Epelepsia,A luz para cura ( para ler )

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Epelepsia,A luz para cura

Na São Paulo da década de 1930, entre ruas de paralelepípedo e bondes rangendo pelos trilhos, surge uma história,Edgar aos 18 anos,começa a enfrentar crises frequentes de epilepsia. A medicina tenta agir com exames e medicamentos, mas a verdadeira transformação acontece quando vó Katicha, uma mulher indígena de fé profunda, entra em cena. Com sabedoria ancestral e conexão espiritual com o Criador, ela revela que a cura não vem apenas da ciência, mas da luz divina que renova corpo e alma. Uma história emocionante sobre fé, medicina e o poder da esperança.

História criada e escrita por Edivaldo Lima.

Uma história de Minissérie

7 Capítulos

Gênero: drama,mistério,espiritualidade

personagem principais:"Edgar,Lola,Dr.Albuquequer,Flora mãe " personagens secundários:"Julia irmã,jonas irmão,Dorival farmacetico,pastor Abraão,Rodolfo amigo,Pajé Patcha, indígena Guathiara, indígena vó Katicha.   

[Capítulo 1: A crise

O sol de fim de tarde tingia de dourado os prédios antigos da cidade. O barulho dos bondes ecoava pelas ruas — trlim-trlim — misturado ao pregão dos vendedores de jornal.

Edgar caminhava apressado pela Rua Direita, o coração acelerado. Sentia o mundo girar, uma pressão na cabeça. De repente, um som abafado escapou de sua boca — ugh — e seus olhos se perderam no vazio.

Flora, sua mãe, correu até ele.

— Edgar! Meu filho, segura firme! — disse, tentando ampará-lo enquanto o corpo dele tremia.

Lola, que vinha logo atrás, gritou:

— Socorro! Chamem alguém, pelo amor de Deus!

O povo se aglomerou. Um senhor murmurou:

— Nunca presenciei nada parecido... — murmurou um dos homens, a voz embargada. Em seguida, levou a mão à testa e ao peito, fazendo o sinal da cruz com reverência, como se buscasse proteção contra o mistério que se desenrolava diante de seus olhos.

Nesse instante, surgiu Dr. Albuquequer, caminhando apressado pela rua, sua presença impondo respeito.

— Afastem-se! — ordenou com firmeza, a voz cortando o burburinho. — Ele precisa de ar, não de julgamento.

O médico ajoelhou-se ao lado de Edgar, examinando-o com atenção.

— Isso tem um nome, meus senhores... chama-se epilepsia. — disse com gravidade, olhando nos olhos da multidão. — Não é maldição, nem obra do mal. É uma condição que exige cuidado e compaixão.

Assim, o silêncio tomou conta, e alguns dos presentes, assustados, fizeram o sinal da cruz em busca de proteção.

Edgar caiu ao chão, o som de sua respiração irregular — haa... haa... — preenchia o silêncio tenso.

Flora chorava.

— Doutor, é a terceira vez esta semana... O que acontece com meu menino?

Dr. Albuquequer examinou Edgar com calma.

— É epilepsia, dona Flora. Mas não é castigo divino. É uma condição que precisa de cuidado.

Lola segurou a mão de Edgar.

— Ele vai ficar bem, doutor?

O médico respirou fundo.

— A ciência ainda busca respostas... mas há caminhos.

Nesse momento, Pastor Abraão apareceu, atraído pelo tumulto.

— A cura está na fé, minha irmã. Deus pode libertar o rapaz.

Flora olhou para o médico e depois para o pastor, dividida entre a razão e a crença.

Dorival, o farmacêutico, que observava de longe, comentou:

— Tenho uns remédios novos... podem ajudar. Mas são caros.

O povo murmurava, cada um com sua opinião. Edgar, ainda fraco, abriu os olhos e sussurrou:

— Mãe... eu vi uma luz...

Flora se arrepiou.

— Que luz, meu filho?

Edgar respondeu com voz trêmula:

— Uma luz que me chama...

O silêncio tomou conta da rua. O mistério começava a se revelar.

Capítulo 2: Sinais para a Cura

O amanhecer em São Paulo trazia o canto dos galos — cócórócóóó — misturado ao tilintar das carroças passando pela rua. Dentro da casa simples, Edgar repousava na cama, os olhos fixos no teto, onde luzes trêmulas pareciam dançar diante dele.

