Rapidinhas Sitcom No-02 ( para ler )

Contos de Histórias
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Rapidinhas Sitcom No-02

Edivaldo Lima apresenta: Rapidinhas Sitcom Nº 02

Uma coletânea de esquetes curtas que misturam nostalgia e humor moderno. Com ritmo rápido e punchlines inesperadas, Edivaldo Lima traz de volta o espírito das sitcoms clássicas e também cria versões originais em estilo leve e nonsense.

Inspirado em sucessos como A Grande Família, Anos Incríveis, Kenan & Kel, Um Maluco no Pedaço, originais Família Drack, Os Sociais e agora com a irreverente República do Lamento.

Rapidinhas, sitcom criada e escrita por Edivaldo Lima.

Coletânea com 7.

Gênero: comédia, dramédia, humor pastelão.

Créditos:

A Grande Família (Oduvaldo Vianna Filho, Armando Costa, Max Nunes, Roberto Freire, Paulo Pontes), Anos Incríveis (Carol Black, Neal Marlens), Kenan & Kel (Kim Bass, Steve Holland, Kevin Kopelow & Heath Seifert, Dan Schneider), Um Maluco no Pedaço (Andy Borowitz, Susan Borowitz, produção Quincy Jones).

A Grande Família, Família Drack, Anos Incríveis, Kenan & Kel, Um Maluco no Pedaço, Os Sociais, República do Lamento.

[A Grande Família: Cadê o Pastel do Beiçola?

Augustinho acorda, abre a geladeira:

— Ôôô!... Bebel, cadê os pastéis do Beiçola?

Bebel aparece, penteando o cabelo:

— Ué, Tinho... mamãe, a Dona Nenê, havia guardado aí.

Augustinho se vira mostrando a jarra:

— Aqui só tem suco de laranja... mas o pastel sumiu!

Bebel olha para Augustinho:

— Sei lá, Augustinho... talvez o pastel resolveu voltar pro bar do Beiçola ou foi caminhando até a feira. Hahaha!

Seu Flor aparece com palito de dente, ar satisfeito:

— Foi andando nada, Bebel! O pastel foi parar dentro da minha barriga. Hehehe... delicioso! Pena que o Beiçola só vende na quinta.

Bebel olha para o avô:

— Não perdeu tempo, hein, Seu Floriano!

Seu Flor sorri:

— Perder nada! Era o último. Se eu não comesse, algum de vocês ia comer.

Augustinho, de braços cruzados:

— Assim fica difícil comer pastel no café da manhã nessa casa...

Família Drack: A Greve de Wandinha

Melissa sai do quarto e olha para a TV sem sinal:

— Nããããããoooo!... Não acredito, não pagaram a conta da Netflix!

Tio Trigo aparece comendo pão de soja com vagalumes açucarados:

— Pagaram sim, Melissa, minha sobrinha. A TV está sem sinal por causa do protesto da Wandinha.

Melissa lê a notícia:

— Wandinha, a pop star dos vampiros, fez protesto porque impediram ela de gravar comendo torrada açucarada.

Tio Trigo, olhando para a TV:

— Isso é o cúmulo da ignorância... parece que o diretor da série é vegano.

Raí, irmão de Melissa, entra na sala:

— Dizem que minha musa Wandinha, com quem ainda vou atuar e beijar um dia, está acampada em frente à Netflix com jovens vampiros rebeldes, todos comendo torrada açucarada.

Melissa se vira para o irmão:

— O dia que você atuar com a Wandinha, vai chover canivete... mas eu admiro seu talento teatral.

Raí senta na poltrona:

— Será que a Wandinha vence essa, pra poder voltar a gravar?

Melissa, rindo:

— Não sei... só não quero perder minha série Chica Vampiro!

Tio Trigo aponta para a TV:

— Olha, a Netflix voltou! Devem ter aceitado deixar a Wandinha comer suas torradas.

Melissa senta no sofá:

— Então viva a Wandinha! Vamos bagaçar a série!

Tio Trigo, rindo:

— Lasqueira... caiu o sinal de novo.

Melissa, cruzando os braços:

— Decidam logo isso, por favor... senão vou mudar pra Paramount TV!

Anos Incríveis: A Patente Entupida

Kevin sai do quarto segurando um cartucho de SNES:

— Mããããeeeee!... O Super Mario não sai do cartucho, pois ele é um bom desentupidor de cano!

