Dorivaldo e Elas
Dorivaldo, um bom vivão mulherengo, viaja de cidade em cidade em busca de aventuras e encontros inesperados. Cada mulher que cruza seu caminho vira parte da sua história, mas sem compromisso duradouro: ele entra no amor, nunca se apaixona de vez, e sempre sai para conhecer outra disposta a se envolver.
Esse conto em clima de sitcom romântico mostra Dorivaldo vivendo de relações passageiras, improvisando com humor e charme, transformando cada café, cada trombada e cada conversa em uma nova cena de conquista pastelão.
Observação: Está história de Contos Curtos é uma história recomendada para maiores de 16 anos.
Contém linguagem sugestiva, humor irreverente e situações voltadas ao público juvenil-adulto.
História criada escrita por Edivaldo Lima.
Contos Curtos
Dorivaldo em encontros e trombada.
Gênero: comédia besteirol, comédia romântica
personagens dessa história: Dorivaldo,Camila,Claudineia, delegado neneu,Dora.
[Curitiba 7h00 da manhã
Dorivaldo folheava a revista Musas do Paraná.
Olhava a beleza das Musas.
— Que belezura de mulher, uma mais linda que a outra!
Tlim... Tlim...
Camila ligava para Dorivaldo.
Dorivaldo atende o celular:
— Alô, quem fala?
Camila, na outra linha:
— Não está reconhecendo minha voz, Dorivaldo?
Dorivaldo sorri:
— É que acordei agora, estou meio sonolento.
Camila responde:
— Hanram!... Sei... Não tem outra do seu lado não, né? Quando você vai vir para Santa Catarina?
Dorivaldo, lembrando que tinha de encontrar com Cleide:
— Assim que eu conseguir passagem de volta.
Camila:
— Você está onde?
Dorivaldo dá uma tocidinha:
— Cof... Cof... Estou em Santos, São Paulo.
Camila (brava, mas sorrindo):
— Aff… hahaha! Deve estar na praia uma hora dessas, né? Flertando com alguma santista.
Dorivaldo (sorri, hehehe):
— Que nada, a praia está vazia. Fui contemplado apenas pela natureza. kkkkk
Camila (direta):
— Você não quer compromisso sério mesmo, né, Dorivaldo? Apenas uma transa no colchão.
Dorivaldo (comendo maçã, responde com calma):
— Já deixamos claro: nós nos envolvemos quando estamos perto, porque a saudade bate.
— Nossa transa faz parte da história… e do colchão Castor.
Camila (se despede, rindo):
— Tchau, se cuida, seu safado romântico.
Dorivaldo (se despede, sorrindo):
— Tchau, Camila. Tudo de bom, fica com Deus. Vou voltar moreninho… só pra matar a saudade.
Som de fundo:
Tum!... Tum!...
Dorivaldo puxa a cortina, abre a janela da sala do apê onde estava hospedado.
Vê Claudineia fazendo topless.
Dorivaldo comenta, sorrindo:
— Eita, que calor, hein! Precisa de alguém aí pra passar um bronzeador.
Claudineia sorri:
— Seria uma gentileza... Qual o seu nome?
Dorivaldo responde:
— Prazer, me chamo Dorivaldo. E você, como se chama? O campo é minado ou não?
Claudineia sorri novamente:
— Me chamo Claudineia. Campo minado que nada, Dorivaldo...
O campo está livre. Sou solteirinha e preciso de um cafuné uma ajudinha aqui.
Dorivaldo sorri:
— Aceita tomar um café comigo nessa manhã?
Claudineia brinca:
— Topo... vem aqui a gente assisti uma Netflix, juntos.
Dorivaldo coloca mão no queixo:
— Topo também. Eu levo o café da manhã.
Claudineia sorri e pergunta:
— Dorivaldo, você não é casado não, né?
Dorivaldo responde com humor:
— Sou casado com a vida.
Já, já estou aí. Qual o número para eu poder falar na portaria?
Claudineia:
— 42. Eu irei atender.
Dorivaldo se despede:
— Até daqui a pouco, pois estarei aí para te bronzear.
Claudineia manda um beijo.
Dorivaldo pensa:
— Essa mulher vai subir pelas paredes hoje...
Horas depois:
Sr. Henrique, o porteiro, atende Dorivaldo:
— Pois não, senhor?
Dorivaldo:
— Apê 42, por favor. A convite de Claudineia.
Ao subir, Dorivaldo aperta a campainha:
Dim... Dom...
Claudineia abre a porta:
— Bom dia, Dorivaldo. Entre.
Dorivaldo dá uma olhada, como quem observa uma manequim na vitrine da loja.
— Esse café da manhã é especialmente para você. São de silicone ou de verdade?
Claudineia sorri:
— Haaaa... De verdade, tudo natural. Pode colocar a mão.
Dorivaldo pega com as duas mãos e comenta, sorrindo:
— É muito bom, não tem nada de borracha. Uma espanhola maravilhosa... Serve bem, Claudineia o Dorivaldo.
Claudineia sorri:
— Haaaaa... Você é muito engraçado, Dorivaldo. O que faz perdido em Curitiba?