Jonas, seu irmão, segurava firme a mão de Edgar.

— Aguenta, mano. Eu tô aqui contigo.

Rodolfo, amigo do bairro, entrou sorridente, tentando aliviar o clima.

— Eiii, Edgar! Quantos dedos eu tenho aqui? — levantou a mão, escondendo um dedo atrás.

Edgar sorriu fraco.

— Quatro... e um escondido.

Rodolfo bateu palmas — plááá — e riu alto.

— Cabra da peste! Já tá bom demais. Soube até do dedo que escondi. Não pode cair não, homem! Você é o atacante do time Paineiros,sem tu o time fica desfalcado cabra!

Nesse instante, Julia, irmã de Edgar, apareceu com uma bandeja. O cheiro dos remédios misturado ao café fresco invadiu o quarto.

— Aqui, Edgar. Tome sem medo. O doutor disse que ajuda a controlar as crises.

Edgar olhou para os comprimidos, hesitante.

— Parece veneno...

Julia acariciou seu rosto.

— É esperança, meu irmão a cura do médicamento vem também com sua fé.

Flora, a mãe, entrou devagar, o olhar cansado mas cheio de ternura.

— Filho, confia. Deus e a ciência podem andar juntos.

Edgar pegou o copo d’água. O som do líquido — glu-glu — ecoou enquanto engolia o remédio.

Lola, que observava da porta, murmurou:

— Vi você sorrindo, Edgar. Isso já é sinal de cura.

Jonas apertou a mão do irmão.

— Vai dar certo. Você ainda vai correr no campo, marcar gol e ouvir a torcida gritar teu nome.

Edgar fechou os olhos, e novamente a luz trêmula surgiu diante dele. Mas dessa vez, não parecia ameaça. Era como um chamado suave.

Ele sussurrou:

— A luz... ela tá mais perto...

Flora se emocionou, lágrimas escorrendo.

— Que seja a luz da cura, meu filho.

O silêncio tomou conta do quarto, apenas quebrado pelo som distante dos sinos da igreja — dlim-dlom — anunciando o início de um novo dia.

Capítulo 3: Ervas, Rituais da Cura

O dia amanhecia bonito, o céu azul refletindo no rio que corria sereno. Edgar caminhava ao lado de Jonas, seu irmão, e de Rodolfo, o amigo sempre brincalhão. O som da água — chuá-chuá — embalava a conversa dos rapazes.

Rodolfo apontou para a margem.

— Hoje quero ver as índias nadar. Dizem que são lindas demais.

Edgar sorriu, ainda frágil mas animado.

— Dizem mesmo... tem uma tal de Guathiara Patcha, faz parte da tribo dos Patcha.

Jonas franziu o cenho.

— Mexer com mulher da tribo é pedir flechada, Rodolfo. Não se esqueça.

De repente, Edgar parou. Seus ouvidos captaram algo diferente.

— Escutem... vozes perto do rio.

Ele abriu a mata com as mãos — crac-crac — e avistou uma jovem banhando-se.

— Que linda... é ela.

Rodolfo se aproximou curioso.

— Deixa eu ver também!

Jonas empurrou o amigo.

— Agora é minha vez.

Mas antes que pudessem se aproximar mais, Edgar começou a tremer. Seu corpo se contorcia, os olhos viravam para cima.

— Aaahhh... — o som da crise ecoou pelo bosque.

Nesse instante, o Pajé Patcha, que passava pela estrada montado em seu cavalo, ouviu o barulho.

— Tloc-tloc-tloc — o som dos cascos ressoava forte.

O pajé pulou do cavalo com agilidade.

— Venham, rapazes! Me ajudem a levar ele para a tribo. Está tendo epilepsia!

Guathiara, a jovem da água, correu até eles.

— Levem ele para vovó. Ela sabe das ervas da cura vovô Patcha.

Jonas e Rodolfo seguraram Edgar pelos braços, enquanto o pajé apoiava sua cabeça. O som da respiração pesada — haa... haa... — misturava-se ao canto distante dos pássaros.

O grupo seguiu em direção à aldeia, o mistério da cura começando a se desenhar entre fé, tradição e esperança.

