Que vontade de vê meus neto na batina!
Simão, correndo pra abraçar a vó:
— Tô bem, vó! Senti saudade demais! Esse aqui é o Vagner, vó Lúcia. Um cabra bom, animado, e quase padre também!
Vagner, tirando o chapéu com respeito:
— Boa noite, dona Lúcia! Vou me sentá porque esse cheiro de bolo tá mais santo que água benta!
Regina, rindo e empurrando a travessa:
— Sinta-se em casa, viu? Futuro padre tem que comê bem pra rezar forte! ]
Capítulo 7 –Sonho Sapeca e a Visita da Dona Regina
[A noite caiu em Belo Horizonte com cheiro de terra molhada e bolo amanhecido. Na casa da Dona Regina, a paz reinava... por enquanto.
Depois da prosa boa, quentão de fogão à lenha e reza em voz baixa, Simão caiu no sono igual pedra em rio — um sono profundo, quase de santo em retiro. Já Vagner, dormia roncando de lado, sorriso no rosto e… um panfleto sapeca escancarado na cara, daquele que até anjo desvia o olhar.
Na quietude da madrugada, Dona Regina, curiosa que só, abriu a porta do quarto pra ver se os rapazes tavam cobertos. Foi então que escutou Vagner murmurando:
— Ô Catarina… num me olha desse jeito não… num tenho fé pra resisti... só lata de milho mesmo!
Ela entrou devagar, na ponta do chinelo, e deu de cara com a cena: Vagner deitado, de boca aberta, sonhando, e o panfleto com Catarina na capa, numa pose mais atrevida que moça dançando bolero em campanha de abstinência.
— Ah não, credo em cruz! Esse aí pra sê padre vai ter que comê milho ajoelhado no grão, de segunda a sábado, e rezar em jejum domingo inteiro!
Ela pegou o panfleto com dois dedos, olhando com nojo e curiosidade:
— Olha só! Tá tudo à mostra nessa papelada! Cruz credo, que sonho é esse, meu Deus?! Sonho pervertido desse jeito num tem anjo que aguente!
Deu uma fungada tipo mãe brava e puxou o cobertor até o queixo do seminarista safadinho:
— Toma jeito, Vagner! Cê é seminarista, não cliente de boate!
E saiu do quarto bufando, murmurando baixim:
— Vou até molhar a planta com água benta… vai que esse pecado espalha pra casa inteira. ]
Capítulo 8 - Pé Sapeca, Suadeira e Fuga com Fé
[ O sol nem tinha esquentado o telhado direito, e já tinha seminário sendo testado pela tentação. Vagner abriu os olhos com cara de quem tava sonhando acordado, segurando o travesseiro igual abraço de novela.
— Ai, Sinhô... acordei daquele jeito, viu? Sonhei com a Catarina Sapeca! Tô é lascado. Vou ajoelhar no milho, rezar três Pai-Nosso e seis Ave-Maria, porque se o pecado corre atrás, eu, Simão, Sebastião e o pelotão de seminarista tamo tudo perdido, uai!
Simão, ainda com a fala embargada de sono, se sentou na cama coçando a cabeça:
— Ara, rapaz! Já tá no milho a essa hora? Credo! Cê teve foi sonho de safadeza, isso sim! Como diz o Frei Leonardo: "O mundo atenta mais que vitrine de cachaça em festa de padroeiro!"
Dona Regina __Simão vem tomar o café ocê e o Vagner, Rafaela veio fazer uma visita tomar café.
Simão gelou por dentro, mas disfarçou:
— Já tô indo, mãe...
Na sala de café, tudo parecia normal: pão na mesa, café quentim, cheiro de bolo no ar. Mas quem tava ali, sentada com aquele vestidinho de flor miúda, perna cruzada e olhar de novela proibida? Rafaela.
— Quanto tempo, hein, Simão? — falou ela, sorrindo com segundas, terceiras e quartas intenções.
Simão sentou na ponta da cadeira, mas não contava com o movimento estratégico dela: Rafaela passou o pé por debaixo da mesa e começou a roçar de levinho nos pés dele.
