Chris A paixão,Cindy Lauper
Chris sonha acordado com Cindy Lauper e vive situações hilárias entre fantasia e realidade. Ao lado dos irmãos Dru e Tonha e do amigo Greg, ele descobre que não vai conquistar a diva, mas ganha algo ainda melhor: um autógrafo, boas risadas e um dia inesquecível no parque da cidade.
História criada escrita por Edivaldo Lima.
Contos Curtos
Gênero: comédia juvenil,fanmédia
personagem principais: Chris personagens secundários: Rochelle mãe,Julios pai,Dru,Tonha irmãos,Greg amigo,Doc Hills,cantora Cindy Lauper.
[Bed-Stuy, Brooklyn – Segunda-feira, 6 de janeiro de 1981
Amanhecia no bairro de Bed-Stuy, no Brooklyn, Nova York. Já eram 7h00 da manhã.
Os meliantes da noite voltavam para casa para dormir, os trombadinhas já rondavam os estacionamentos, e os pais de família corriam cedo para o trabalho, atentos a cada esquina para não serem assaltados por gangues que queriam dinheiro para gastar no McDonald’s.
Naquela manhã de segunda-feira, Rochelle já estava a milhão na cozinha:
Preparava o lanche da Tonha, com um Toddy em promoção na lancheira.
Montava os sanduíches de Chris e Dru para o colégio.
Enquanto isso, Dru estava animado na banheira, brincando com seus bonecos.
Tonha gritou do corredor:
— Vamos, Dru! Sai logo, tenho que escovar meus dentes, não quero ter cárie!
Dru respondeu sorrindo:
— Já vou, Tonha. Estou fazendo a barba e passando loção no corpo.
Tonha riu:
— Nem pelo você tem ainda... e já demora desse jeito!
No quarto, Chris sonhava acordado e murmurava:
— Aceita dar um rolê comigo, Cindy Lauper? Posso te levar ao cinema e depois jogar fliperama...
Nesse momento, Julius apareceu na porta do quarto, observando:
— Meu filho está crescendo... mais do que eu imaginava.
Sonho com Cindy Lauper
— Olá, garotão... você está muito bonito com esse bigode “três F”.
Chris sorriu:
— Como assim, Cindy? Três F? Não entendi.
Cindy Lauper olhou para ele e respondeu com ironia:
— Feio, fraco e falhado... mas ainda assim tem seu charme, digno de um Dom Juan de Bed-Stuy, no Brooklyn.
Ela segurou o queixo de Chris e disse:
— Posso te dar algo que você vai gostar.
Chris, viajando romanticamente na maionese, murmurou:
— Mas ainda sou virgem...
Cindy colocou a mão na boca, surpresa:
— Haaaaa!...
Em seguida, deu um beijo no rosto dele e disse:
— Olha, garotão, você vai ficar com a minha marca de batom.
Chris, apaixonado e emocionado, respondeu:
— É verdade... vou guardar para sempre. O que você iria me dar, Cindy Lauper?
Cindy pegou um pacote de balas e mostrou:
— As balas de Coca-Cola que eu ganhei no mercadinho do Doc Harris.
De repente, uma voz ecoou:
— Chrisss!... Chrisssss! Acorda, garoto!
Chris resmungou:
— Pô, mãe... bem agora que estava no melhor sonho...
Rochelle respondeu firme:
— Sonhar é bom, Chris, mas estudar é o que te faz um homem de sucesso. Não vai virar um burro de carga!
Chris levantou animado, dançando e cantando a música de Cindy Lauper:
(Oh, girls just wanna have fun!...)
Rochelle se virou e retrucou:
— Só não vai virar cantor de chuveiro, garoto! A energia está cada vez mais cara... foca na conta d’água!
No Café da Manhã
Tonha olha para Chris e comenta:
— Nossa, Chris... até agora com essa cara de adolescente apaixonado!
Dru sorri e provoca:
— Quem é a garota, Chris? Eu conheço? Cuidado, paixão faz o homem sofrer.
Julius, comendo pão, retruca:
— É... faz o homem se lascar depois do casamento.
Tonha ri e pergunta:
— Mas por que, papai? O senhor sempre está sorrindo.
Rochelle se vira, encarando Julius:
— Se falar algo errado, à noite não tem amor debaixo do edredom.
Julius sorri e responde com calma:
— Por causa de muito trabalho... minha família é meu porto seguro, minha mulher é minha vida.
Rochelle, emocionada, diz:
— Nossa, que bonito isso, Julius. Quer mais pão na chapa?
Julius se levanta, dá um beijo em cada um e fala:
— Não, amor. Vou trabalhar.
Rochelle sorri e conclui:
— Te espero às seis em ponto.
Caminho do Colégio – A Surpresa de Chris
Chris, Dru, Tonha e seu amigo Greg caminhavam juntos para o colégio. Desde o café da manhã, Chris estava estranho.
Greg observou e comentou:
— Chris não está normal... não para de dançar e cantar músicas da Cindy Lauper.
Dru olhou para o irmão e beliscou:
— Acorda, Chris! A discoteca já fechou. Será que você está sonhando acordado?
Tonha, atenta ao sinal de trânsito, gritou:
— Olha o carro, Chris!
Biiii!... Biiii!... Uma limousine parou perto de Chris, mas não chegou a bater. Ele se virou e caiu no chão.
De dentro da limousine saiu ninguém menos que a popstar do momento: Cindy Lauper.
— Ei, garoto, tudo bem? Como é seu nome? — perguntou ela, dando um beijo no rosto de Chris, que despertou assustado.
— Me chamo Chris... Cindy Lauper, é você! Minha diva de paixone! — disse ele, nervoso e atrapalhado.
Cindy sorriu e respondeu com ironia:
— Tenho idade para ser sua mãe, garoto.
Ela ajudou Chris a se levantar.
— Já que você não pode ser minha namorada, pelo menos me dá um autógrafo? — pediu Chris.
Cindy riu junto com todos:
— Claro! Aqui está o autógrafo. Melhor ainda: vou levar você e seus amigos para o colégio, já está quase na hora do sinal tocar.
Dru sorriu:
— Caraca... até a Cindy Lauper não deixa a gente faltar aula!
Tonha comentou:
— Acho que agora o Chris não vai querer namorar ela.
Greg riu:
— Verdade! Jamais imaginava que o Chris estava apaixonado pela Cindy Lauper.
Chris se virou bravo:
— Cala essa boca, Greg! Não estava... era só um sonho!
Cindy abaixou o vidro da limousine e disse:
— Ei, garotada! Depois da aula vou pedir permissão aos seus pais para levar vocês ao parque.
Chris sorriu e concluiu:
— Ela não é minha namorada, mas é uma diva nota dez!
Todos caíram na risada. Naquele dia, Chris descobriu que seu sonho estava revelando algo especial: não seria para namorar Cindy Lauper, mas pelo menos para ganhar um autógrafo e viver um dia de lazer com seus irmãos Dru e Tonha, e seu melhor amigo Greg.