Capítulo 4: Medicina Espiritual

Assim que chegaram à tribo, o som dos tambores — tum-tum-tum — ecoava pelo espaço sagrado. A vó Katicha, anciã respeitada, aproximou-se com passos firmes. Seus olhos brilhavam de sabedoria.

Ela pegou ervas frescas, triturou com cuidado em um pilão — toc-toc-toc — e preparou um remédio medicinal. Enquanto misturava, começou sua oração espiritual indígena, balançando o chocalho — xiii-xiii-xiii.

Rodolfo, curioso e desconfiado, murmurou:

— Esses povos indígenas têm malandragens para os “paranauê”.

Jonas não conteve a risada.

— Hahaha! Aqui é coisa séria, homem. É cura por dentro e por fora.

Guathiara, trazendo mais plantas nas mãos, respondeu firme:

— Isso é verdade, seu moço. Não tem nada de “paranauê” não. — e sorriu com leveza.

De repente, uma luz intensa e radiante pairou sobre o corpo de Edgar, iluminando cada detalhe ao redor. Rodolfo ficou de boca aberta, sem conseguir conter o espanto.

— Olhem... a luz!

Jonas arregalou os olhos, a voz trêmula.

— É verdade... essa luz apareceu de repente!

Flora levou a mão ao peito, emocionada.

— Isto é algo surpreendente... parece um sinal divino.

Katicha, a anciã, aproximou-se lentamente, observando Edgar respirar com dificuldade. Sua voz suave ecoou como um cântico:

— Espírito limpo... alívio para a alma.

Ela repetiu, mais firme, como se fosse um decreto espiritual:

— Espírito limpo... alívio para a alma.

Então ergueu o chocalho e declarou com solenidade:

— Alma limpa, espírito tranquilo... esta pessoa receberá a luz divina do Criador para a cura.

O ambiente se encheu de reverência. Alguns presentes, tomados pelo mistério, fizeram o sinal da cruz em silêncio, buscando proteção diante do milagre que parecia se revelar.

O ambiente se encheu de uma energia diferente. O som do chocalho misturado ao vento — fuuuuh — parecia envolver Edgar em um manto invisível.

Flora, emocionada, segurava as mãos do filho.

— Que seja a cura, vó Katicha.

Edgar, ainda fraco, abriu os olhos e murmurou:

— Sinto... paz.

O silêncio tomou conta da tribo, apenas quebrado pelo canto dos pássaros — piu-piu-piu — como se também participassem do ritual.

Capítulo 5: O Milagre nos Exames

No outro dia, Edgar já estava em casa, preparado para enfrentar os exames médicos. O sol entrava pela janela — clinc-clinc — refletindo nos móveis simples da sala. Flora, sua mãe, ajeitava a roupa do filho com cuidado, como se cada detalhe fosse uma oração silenciosa.

— Vai dar tudo certo, meu menino — disse Flora, segurando firme a mão dele, o olhar cheio de ternura e esperança.

Julia, sua irmã, aproximou-se devagar, fitando Edgar com seriedade.

— Sinto que hoje você terá uma resposta — falou com voz calma, como se fosse uma premonição.

Edgar respirou fundo, sentindo o peso das palavras da mãe e da irmã. O silêncio da casa parecia guardar o momento, como se todos aguardassem algo maior prestes a acontecer.

Edgar respirou fundo.

— Ontem... eu senti aquela luz. Foi diferente, mãe. Não parecia dor, parecia esperança.

Jonas entrou apressado, trazendo o casaco.

— Bora, Edgar o carro já está te esperando. O doutor Albuquequer já deve estar esperando.

Rodolfo, sempre brincalhão, tentou aliviar o clima.

— Homem, se tu passar nesse exame, já boto teu nome na escala do Paineiros de novo!

Flora sorriu, mas seus olhos estavam marejados.

— Primeiro a saúde, depois o futebol.

Chegando ao consultório, o som dos passos ecoava no corredor — toc-toc-toc. A enfermeira Alice abriu a porta.

— Entrem, por favor. O doutor já está pronto.

Dr. Albuquequer os recebeu com seriedade.

— Edgar, hoje vamos fazer alguns exames. Quero entender melhor o que está acontecendo com você.