— Ih... credo... deve ter formiga aqui debaixo...
Vagner, mastigando o segundo pedaço de bolo:
— Formiga? Só se for no bolo! Esse aqui é bolo de formigueiro… mas tá docim que só!
Vó Lúcia, entrando com a chaleira:
— E por que cê tá suando assim, meu neto? Nem passou do café e já tá todo melado?
Simão, gaguejando:
— ca,ca,Calor, vó... tá calor demais hoje.
Rafaela, fingindo inocência:
— Isso se trata com outra coisa, viu… tem remédio pra isso, mas num vende em farmácia!
Dona Regina, com o pano de prato no ombro, já no modo sargento:
— Toma jeito, Rafaela! Que isso aqui é casa de família, não bastidor de novela das onze!
Mas aí... o caldo engrossou de vez.
Rafaela, ligeira que só, percebeu que Simão tinha ido pro quarto. Num pensou duas vez: foi atrás, fechou a porta com jeito e trancou com firmeza. Chegou perto dele, encostando com aquele olhar danado e disse, com voz mais quente que tacho no fogão à lenha:
— Me beija, Simão... me dá uns amasso! Cê sabe que, desde menina, eu sonho em casar contigo, seu safado!
Mas como Deus é bão demais da conta, fez com que o seminarista Simão conseguisse pegar a chave da mão da Rafaela, abrir a porta num pulo só e sair correndo feito alma penada, atrás de qualquer fresta de luz que tivesse sinal de livramento.
Simão, suando frio que nem tampa de chaleira em dia quente, fez o sinal da cruz no modo emergência e disparou pelos cômodo da casa, gritando:
— Deus me perdoa! A carne é fraca... e essa saia é mais forte que meu terço!
Lá do fundo da sala, Vagner espiava por trás da cortina, abanando com a toalha de mesa e sussurrando:
— Ê trem bão de assistir... mas perigoso de viver!
Rafaela, encostada na porta com o coração acelerado e batom borrado, botou as mão no peito e soltou:
— Ô meu Santo Antônio, me ajuda... porque tá difícil, viu!
Na cozinha, Regina e vó Lúcia ouviram a correria e caíram na risada. Entre uma golada de café e outra, vó Lúcia comentou:
— Esse seminarista vai tê que ajoelhar muito no milho... mas muito mesmo!]
Capítulo 9 - Fusca bento, paçoca e mulher afoita
[Depois de encher o bucho com arroz, frango ensopado e suco de manga do grosso, Simão resolveu dar uma respirada da tentação que pairava no ar (e nos pés debaixo da mesa) e foi até a igrejinha do bairro conversar com o velho conhecido Padre Tião, homem de fé firme e mão boa pro cafezim.
Chegando lá, deu de cara com o padre lavando o fusca, de bermuda florida e camisa puída da festa do padroeiro de 1987.
— Boa tarde, Padre Tião! Como andam as coisa aí na casa de Deus?
Padre Tião, esfregando o capô com uma esponja que já tava mais pecadora que muita gente , respondeu:
— Uai, meu filho… vai indo, né? Tirei só a batina pra dar um trato nesse carrim aqui. Deus gosta de limpeza, até no fusca.
Deu uma olhada de lado, balançou a cabeça e murmurou:
— As moças tão tudo de olho em vocês, viu. Gosta de seminarista igual gosta de soldado de farda: com fé, disciplina… e uns pecado escondido!
Simão, encabulado:
— Mas por que isso, padre?
Padre Tião, encostando a esponja no balde:
— Isso é a tara do pecado, meu filho. Curiosidade do corpo e da alma junto. Quem que vai sobreviver a esse mundão aí? Você, Simão... ou seus amigos seminaristas.
Nesse momento, Vagner apareceu com a batina meio torta e o cabelo mais desarrumado que ninho de pardal em telha quente:
— Êta Padre Tião, o senhor não tá entendendo… a coisa tá complicada! A mulherada tá em cima da gente que nem abelha em manga madura!
