República dos Transa
Na noite em que Myuke-Sate decide receber suas quatro pretendentes — Clara, Patrícia, Abigail e Susy — tudo parece preparado para um encontro sofisticado. Dona Ermélia capricha no jantar, Saryo-li observa com ironia e Kion-li tenta manter a pose elegante. Mas as aparências enganam: as modelos chegam de Kombi, preferem simplicidade e logo revelam que querem apenas se divertir. Entre pratos refinados servidos até para moradores de rua, piadas sobre o “Guru Chambo” e portas fechadas com placas de “ocupado”, a República dos Transa mergulha em caos cômico.
História criada e escrita por Edivaldo Lima.
Observação: Este Dorama é uma história recomendada para maiores de 16 anos.
Contém linguagem sugestiva, humor irreverente e situações voltadas ao público juvenil-adulto.
As pretendentes Transadas
Uma história de Dorama.
Temporada 4
Gênero: comédia besteirol,comédia romântica
personagens principais: Myuke-Sate,Saryo-li,Kion-li,Dona Ermélia personagens secundários: Claúdio, Wilde cavalheiro Gótico,Mordomo Maradom,modelos:Clara,Patrícia,Abigail,Susy,Guru Chambo,coveiro Zé Luís,caveira Elvis ,moradores de rua.
[Capítulo 1: Pensamentos Transados
Era meia-noite.
Saryo-li estava sentada no sofá, em seus pensamentos, assistindo à Netflix — o filme Através da Minha Janela — enquanto pintava as unhas com cores góticas.
— Hoje não tenho como ir ao cemitério encontrar aquele que nunca aparece, o Cavalheiro Gótico… — murmurou.
Ela olhou para o filme e resmungou:
— Chega de enrolação, beija logo essa moça! Está claro que você quer uma transada com ela.
Saryo-li virou-se para a câmera imaginária:
— Ei, autor Edivaldo Lima, desse dorama… revela logo o Cavalheiro Gótico! Já estou cansada de passar a noite bêbada no cemitério, tomando vinho no bom estilo gótico. Me surpreenda, viu?
Nesse instante, Kion-li apareceu:
— Calma, Saryo-li. Logo você vai encontrar seu Cavalheiro Gótico.
Ela sorriu:
— Espero que sim… Caramba, esse filme está mais meloso que minha tanguinha.
Kion-li olhou para a tela e comentou:
— Esse cara é lerdo, parece eu na oitava série. Se não fosse o Myuke-Sate, eu nunca teria virado um cara transado com as mulheres, lambendo várias perseguidas.
Saryo-li se virou para ele:
— Quando eu te conheci, você era um virjão nerd que sentava no último banco da sala. Depois que deu a primeira transada no bordel “A Fila Anda”, ficou todo transado.
Kion-li sorriu:
— Foi o Myuke-Sate que me levou para o mundo das transas. Lá tinha cada mulherão…
Saryo-li lixava as unhas e provocou:
— E vocês deixavam dinheiro lá todos os meses, não é?
De repente, o celular de Kion-li vibrou.
— Opa, chegou uma mensagem de uma mulher dizendo… “Olá, tudo bem? Sou Dora, uma transa e nada mais.”
Saryo-li se virou:
— Essa aí vende o corpo fácil. Cuidado, Kion-li, seu bilal pode cair nessa transa.
Kion-li olhou para baixo e respondeu:
— Cair não, companheiro.
Saryo-li suspirou:
— Caramba, o Myuke-Sate ainda não chegou.
Kion-li sorriu:
— Deve estar preso no trânsito.
Ela riu:
— He… he… he… ou na transa, vai saber.
Logo Myuke-Sate entrou pela porta:
— Boa noite, seus transados!
Saryo-li respondeu:
— Ainda não sou transada, sou uma gótica virgem, meu irmão.
Myuke-Sate pegou um copo d’água e disse:
— Está no caminho certo, minha irmã. A transa acontece na hora certa, com quem você ama.
Saryo-li sorriu:
— Isso é que está difícil… quem eu amo nunca aparece. Como foi seu trabalho de modelo hoje?
Comendo pão, Myuke-Sate respondeu:
— Ganhei sungas novas da agência. Vou tirar fotos. Meu contato está cheio de modelos pretendentes. E você, minha irmã, com esse olhar feminino… vai me dizer qual pode ser minha namorada fixa de transa?