Edgar deitou na maca, o coração acelerado — tum-tum-tum. Flora segurava sua mão, como se fosse um fio de ligação entre o medo e a fé.

Enquanto os instrumentos eram preparados, Edgar fechou os olhos. A lembrança da luz da noite anterior voltou com força. Ele murmurou:

— Se for mesmo um milagre... que apareça de novo.

De repente, o aparelho começou a emitir sinais incomuns — bip-bip-bip — quebrando o silêncio da sala. Dr. Albuquequer franziu o cenho, aproximando-se dos gráficos com atenção.

— Estranho... — murmurou, ajustando os óculos. — Os resultados estão diferentes.

Ele observou o eletrograma com cuidado, passando as mãos sobre as anotações.

— É como se houvesse uma melhora inesperada... depois de vários dias e semanas de acompanhamento.

Flora levou a mão ao peito, emocionada.

— Doutor... isso significa que meu filho está melhorando?

Albuquequer respirou fundo, ainda surpreso.

— A ciência não costuma registrar mudanças tão rápidas. Mas os exames mostram algo real. É como se uma força invisível estivesse agindo sobre ele.

O som contínuo do aparelho — bip-bip-bip — parecia confirmar cada palavra, enchendo o ambiente de mistério e esperança.

Flora levou a mão à boca.

— Meu Deus... será a luz?

Jonas olhou para o médico.

— Doutor, isso é possível?

Albuquequer respirou fundo.

— A ciência explica muita coisa... mas há momentos em que precisamos admitir: algo além está acontecendo.

O silêncio tomou conta da sala. Edgar abriu os olhos e sorriu.

— Eu disse... a luz está comigo.

A porta do consultório se abriu de repente. Vó Katicha entrou com passos firmes, trazendo consigo uma aura de respeito e mistério. A secretária tentou impedi-la.

— Senhora, não pode entrar!

Dr. Albuquequer ergueu a mão, interrompendo.

— Deixe-a. Pode sair, secretária.

Katicha aproximou-se, o olhar profundo fixo em Edgar.

— Nada pode impedir aquilo que Deus, o Criador, deseja mostrar sobre a cura deste rapaz. Não vim roubar seu paciente, doutor. Apenas entrei para ter a prova de que os exames iriam confirmar o que já me foi revelado.

Edgar, ainda deitado, sorriu com leveza.

— Não preciso tomar mais medicamentos...

Katicha sorriu de volta, sua voz carregada de ternura e firmeza.

— Não, meu filho. Você está curado, não por mim, mas por Deus, o Criador.

Ela fechou os olhos por um instante, como se revivesse uma lembrança.

— Nos meus sonhos, tive uma visão. Vi o Criador entrando em teu quarto e te libertando desse mal.

Flora, emocionada, levou a mão ao rosto.

— Então é verdade... a luz que ele viu não foi ilusão.

Dr. Albuquequer, ainda surpreso, observava os exames sobre a mesa.

— A ciência mostra melhora... mas o que presenciamos aqui vai além do que posso explicar.

O ambiente ficou em silêncio, apenas o som do aparelho — bip-bip-bip — marcava o ritmo da revelação. Era como se todos ali soubessem que estavam diante de algo maior: o milagre da cura.

Capítulo 6 penúltimo: A Cura foi do Milagre

Logo pela manhã, Dorival, o farmacêutico, apareceu com um sorriso largo no rosto. Carregava uma caixa cheia de frascos e cartazes coloridos.

— Dona Flora, bom dia! Temos ótimas promoções: Gardenal, Depakene, Tegretol... até Risperidona. Tudo fresquinho, direto da farmácia!

Rodolfo surgiu com a bola debaixo do braço e respondeu em tom brincalhão:

— Ô farmacêutico, vamos precisar de remédio só pra não dar cãibra no campo. Esses aí, Edgar não precisa mais!

Dorival arregalou os olhos.

— Como assim? Ele precisa tomar os medicamentos pra se curar!

Julia entrou na sala, firme.

— Não, seu Dorival. Ele já foi curado. E não foi pelos seus remédios caros.

Jonas, descascando uma laranja, completou:

— É verdade. A cura dele só quem explica é Deus.

Dorival balançou a cabeça, incrédulo.

— Mas ontem mesmo ele estava caindo, desmaiando...