— E no seu tempo, padre… era assim também?
Padre Tião deu uma risadinha carregada de lembrança:
— No meu tempo, as moça pareci’ mais comportada… mas era só fachada, viu? Dava um trabalho danado! Era bilhete escondido na Bíblia, flor dentro do confessionário e beijo roubado atrás da barraca do sino…
Fez uma pausa, coçou o queixo e completou com sarcasmo de veterano:
— Agora, com esses trem de rede social, as moça tá é marcando em cima. Já manda direct, já posta story de olho no seminarista… só pra garantir o casório antes da batina firmá de vez!
Eles entraram na sacristia, onde o cheiro de café no coador e bolo de paçoca recém-saído trazia mais fé que leitura de salmo em rádio comunitária.
— Vamos sentá um cadim e fortalecê o espírito e o estômago! — disse o padre, sorrindo.
Simão deu um tapinha na barriga:
— Só se for agora, padre… esse cheiro tá mais forte que tentação em véspera de procissão!
Passando pela frente da igreja, Lurdes, com vestido florido e olhar de quem já rezou pelo milagre, soltou:
— Ô Simão, pena que ocê vai virá padre… porque se não eu casava com ocê até no cartório da esquina!
Do outro lado da rua, surgiu Rafaela, com a mão na cintura e a língua mais afiada que gilete de barbear santo:
— Esse já tem dona, viu? Já conversei com meu Santo Antônio e ele disse: “Rafaela, vai firme que o Simão é seu!”
Padre Tião, segurando a xícara e quase engasgando no gole:
— Ave Maria! Vai tê que rezar missa com barricada agora… ]
Capítulo 10 - Café Santo, Olhar Sapeca e Milho na Mira
[ Na igrejinha de Nossa Senhora de Fátima, o café da tarde tava mais abençoado que novena em noite de tempestade. Padre Tião, com jeito de vó prendada, tinha feito uns pão de queijo fumegante, servido junto com bolo de limão, bolinho de chuva e café coado no pano, forte que dava até benção por osmose.
Simão, sentando com aquele sorriso de quem reviveu lembrança boa, disse:
— Ê trem bão... isso aqui me lembra minha infância lá na casa da vó Lúcia. Café, bolinho e sermão logo depois!
Vagner, mastigando com gosto e os olhos brilhando:
— Ô padre... ocê é prendado demais, uai!
Padre Tião, ajeitando o pano de prato no ombro com orgulho:
— Sou sim, meu filho! Aprendi esses trem tudo quando era rapaz novo, com a freira Luzia, lá no Mosteiro de Fátima, antes de entrar pro seminário de São João. Mulher sabia demais… cozinhava e rezava com mesmo fervor!
Simão, curioso:
— Fiquei sabendo que foi lá que o Frei Leonardo virou padre mesmo, né?
Padre Tião, lembrando com respeito:
— É verdade, rapaz… foi lá mesmo. Entrou moço, saiu padre de batina dura e regra firme.
Vagner, com a sobrancelha levantada:
— Então foi lá que ele aprendeu a ser tão rígido assim, né? Sério igual receita sem fermento!
Simão, rindo de canto de boca:
— Verdade, é quase militar da fé… só falta apitar missa com cronômetro!
Nesse momento, Simão virou o pescoço, sentiu aquele friozinho e cochichou:
— Padre Tião… quem é aquela moça ali piscando pra cá com os olhinho brilhoso?
Padre Tião, olhando de relance:
— Ah… é a Emília, filha da beata Joaquina. Aquela ali num pode vê seminarista que já começa a rezar pela aliança. Vive dizendo que quer casar com um, nem que seja pelo olhar!
Vagner, esticando o olho:
— Moça bonita por demais! Mas perigosa igual pastel em dia de jejum!
Simão, tremendo com os sinais celestiais:
— Vagner… olha o milho, viu. Tá quase pulando do saquinho!
Padre Tião, levantando a sobrancelha:
— Cuidado, rapaz… coração não tem freio, e batina num tem cinto de segurança.
