Chris Tá na Área ( para ler )

Contos de Histórias
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Chris Tá na Área

Em novembro de 1970, a família do Chris chega ao bairro de Bed-Stuy, no Brooklyn, cheia de esperança — e pão com mortadela. Mas logo na entrada, eles descobrem que o bairro não é exatamente acolhedor. Entre vizinhos malandros cobrando “pedágio de boas-vindas”, confusões com matemática, e um flerte inesperado com a garota nova da rua, Chris tenta manter a paz enquanto Rochelle protege seu panetone e Julius economiza até na água quente. Um dia que deveria ser tranquilo vira uma verdadeira aventura urbana — com direito a foto de família invadida por Jerome, o intruso oficial do quarteirão.

História criada e escrita por Edivaldo Lima.

História de Contos

Baseada nos personagens do seriado Todo Mundo Odeia o Chris.

Todo Mundo Odeia o Chris: criado e escrito por Chris Rock com colaboração de Ali LeRoi

Gênero: Comédia, dramédia

personagem principal: Chris personagem secundários: Rochelle mãe,Julios pai,Tonha irmã,Dru irmão,Tacha vizinha,Jerome,sr. Omar.

["Tudo era novidade no bairro do Brooklyn, mas aquele dia 20 de novembro de 1970 iria ficar marcado pra mim e pra minha família."

Era 20 de novembro de 1970. Virando a esquina da entrada do Brooklyn, nos deparamos com Bed-Stuy. Na entrada, tinha uns caras com cara séria, tipo: “você não é bem-vindo aqui, mano”. Eu, meu irmão Dru e nossa irmã Tonha vínhamos comendo pão com mortadela. Tinha uns torrones, mas se acabasse, nossa mãe deixava a gente comer, porque pra ela doce dá cárie no dente, e dentista é caro.

Nossa mãe, Rochelle, encarava as mulheres que estavam de olho no nosso pai, Julius.

— Por que parou, Julius? — dizia Rochelle, fazendo as unhas.

— Tem um cara se aproximando, amor.

— Pai, ele tá armado! — disse Tonha.

Julius olhou:

— Não, minha filha, parece ser só um viciado da esquina.

Dru olhou também:

— Bem que eu queria ser o Bruce Lee nesse momento. Ia dar uns golpes bem dados!

Chris sorriu:

— Calma, Dru. Você tá assistindo muito filme de arte marcial em vez de estudar matemática.

Rochelle se virou:

— Como é que é, Dru? Tá perdendo tempo assistindo filme de ninja em vez de querer passar de ano? Se enxerga, garoto!

Dru deu um beliscão no Chris:

— Aiii, Dru! Só tô falando a verdade!

— Que nada, mãe! Tô bom em matemática: 9 mais 4... 18!

Tonha sorriu:

— Você errou, Dru! 9 mais 9 é dezoito!

Rochelle falou:

— Depois fala que tá estudando... É feio mentir, garoto! Vai ficar sem pedaço do panetone de Natal se não estudar matemática!

O jovem Jerome, aquele malandro da esquina, chegou e encostou no caminhão:

— Fala, tio. Pra seguir tem que pagar pedágio, sabe como é, né?

Rochelle olhou:

— Pagar o quê, garoto? Eu ouvi bem? Pedágio?

Jerome sorriu:

— Pedágio de boas-vindas, tia. Sabe como é...

Rochelle pegou o spray de pimenta:

— Boas-vindas, meu filho? Segue com esse caminhão, Julius!

— Ai! Ai! Meu olho, tia!

Horas depois, a família chegou. Julius olhou pra casa onde ia morar com Rochelle e os três filhos: Chris, Dru e Tonha.

— Caramba, pensei que a gente ia ser assaltado nesse bairro — dizia Tonha.

Dru olhou pra uma garota:

— Linda aquela garota, hein, Chris? Olha lá!

Chris olhou:

— Como será o nome dela, hein?

Tasha Clarkson olhou, sorriu e deu um tchauzinho.

Rochelle olhou pros dois:

— Dois apaixonados sem resposta. Não quero briga de irmão, hein!

Chris se virou:

— Não vamos brigar, mãe. Vamos fazer amizade.

Rochelle sorriu:

— Eu sei bem como começa uma amizade entre homem e mulher. Não foi à toa que tenho você, Dru e Tonha. Seu irmão saiu na frente, Chris.

Chris olhou Dru dando uma rosa pra Tasha.

— Ei, Dru! Vem ajudar com a mudança!

— Papai vale por três homens, Chris. Eu tenho que aprender matemática... Achei quem pode me ensinar!

Sr. Omar chegou com a chave do apê pra Julius e Rochelle entrarem com os filhos:

— Aqui está, Julius, a chave do apartamento. A água vai chegar às dez horas da noite.

— Obrigado, Sr. Omar. Pensei que ia chegar e tomar um banho quente.

Rochelle sorriu:

— Não tem problema, meu amor. Você toma na fria e depois eu te esquento debaixo do cobertor.

— Vamos, mamãe! Tirar uma foto pra guardar de lembrança!

Naquele momento, todos se reuniram pra tirar a foto em frente ao apê 180. Todos felizes. Mas, como sempre, na hora da foto, um intruso conhecido apareceu atrás pra ficar registrado naquele ano.

Sr. Omar falou:

— Todos sorrindo pra foto!

Na hora do clique, Jerome apareceu:

— Quero sair na foto também!

Click!

— Garoto, você estragou a foto de família!

Jerome sorriu:

— Faz de conta que você tem mais um filho!

— Entra, Chris, Dru e Tonha! Temos que organizar o apê. Primeiro a faxina, depois brincar na rua!

Chris olhou pro bairro, abraçado com os irmãos:

— Espero que em Bed-Stuy a gente seja muito feliz, hein, Dru, Tonha?

— E vamos ser!

— Ô Chris, Dru e Tonha! Já pra dentro, senão vou esconder os torrones!

— Já vamos, mãe! Melhor a gente ir entrando!

Agradeço a todos que acompanharam essa história.]



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