Norma aparece sorrindo:

— Hahaha... Meu filho, o Super Mario Bros é apenas um personagem de videogame.

Kevin, comendo torrada:

— Mas meu amigo Josh falou que o Mario desentupiu a patente da casa dele!

Jack sai do banheiro:

— Querida, a patente entupiu outra vez. Hoje temos visita, chame o desentupidor.

Kevin vira para o pai:

— Relaxe, pai... logo o Super Mario Bros aparece!

Karen entra correndo:

— Estou apertada, com licença, preciso ir ao banheiro fazer xixi!

Jack se vira:

— Nãooo, minha querida, está interditado. O Super Mario ainda não apareceu, use a privada de fora.

Karen, brava:

— Haaaarrrr!... Detesto quando tem jacarés boiando na patente!

Horas depois, a patente desentope:

— Churrrrr... roooooo!

Wayne sai do banheiro:

— Tudo certo, pai! Aumenta minha mesada, pois nada que uma garrafa não resolva como desentupidor.

Jack, sorrindo:

— Hehehe... Obrigado, meu filho, por ser corajoso e se passar pelo Mario Bros.

Kevin, admirando o irmão:

— Que bom que temos um desentupidor na família!

Todos dão risada:

— Hahaha!

Kenan & Kel: A Garota do Patins

Kenan caminha pela rua e avista de longe uma bela garota:

— Caramba, que linda! Deve estar na oitava série... com certeza já está cheia de urubus musculosos em cima dela.

Kel aparece de bicicleta:

Tlim! Tlim!

__Quem você está olhando, Kenan? A filha do Maicon Jordan atravessando a rua? Cuidado, ele te faz de bola de basquete e marca cinco pontos na cesta!

Kenan se vira:

— Não, Kel! É aquela garota linda de patins... cadê ela? Sumiu!

Kel, sorrindo:

— Hehehe... será que ela não se escondeu ao ver você babando por ela igual cachorro de rua?

Kenan, decidido:

— Temos que encontrar ela, me acompanhe!

Kel sai pedalando com Kenan na garupa:

— Essa bicicleta está pesada, Kenan! Já fiz muito exercício hoje limpando o chão da cozinha.

Kenan salta da bicicleta e grita:

— Olha ela! Ei, garota, qual o seu nome? Prazer, me chamo Kenan!

Kel, pedalando na frente:

— Olá, eu me chamo Kel!

Maicon Jordan aparece:

— Eu me chamo Maicon Jordan. Vamos, minha filha, entre para casa.

Sara se vira, sorrindo e acenando:

— Olá, eu me chamo Sara Jordan.

Kenan, ofegante:

— Senhor Jordan, minhas intenções são as melhores!

Jordan, sério:

— O time de basquete Charlotte sempre teve boas intenções com o Chicago Bulls... nem por isso deixamos de ganhar. Com licença.

Kel, olhando para Kenan:

— Acho melhor a gente dar o fora, Kenan, senão o Maicon faz de nós bola de basquete e marca cinco pontos na cesta!

Kenan e Kel saem abraçados, caminhando:

— É melhor mesmo, Kel... mas um dia ainda caso com ela.

Um Maluco no Pedaço: A Garota do Will

Will olha para o primo Carlton:

— Ei, Carlton! Agora deu pra estudar revista de moda?

Carlton se vira:

— Só estou tentando ficar mais elegante, Will. Um bom traje, a mulher se amarra.

Will, comendo hot dog:

— Meu primo, isso é frescura, mano. A mina gosta de você pela atitude, não pelas etiquetas.

Uma loira passa e sorri:

— Olá, Will! Tudo bem? Sua prima Hilary fala muito bem de você.

Will, jogando charme:

— Claro, eu mandei ela falar bem pras garotas. Prazer, meu nome é Will. Qual o seu nome?

Clarita, sorrindo:

— Me chamo Clarita. Sou louca pra conhecer Filadélfia.

Carlton se levanta e se apresenta:

— Olá, eu sou Carlton. Não quer conhecer Paris?

Clarita, rindo:

— Não, engomadinho. Já basta ter que ser engomada em jantar de família rica.

Will chama o carro:

— Clarita, esse é nosso Uber. Hoje você vai aprender grafite, hip hop, jogar basquete... e quem sabe se apaixonar por um rapaz como eu da Filadélfia.