— Vá firme nesse encontro, meu irmão — disse Saryo-li.
Kion-li completou:
— As que você não gostar, passa para mim o número do contato.
Saryo-li riu:
— Quero conhecer uma por uma. Que você seja feliz, mas que ela não seja chata.
Capítulo 2: A Carta Misteriosa
Saryo-li lavava a louça, já era uma e meia da manhã.
Myuke-Sate dormia no sofá, apenas de sunga.
Kion-li também estava apagado.
De repente: Toc!... Toc!...
Saryo-li se virou. Mais uma vez: Toc!... Toc!...
— Esse que está batendo na porta não aprendeu que existe campainha? Estamos em 2025, não nos anos 90! “Dim!... Dom!...” faz toda diferença. Vou abrir… não vai que é um tarado transado querendo uma perseguida.
Ao abrir, ela olhou para o chão e se deparou com uma carta misteriosa.
Achou curioso: em pleno 2025, receber uma carta parecia algo romântico… ou talvez fosse alguém que não sabia mexer no celular.
Ela se virou e viu Myuke-Sate roncando.
A carta no chão chamava atenção: não era boleto, nem conta de água, nem de luz.
— Caramba, Myuke-Sate precisa malhar… esse corpo está parecendo um frango. Vou ler essa carta. Quem será que escreveu?
Saryo-li abriu e leu:
“Querida Saryo-li, estou louco para te encontrar. Enfim você vai me conhecer de perto. Talvez, se nós nos gostarmos, começar um namoro com uma boa transa. O que sinto por você é amor. Sei que não apareci antes porque o pneu da minha motocicleta furou. Nos seus pensamentos tenho um cavalo, mas na realidade tenho uma Suzuki. Amanhã vou aparecer na sua casa.
Um abraço, do Cavalheiro Gótico,
Claudio.”
Saryo-li pensou:
— Eu jurava que ele tinha bicicleta… já ganhou ponto. Mas estou achando que essa Suzuki dele é uma CG bolinha da Honda. Nossa, será que ele não tem celular ou é moda antiga? Espero que não me traga flor do cemitério… gosto mesmo é de rosas.
Capítulo 3: O Cavalheiro não é como eu imaginava
Amanhecia na República dos Transa.
Às 7h30, Saryo-li acordou e escutou uma mensagem no celular:
“Hoje vamos nos ver, não se esqueça.
O Cavalheiro Gótico 2.”
Saryo-li arrumou o cabelo e resmungou:
— Agora o Cláudio se intitula “Cavalheiro Gótico 2”? Que palhaçada… não assisti nem o primeiro, imagina o segundo.
Na mansão de Cláudio — 7h40
Cláudio se trocava e se perfumava.
— É hoje que tiro Saryo-li das mãos do garanhão Cavalheiro Gótico. Ele deve estar pior que um Pitbull Gótico bravo.
Ele pensava alto:
— Hackeei a conta dele no Instagram, Facebook e Tinder. Esse cavalheiro só quer transar, não namorar sério. Vou mostrar a Saryo-li o verdadeiro namoro à moda antiga… o famoso Tinder em nome do Amor.
Cláudio refletiu:
— Mas não posso dizer que sou rico. Quero ver se ela vai gostar de mim pela pessoa que sou, não pela mansão ou pela empresa de curtas-metragens.
O mordomo Maradom apareceu com um terno:
— Senhor Cláudio, coloque este terno para conhecer a mulher gótica Saryo-li. Já imaginou essa mulher sendo atriz do curta O Cavalheiro Gótico?
Cláudio se virou:
— Boa ideia, Maradom. Mas primeiro tenho que mostrar a Saryo-li que não tenho posses, conquistar o amor dela e livrá-la das mãos do gigolô Wilde, que só transa com mulheres fingindo ser cavalheiro através de poemas.
Maradom pensou:
— Sim, importante, antes que ela seja uma vítima transada e acabe grávida.
Cláudio colocou a mão no queixo:
— Assim que ela estiver apaixonada por mim, aí vou revelar minha fortuna. Afinal, Wilde usou o nome Cavalheiro Gótico para enganar.
Maradom olhou para a bicicleta Munareta:
— Essa é das antigas, Cláudio. Vai de bicicleta até a casa da Saryo-li?
Cláudio sorriu:
— Se ela realmente gostar de mim, Maradom, vai ser pela minha pessoa, não pelos bens materiais. Estou indo… levando rosas.