Foi aí que Emília se aproximou, com sorriso doce e voz encantada:
— Oi rapazes… prazer, sou a Emília. Tava olhando porque achei vocês muito... iluminados.
Mas antes que o clima ficasse mais angelical que deveria, Rafaela apareceu, cruzou os braços e plantou o pé no chão igual moça decidida:
— Prazer, sou a Rafaela… e eu tô de olho, viu! Já conversei com meu Santo Antônio, já fiz promessa com fita e tudo — o Simão é meu!
Padre Tião, segurando a caneca com firmeza:
— Ave Maria... e eu achando que esse café ia ser só paz e pão de queijo. Agora virou disputa celestial!]
Capítulo 11 -Penúltimo Capítulo – “Torta de Santo Antônio, Confusão de Saia
[ Na frente da igreja de Nossa Senhora de Fátima, uma fila que dobrava a esquina chamava atenção: era o sucesso absoluto do doce de Santo Antônio, feito pela famosa Dona Quitéria, doceira mais respeitada que juiz em festa de leilão.
A tal da torta — uma mistura de bolo com recheio de promessa e cobertura de fé — virara febre. Tinha mais mulher que hóstia na missa, e até a Catarina Sapeca apareceu na fila com dois tupperware, pronta pra levar o amor garantido em camadas.
Ao sair da igreja, Simão comentou com a voz meio embargada:
— Olha o tamanho da fila, Vagner! Parece fila de hospital em dia de exame com desconto...
Vagner, de olho arregalado:
— Eu nunca vi tanta mulher bonita junta assim não! Mas que raio de torta é essa, que dá mais resultado que oração em novena?
Sebastião, com chapéu de palha torto e o dedo levantado, apareceu no embalo:
— Uai, cês tão por fora! Essa é a tal da torta de Santo Antônio, igualzinha o bolo que a Quitéria inventou! Diz que quem come arruma casamento em menos de quinze dia!
Rafaela, empolgada e de fita no cabelo, veio com brilho no olhar:
— Simanzinho, já comprei a minha, viu? Fiz pedido pro Santo Antônio com vela, fita e bilhetinho... ele vai atender!
Emília, com vestido de bolinha e sorriso atrevido, soltou:
— Eu também fiz o pedido, Rafaela! Com direito a dois pedaços e oração na janela!
Silêncio…
O tempo pareceu parar.
Rafaela, danada e ciumenta como fogo em palha seca, avançou no cabelo da Emília igual gato atrás de rato. A confusão começou entre gritos, puxões e tapinhas com cheiro de perfume.
As outras moças, vendo o tumulto, apontaram pros três seminaristas:
— Óia lá! Tem três rapazes livres… vamos atrás deles que ainda dá tempo antes do santo selar a batina!
Sebastião, já com a mão na testa:
— Corre, seminarista! Se não vai acabar o milho de tanto ajoelhar!
E lá foram eles: Simão, Vagner e Sebastião, correndo pelo bairro com as moças atrás feito enxame de abelha atrás de flor madura. Pareciam ser os últimos homens solteiros da face da Terra.
Correram, pularam cerca, desviaram de cachorro e se esconderam num casarão abandonado, com cheiro de cupim e telhado querendo benção. Lá fora, silêncio... só o som distante das vozes femininas.
Simão, encostado no canto:
— Até em casa tá longe, meu Deus do céu!
Vagner, espiando por uma fresta:
— Essas mulher tão facinha que dá até medo… parece cena de novela com roteiro danado!
Sebastião, ajoelhado atrás de um armário:
— Pra ocê vê como anda esse mundo… nem seminarista tem paz!
De repente, silêncio foi quebrado por três vozes doces e perigosas:
— Olá, rapazes… achamo vocês! — disseram Rafaela, Emília e Lurdes, entrando no casarão com sorriso sapeca e olhar afiado.
Estavam só de lingerie, batom borrado e riso solto:
— Vem cá… dá uns amasso que o Santo Antônio abençoa!