Clarita, sorrindo para Will:

— Então vamos. Quem sabe, a partir de hoje, eu seja sua namorada.

O carro parte.

Carlton, segurando a revista:

— O que o primo Will tem que eu não tenho?

Um morador da rua passa e responde:

— Atitude, engomadinho. Ele tem atitude.

Os Sociais: Eu sou VIP.

Alfredo, olhando ao redor:

— Edgar, querido, tem certeza de que essa fila é VIP?

Edgar, comendo coxinha:

— Sei não, Alfre. Só sei que a coxinha tá boa… e o pandeiro da mulata melhor ainda.

Mulata se vira:

— Está olhando para o meu pandeiro?

Edgar, sorrindo:

— Estou olhando pra Monalisa… com admiração.

Alfredo se aproxima, tentando ser elegante:

— Que beleza de mulher! Você não pensa em ser modelo? Qual seu nome?

Mulata, sorrindo:

— Me chamo Magali. Sonhar eu sonho, mas me contento em ser passista da escola de samba.

Edgar, rindo:

—Prazer, me chamo Edgar Solteira ou casada, Magali?

Magali dá uma sambada:

— Solteira pra quem é solteiro… casada pra quem é casado.

Alfredo, olhando a fila andar:

— Olha, a fila começou a andar. Vamos entrar!

Edgar, piscando para Magali:

— E a mulata começou a sambar… Assim eu posso me apaixonar.

Magali puxa Edgar pela gravata:

— Vamos! Quem sabe hoje você, Edgar, se apaixona, eu me apaixono.

Alfredo, perdido na fila:

— Edgar, Magali… esperem por mim!

Seguranças barram Alfredo:

— Senhor, aqui não pode entrar comendo coxinha.

Alfredo, indignado:

— Pois fiquem com as coxinhas… porque eu sou VIP, com licença!

República do Lamento: O Cântico da Paz.

Saryo-li sentada na cadeira de balanço, balançava.

— Pôooo!... Autor Edivaldo Lima não pode falar palavrão nas rapidinhas da Sitcom Cacarajo, pena que aqui eu lamento.

Kyon-li aparece lendo um livro de meditação.

— Que silêncio... esse lugar, Saryo-li, nem parece nossa república.

Saryo-li olha para Kyon-li.

— Não mesmo, aqui eu lamento. Daqui a pouco estou como irmã Bernadeti, do convento Misericórdia.

Biata Paula aparece.

— Estão se sentindo bem acolhidos nessa república?

Kyon-li se vira e sorri, hehehe.

— Não vejo mais revista Playboy, muito menos Sexy. Só livro de mentoria, visão da vida, Bíblia... daqui a pouco vou virar visionário, para uma vida melhor.

Myuke-Sate aparece espreguiçando.

— Nossa, meu corpo está tão leve... se der um vento eu saio voando.

Biata Paula se vira.

— Coloca a camisa, rapaz, não se pode exibir músculo.

Kyon-li sorri, hehehe.

— Agora que viramos verdadeiros celibatários.

Saryo-li aponta com o dedo.

— Quem é aquele, Biata Paula, ajoelhado em momento de oração?

Biata Paula se vira: é o irmão Germano, ex-bebedor de alambique.

Saryo-li sorri, hehehe.

— Parece que agora ele é devoto de São Francisco.

Myuke-Sate senta no sofá.

— Aqui nessa república, se deixar, eu durmo o dia inteiro, Biata Paula.

Biata Paula, fazendo café.

— Seu corpo estava pesado com energia negativa do mundo, meu filho.

Saryo-li entra lendo um livro.

— Energia pesada do pecado, isso sim.

Jonuel aparece.

— “Tem uma visão da vida que diz, meus irmãos queridos: lamentar as vidas dos ricos que têm tudo, mas muitas vezes não têm nada. Não têm amor nem respeito pela própria família e pelas pessoas que vivem no mundo.”

Kyon-li olha para Jonuel.

— Em qual página está essa reflexão, Jonuel?

Jonuel abre o livro na página 314.

Saryo-li tentando achar.

— Tem muita página nesse livro... até chegar nesse número já deu meia-noite. Vou perder o cântico da paz, cacarajo!

Agradeço a todos que acompanharam as rapidinhas Sitcom.]






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