Casebre da Fé
Amanhecendo o dia no Casebre da Fé, Biata Josefa, Roberto e Lorenzo recebem a inesperada visita de Tapujé, um indígena cristão que caminha de cidade em cidade levando a Palavra de Deus. Com sua Bíblia, arco e flecha, Tapujé transforma aquele dia em um momento especial de fé e reflexão.
Enquanto Reginaldo, filho de Adão e vizinho curioso, imagina se não seria o próprio Jesus testando as pessoas, Josefa vê na visita uma oportunidade de confirmar sua devoção. Entre pérolas de humor pastelão e mensagens bíblicas, o conto mostra que até nas situações mais simples pode estar escondida a presença do Criador.
História criada e escrita por Edivaldo Lima.
Contos Curtos
“Tapujé, o índio Cristão”
Personagens dessa história: Roberto, biata Josefa, lorenzo, Reginaldo, Tapujé.
[Casebre da Fé 7h00 da manhã:
Amanhecia mais um dia no Casebre da Fé. O galo do Adão cantava mais alto que sirene de bombeiro.
Biata Josefa abria a porta do casebre, olhava o mar feliz e, de longe, avistava um homem caminhando.
— Obrigado, meu Senhor, por mais um dia. Quem será aquela viva alma vindo em direção ao casebre?
— Roberto!... Ô Roberto, venha até aqui, temos visita!
Roberto acorda, espreguiça-se:
— Haaaaiii... que foi, Biata Josefa?
— Caramba, parece que caminhei pela Galileia, Samaria e Judeia de tão cansado que estou!
Lorenzo aparece com um binóculo:
— Deixa eu ver quem é o bom samaritano... Olha, é um índio! Talvez tenha saído de uma tribo da floresta atrás da Galileia.
Tapujé se aproxima:
— Bom dia, meus amados irmãos. Teriam um copo d’água e um pedaço de pão sagrado?
Biata Josefa se aproxima com o copo d’água e o pão:
— Bom dia! Aqui está a água e o pão. Te dou de bom coração, pois vai que é Jesus me testando para saber se eu tenho bom coração.
Tapujé sorri:
— Jesus pode estar em todo lugar deste mundo, até mesmo em um índio trazendo a palavra sagrada do Deus Criador.
Roberto olha para Tapujé:
— De onde vem, irmão indígena? Qual seu nome? É a primeira vez que vejo um índio carregar uma Bíblia.
Tapujé olha para todos:
— Meu nome é Tapujé. Sou índio cristão e caminho por cidade em cidade pregando a Palavra.
Lorenzo, feliz:
— Legal, amigo! Igual Jesus fazia... só que Jesus não carregava Bíblia, arco e flecha!
Tapujé sorri:
— A Bíblia é para estar perto de Deus e poder trazer a Palavra. O arco e a flecha são para caçar um bom peixe e assar na folha de bananeira, parado na mata.
Roberto olha para Tapujé:
— Está gostando do pão? Esse não foi pego na mesa da Santa Ceia, mas foi feito no forno do Casebre da Fé!
Tapujé sorri:
— Acredito que está macio, igual ao pão que estava na mesa da Santa Ceia, onde Jesus e seus 12 discípulos repartiram o pão.
Biata Josefa chega com mais pães:
— Acredito eu que, se a Virgem Maria comesse meu pedaço de pão, iria pedir a receita não só do pão, mas também do bolo!
Roberto se vira:
— José iria falar: “Maria, traz o café no bule, fazendo favor!”
Na sala, Tapujé olha para todos:
— Quero trazer a Palavra para esta casa que me recebeu tão bem.
— A Palavra é: “Para os homens é impossível, mas não para Deus; porque para Deus todas as coisas são possíveis.” (Marcos 10:27)
— Senhor Deus Pai, abençoe todos desta casa do Casebre da Fé, e todos aqueles que creem em Ti. Pois quem crê em Deus está abençoado. Tudo posso naquele que me fortalece.
Todos falam:
— Amém!
Reginaldo aparece:
— Eiiii, não me convidaram para a Santa Ceia!
Roberto se vira com o violão e canta:
— O meu jovem amigo, aqui está seu pedaço de pão. Agradeça a Deus... Ale!... Ale!... Aleluia!...
Tapujé se vira:
— Agora tenho caminho a seguir e levar a Palavra. Que todos fiquem na paz de Deus, o Criador.
Reginaldo observa:
— Primeira vez que vejo um índio cristão... será que não é Jesus vindo caminhando lá de Nazaré, disfarçado de indígena com arco e flecha?
Roberto abraça o amigo:
— Pode ser... e se for, neste dia fomos abençoados pelo Filho do Deus Criador.