Lola apareceu sorridente.

— Hoje não mais.

Nesse instante, uma carroça se aproximou — crec-crec — trazendo Pastor Abraão e vó Katicha. A anciã desceu com calma e declarou:

— Hoje ele não precisa mais dos seus medicamentos, Dorival.

Edgar surgiu à porta, com o semblante leve e sereno.

— Obrigado, vó Katicha.

Ela sorriu e respondeu com firmeza:

— Não agradeça a mim, meu filho. Agradeça a Deus, o Criador.

Pastor Abraão ergueu as mãos.

— Vamos todos orar.

Todos se deram as mãos. O silêncio foi quebrado pela voz do pastor, carregada de fé:

— Obrigado, Deus Criador, pela cura de Edgar. Que o Senhor continue libertando-o das crises de epilepsia. Que abençoe a todos, dando saúde e curando os enfermos, aqueles que dependem da Tua luz.

A oração ecoou pelo ambiente, e em uníssono, todos responderam:

— Amém.

O momento foi marcado por lágrimas, sorrisos e a certeza de que um milagre havia acontecido.

Capítulo 7 final: O Testemunho de Vida

No campo de terra batida, bem ao lado da igreja, a comunidade inteira se reunia para assistir ao grande jogo: Paineiros contra Montes. O som das vozes ecoava — êêêê, vamos Paineiros! — misturado ao toque dos sinos da igreja — dlim-dlom.

Edgar, agora forte e confiante, vestia a camisa do time. Jonas ajeitava as chuteiras, enquanto Rodolfo girava a bola nos pés — tum-tum-tum.

O apito soou — fiuuu! — e o jogo começou. Edgar corria pelo campo com leveza, como se cada passo fosse uma prova viva de sua cura.

Jonas recebeu a bola, driblou dois adversários e gritou:

— Vai, Edgar!

Com um passe certeiro, entregou a bola ao irmão. Edgar dominou com habilidade, rodopiou, escapou da marcação e tocou para Rodolfo.

— Segura essa, cabra! — disse Rodolfo, devolvendo o passe com precisão.

Edgar avançou, o coração pulsando — tum-tum-tum — e, diante do goleiro, chutou com força.

— Pááá! — a bola balançou a rede.

A torcida explodiu em gritos e aplausos.

— Gooool! Edgar! Edgar!

Flora chorava de alegria, abraçada a Julia.

— Meu filho... agora é livre!

Pastor Abraão levantou as mãos ao céu.

— Eis o testemunho de vida! A cura foi confirmada não só nos exames, mas no campo, diante de todos.

Vó Katicha sorriu, os olhos brilhando.

— A luz divina mostrou que o espírito dele foi libertado.

Edgar ergueu os braços, emocionado.

— Obrigado, Deus Criador, por me dar a vitória e a vida.

Após final do jogo:

Todos se reuniram no centro do campo, de mãos dadas. O pastor conduziu uma última oração:

— Senhor, que este gol seja mais que um jogo. Que seja o testemunho da Tua cura, da Tua força e da Tua misericórdia. Que todos que creem recebam saúde e libertação.

E em uníssono, a comunidade respondeu:

— Amém!

O sol se pôs atrás da igreja, tingindo o campo com tons dourados e avermelhados, como se o próprio céu celebrasse a vitória. O gol não era apenas do Paineiros, mas de Edgar, que agora carregava em si o milagre e o testemunho de vida.

Edgar ergueu o olhar para o horizonte, os olhos marejados de emoção.

— Obrigado, Senhor, pelo milagre da cura. Sinto-me renovado a cada dia, como se minha alma tivesse sido lavada pela Tua luz.

A brisa suave percorreu o campo — fuuuuh — trazendo paz e silêncio. A comunidade, reunida ao redor, contemplava não apenas o jogador, mas o homem que havia vencido a dor e testemunhava a força da fé.

Visão da Vida

“A cura está em todos aqueles que têm fé. A medicina é uma ponte para a cura, mas a libertação só existe quando realmente você crê e permite ser curado por Deus o criador, por dentro e por fora. Alma limpa, espírito renovado: viver a paz do Criador é ser libertado de qualquer tipo de doença. Então, creia é não desista de sua fé.”

Agradeço a todos que acompanharam essa história.]




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