No cemitério — 9h20 da manhã
O coveiro Zé Luís varria o túmulo. O Cavalheiro Gótico Wilde apareceu, mas não viu Saryo-li.
Zé Luís se virou e riu:
— He!... he!... he!...
Wilde, preocupado:
— Ei, Zé Luís, você sabe de Saryo-li? Desde ontem ela não responde minhas mensagens.
Zé Luís respondeu:
— Cavalheiro Gótico, acho que ela se cansou de esperar você todas as noites. Talvez já tenha sido transada.
Wilde olhou sério:
— Isso não pode acontecer. Ela é diferente… estava até pensando em deixar de ser gigolô transado.
A Caveira Elvis sorriu:
— He!... he!... he!... Wilde, aprenda uma coisa: mulher como Saryo-li não gosta de ficar esperando. Ela é romântica exagerada, à moda antiga. Uma hora dessas já deve estar namorando… e transando, Cavalheiro Gótico.
Wilde subiu na sua Suzuki:
— Vou procurar Saryo-li. Vai que ela mudou de cemitério.
Zé Luís, varrendo o túmulo, comentou:
— Até onde esse cara vai com esse personagem de Cavalheiro Gótico enganando mulheres?
A Caveira Elvis completou:
— Até quando um corno for correr atrás dele com facão?
Os dois caíram na risada.
Na República dos Transa
Saryo-li fazia faxina pela casa, parecia que fazia um ano que não limpava nada. De repente:
Dim!... Dom!...
Ela olhou para a porta:
— Será que é o Cláudio, o Cavalheiro Gótico 2? Deixa eu passar um perfume na perseguida, no sovaco, pentear o cabelo… nossa, como eu estava uma gótica feia. Agora vem Cláudio e eu estou sexy.
Saryo-li abriu a porta, sorriu e pensou:
— Nossa… de bicicleta Munareta!
— Olá, você é o Cláudio? Cadê a capa do Cavalheiro Gótico?
Cláudio sorriu:
— Ficou lá em casa. Essas rosas são para você.
Saryo-li desconfiada:
— Pegou de algum cemitério?
Cláudio respondeu:
— Não, Saryo-li. Da floricultura.
Saryo-li sorriu:
— Obrigada, Cláudio. Tem transado muito?
Cláudio sorriu:
— Que nada, sou virgem.
Saryo-li, tímida:
— Então somos dois. Iremos aprender juntos como fazer uma boa transa.
Cláudio, apaixonado:
— Com certeza, Saryo-li. Vamos com calma.
— Entra… mais calma que já estou — disse ela sorrindo.
Cláudio sentou no sofá enquanto Saryo-li preparava uma limonada.
— Cláudio, qual sua proposta para um namoro sério?
— Um namoro à moda antiga: pegar na mão… transa só depois do casamento.
Saryo-li se virou:
— Caramba, homem assim é raro. Será que ganhei na Tele Sena do amor?
Cláudio sorriu:
— A transa está banal hoje em dia, Saryo-li.
Ela cruzou as pernas:
— Concordo. Beijinho pode, Cláudio.
Cláudio pegou na mão dela:
— Vamos começar pelo namoro de praça.
— Caramba, eu pensando que você iria começar pela transa — disse Saryo-li.
Nesse momento, Myuke-Sate e Kion-li chegaram:
— Boa tarde! Quem é esse?
— Esse é o Cavalheiro Gótico — respondeu Saryo-li.
Myuke-Sate comentou:
— Caramba, você veio de Munareta!
Cláudio sorriu:
— É meu cavalo.
Kion-li observou:
— Vocês já transaram hoje?
Cláudio sorriu:
— Não, somos dois virgens.
Myuke-Sate sorriu:
— Minha irmã, esse é meu futuro cunhado. Pode namorar.
Saryo-li sorriu:
— Melhor namorar um virgem que nunca transou do que um que transa todos os dias e te engana.
Cláudio completou:
— Isso mesmo, Saryo-li. Estamos no caminho certo.
Naquela manhã, Saryo-li descobriu que a metade de sua laranja não estava podre — dava para fazer suco de bons frutos. Cláudio, por sua vez, foi bem recebido. Agora só o tempo dirá nos próximos capítulos…
Capítulo 4 Final: As Quatro Pretendentes de Myuke-Sate
Já era noite. Myuke-Sate escolhia a melhor roupa para esperar Clara, Patrícia, Abigail e Susy — as quatro modelos pretendentes que ele conheceu no cardápio de modelos do celular. Conversou com várias, mas se interessou por essas quatro. Como estava em dúvida, convidou todas para sua casa.