Dorivaldo, sentado no sofá:
— Tentando encontrar uma perseguida perdida.
Claudineia sorri:
— Tipo aquelas capôs de fusca?
Dorivaldo sorri e pisca:
— Do jeito que for apresentada... Haaaaa!
Claudineia dá uma agachada de minissaia.
Dorivaldo comenta, sorrindo:
— Agora acabei de ver o viaduto Pinhais de Curitiba, com essa sua abaixada.
Claudineia sorri:
— Gostou do que você viu?
Dorivaldo coça o queixo:
— Gostei... Viaduto do pecado.
Dorivaldo pensando:
— Você está solteira por opção... porque não encontrou um homem que desse conta de te fazer subir pelas paredes na hora de fazer amor.
Claudineia, virando-se enquanto prepara o café:
— Então, Dorivaldo... muitos que conheci e me relacionei, o caminhãozinho não aguentou sequer fazer a segunda viagem.
Dorivaldo olha e já imagina loucuras com Claudineia.
— Entendo... muitos broxaram no caminho, devem beber muito chá, cerveja ou pinga do velho barreiro.
Claudineia olha para Dorivaldo, levando a xícara de café:
— Você bebe, Dorivaldo?
Dorivaldo coloca a mão no rosto dela com carinho:
— Não, Claudineia... eu só beijo. Como esse beijo.
Claudineia, surpresa:
— Nossa, Dorivaldo... que beijo surpresa. Gostei!
Dorivaldo sorri:
— Se quiser, podemos continuar.
Claudineia sorri:
— Claro que sim!
Dorivaldo, com a mão na coxa dela:
— A mão boba... só pra não perder o costume.
Claudineia sorri:
— Haaaaa... Esse é meu contato, anota aí.
Dorivaldo responde:
— Vou anotar, e te visitar mais vezes. Agora deixa eu te fazer feliz pela manhã.
Claudineia olha e sorri:
— Só se for agora... o café nos espera.
Naquele momento, Dorivaldo e Claudineia estavam no melhor dos amassos e carícias.
Dim!... Dom!..
Claudineia se levanta do colo de Dorivaldo:
— Deve ser meu pai, Dori.
Dorivaldo se ajeita no sofá e pega um lixador de unha:
— Seu pai é delegado, Claudineia?
Claudineia sorri:
— É sim, Dorivaldo.
Sr. Neneu entra:
— Oi, minha filha. Quem é esse seu novo namorado?
Dorivaldo cumprimenta:
— Prazer, senhor. Sou Dori, manicure e massagista. Acabei de fazer os pés da sua filha. Estou de saída. Tchau, Claudineia.
Sr. Neneu observa, meio desconfiado:
— Prazer, me chamo Neneu. Sou delegado.
Dorivaldo sorri:
— Nossa, que legal. Parabéns pelo trabalho.
Claudineia sorri, colocando a mão na boca:
— Tchau, Dori. Gostei do seu trabalho.
Dorivaldo sorri:
— Faltou o acabamento da massagem no colchão... mas fica pra próxima.
Claudineia sorri, falando:
— Dori, vou querer sua massagem ainda mais. Gostei da surpresa que recebi.
Dorivaldo caminhando até o elevador:
— Claudineia, você é linda... mas filha de delegado dá problema. Haaaaa... sorte minha que ele não me pegou no quarto com você fazendo amor.
Algumas horas depois:
Ao sair caminhando, Dora — uma mulata bonita — tromba com Dorivaldo.
Dorivaldo:
— Olá, machucou, moça? Qual o seu nome? Deixa eu te ajudar a se levantar.
Dora sorri:
— Oi, me chamo Dora. Obrigada pela gentileza. E você?
Dorivaldo penteia o cabelo com o pente:
— Prazer em conhecê-la... trombando um no outro, será que é destino? Me chamo Dorivaldo. Você, Dora... esse “D” significa algo.
Dora sorri:
— Haaaaa... será, Dorivaldo?
Dorivaldo olha a beleza de Dora:
— Aceita tomar um café? Assim te conheço melhor. Nós dois comendo pão de queijo, tomando café... a cafeteria já entra em clima de amor.
Dora coloca a mão na cintura:
— Será que eu devo aceitar? Vai que você é um sequestrador...
Dorivaldo aproxima-se, passa a mão de leve no cabelo dela:
— A palavra “sequestrador” jamais anda junto com amor e respeito. Pode confiar.
Dorivaldo pega nas mãos dela, fazendo massagem:
Dora observa e comenta:
— Nossa, que massagem, hein, Dorival...
Dorivaldo sorri:
— Essa massagem é de cortesia. O convite vem junto. Só falta você como companhia.
Dora mexe no cabelo:
— Está bem, eu aceito. Vamos naquela confeitaria ali.
Dorivaldo sorri:
— Pode ser, Dora. Tudo começa com uma boa conversa e um bom café.
Dora sorri:
— Haaaaa... e depois termina na cama.
Dorivaldo caminhando com Dora, pensa e fala:
— Vamos descobrir... vai que a química está do nosso lado.
Os dois sorriem e seguem juntos até a cafeteria.
Haaaaaaa!...