Simão, com os olhos arregalado e a voz trêmula:
— Va-va-va-Vagner... elas tão só de roupa de pecado!
Sebastião, em oração urgente:
— Amigo… o pecado tá atrás! E ele vem é de salto alto!
Eles tentaram resistir, dizendo:
— Nossa fé é maior… mas a carne é fraca… fraca demais!
E foi aí que Deus mandou a chuva: trovão, goteira e o barulho de bênção divina misturado com os beijos das moças nos rostos dos seminaristas. Eles saíram correndo do casarão, molhados, suados e com certeza absoluta que o milho ia ter que aumentar de estoque!]
Capítulo 12 - final – “Partida, Promessas e Coração com Fé
[Era cinco da manhã, e nem o galo tinha arriscado o primeiro cocoricó. A cidade tava em silêncio respeitoso, só o cheiro de café no coador e orvalho nas roseira contando que era hora da despedida.
No alpendre, Simão, de mochila nas costas e fé no coração, abraçou Dona Regina e vó Lúcia com aquele carinho de filho que sabe que o mundo vai virar, mas a raiz continua firme.
— Bom dia, minha mãe… que Deus abençoe ocês. Eu, Vagner e Sebastião vamo voltá pro seminário. As férias acabou, mas a vocação tá firme que nem tijolo de igreja velha.
Dona Regina, enxugando os olhos com o cantim do avental:
— Vai com Deus, meu filho… e quando vocês se formar padre, quero visita aqui na nossa paróquia. E quem sabe, né… ocês até faz o casamento da Rafaela, Emília ou da Lurdes. Vai saber o que o santo apronta!
Vagner, fazendo graça:
— Se for preciso, nóis casa as três de uma vez, com bênção tripla e bolo no tabuleiro!
Simão, sério e sorridente:
— Iremos fazer sim… tá na missão nossa servir a Deus Todo-Poderoso, mesmo quando o coração balança.
No pátio da igreja, o ex-seminarista Valdemar ajeitava o ônibus, enquanto Frei Leonardo, de batina engomada e olhar de comandante espiritual, chamava os rapazes:
— Bora, turma! Acabou as férias! Agora é rezar, estudar e se preparar pra vestir a batina em novembro. Quero todo mundo padre, viu? Sem desvio pro pecado nem pra quermesse!
As moças estavam por perto, cada uma com o coração apertado e esperança nos olhos.
Rafaela, com lágrima segurada no canto do sorriso:
— Tchau, rapazes... Simão, se essa é sua escolha, eu respeito. Mas espero que, mesmo de batina, ocê esteja no meu casamento… foi Santo Antônio e Deus que colocaram ocê na minha vida!
Emília, com voz mansa:
— Eu também queria muito que um de vocês fosse o padre na minha cerimônia. Pode ser o Simão, o Vagner ou o Sebastião… tanto faz, contanto que seja com fé!
Vagner, ajeitando o cabelo:
— Pode deixá, moça. Se for pra abençoá amor verdadeiro, eu tô dentro!
Sebastião, com jeito maroto:
— Qualquer coisa nóis faz é casamento coletivo, com véu, grinalda e quentão de lembrancinha!
Lurdes, sorrindo:
— Gostei da ideia… já pensou? Três noivos, três noivas e um só sermão! Ave-Maria!
Padre Tião, do alto da escadinha da capela:
— Tenham uma boa viagem, meus filhos… e espero um de vocês formado padre do meu lado aqui nessa humilde paróquia. Tô de batina pronta e coração aberto!
Todos os seminaristas responderam em coro:
— Pode deixá, Padre… vamo voltá com fé e batina nos eixos!
E com o motor barulhento e o cheiro de saudade no ar, o ônibus partiu em direção ao seminário. Simão, Vagner e Sebastião olhavam pela janela, com a certeza bonita de quem vai pra longe, mas carrega no peito o som da roça, o carinho da vizinhança e o chamado firme de servir a Deus.
Agradeço a todos que leram ,essa história. ]