Na cozinha, Dona Ermélia preparava o jantar. Ex-cozinheira de restaurante, não queria que as pretendentes comessem gororoba. Myuke-Sate queria causar boa impressão.
Saryo-li se arrumava com um traje não gótico, para não assustar a futura cunhada. Já Kion-li vestia um traje elegante, parecendo que todos iam ao casamento de Myuke-Sate.
Sentada no sofá, Saryo-li olhou para o relógio:
— Caramba, essas mulheres devem ser enjoada. Não gostam de comer gororoba, demoram para se arrumar e ainda não chegaram no horário marcado.
Saryo-li elogia:
— Até que a Dona Ermélia ficou elegante nesse traje de cozinheira de restaurante.
Dona Ermélia sorriu:
— Obrigada, Saryo-li. Era do restaurante em que trabalhei, o Boi Mimado. Para entrada, ovos benedite com picanha. Depois, tufê de presunto e mussarela com pernil. De sobremesa, sorvete de avelã com abacaxi.
Kion-li apareceu reclamando:
— Estou com fome! Já parece que vou receber o Oscar, está tão chique assim.
Saryo-li sorriu:
— O Oscar de hoje vai para Kion-li, o rapaz mais transado das zorbas transadas.
— Tarammm! Estou chique, pessoal! — disse Myuke-Sate.
Saryo-li ironizou:
— Vamos ver se as pretendentes aprovam o produto. Quando casar com uma delas, Myuke-Sate, se arrume junto, assim vocês chegam combinando.
Todos caíram na risada.
Bi!... Bi!...
A campainha tocou. Dona Ermélia abriu a porta.
— Chegaram suas namoradas. Vieram de Kombi.
Saryo-li sorriu debochada:
— Cadê a limusine das modelos?
Myuke-Sate foi receber:
— Sejam bem-vindas à República dos Transa, Clara, Patrícia, Abigail e Susy!
As quatro responderam juntas:
— Olá! Você é a Saryo-li? Tem vinho, cerveja, um bom jazz ou música gótica? Nós não gostamos de manter pose de modelo de capa, preferimos a simplicidade. Vocês vão ao casamento?
Saryo-li respondeu:
— Sim, meninas, sou eu, irmã de Myuke-Sate. Esse aí é o Kion-li, transa com todas. Temos cervejas e vinhos. Com licença, vou colocar minha roupa gótica. Gostei de vocês.
Clara perguntou:
— Será que tem funk também?
Dona Ermélia sorriu:
— Ainda bem que vocês não são frescas. Aceitam pão com salsicha.
Kion-li, já de sunga e com cerveja na mão, disse:
— Não aguentava mais o terno. Que bom que vocês são simples.
Patrícia, Abigail e Susy provocaram:
— Gostamos de transar também. Você aguenta as três, Kion-li?
— Caramba! Vamos agora para o meu quarto! — respondeu ele.
Kion-li fechou a porta com uma placa: “Nesse momento estou ocupado.”
Saryo-li, já com seu traje gótico, comentou:
— Caramba, Kion-li surpreendeu. Virou homem transado com três mulheres.
Myuke-Sate sorriu:
— Será que Kion-li vai sobreviver transando com três?
Clara riu:
— Se até o Guru Chambo conseguiu com dez, por que ele não conseguiria com três? Haaa!
Dona Ermélia olhou para os moradores de rua e disse:
— Sentem ali na área e comam esse cardápio sofisticado.
Saryo-li observou:
— Você também conhece o Guru Chambo, Clara?
— Sim — respondeu Clara. — Myuke-Sate me falou dos livros dele.
Saryo-li ironizou:
— Vocês estão se entendendo… vão se beijar.
Clara puxou Myuke-Sate:
— Nós vamos transar. Vem, Myuke-Sate!
Ele sorriu:
— Só se for agora. Desse jeito nunca vou ter namoro fixo, elas só querem transar.
Myuke-Sate fechou a porta com a placa: “Estou ocupado.”
Saryo-li olhou para a câmera imaginária e concluiu:
— Estou vendo que essa República dos Transa nunca vai se endireitar enquanto Myuke-Sate e Kion-li não casarem. Haaaaaa!

