A Árvore, natalina Proibida ( para Ler )

Contos de Histórias
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A Árvore, natalina Proibida.

Em Malibu, o Natal nunca foi tão indecente. Charlie Harper, o eterno conquistador de ressacas e mulheres, decide reinventar o espírito natalino com uma árvore decorada por calcinhas, cartas de pôquer e modelos de biquíni. Ao lado de seus fiéis comparsas — Maceta, Gilson, Jake e o sempre constrangido Alan —  com, piadas picantes e reflexões inesperadas.

contos de Charlie Harper revelam um Natal onde o pecado é decorativo e o peru nunca esfria. Prepare-se para rir, se espantar e talvez até cantar “Dingo Bel” com vergonha alheia.

História criada e escrita por Edivaldo Lima.

História de Contos

História baseada nos personagens Dois Homens e meio.

Criadores :Chuck Lorre e Lee Aronsohn.

Gênero: comédia adulta,humor pastelão

personagem principal: Charlie Harper personagens secúndarios: Alan Harper,Jake Harper,Beta,Francine, seu Neu,Maceta,Gilson.

[Amanhecia mais um dia em Malibu. Como sempre, Charlie Harper acordava com uma ressaca do uísque barato que comprara no mercado do senhor Neu.

Francine, a filha do senhor Neu, estava na cama com Charlie. Naquela noite, ele nem lembrava direito o que havia acontecido.

— Aiiiii, que sono… meu corpo parece um mar de ressaca. — resmungou Charlie, apalpando ao acaso. — Caramba, estou com a mão numa bunda! Essa minha mão não tem jeito, já está louca para dar uns tapinhas…

— Bom dia, Charlie. Você, essa noite, me levou para ver as montanhas três vezes, seu safado de Malibu! — disse Francine, rindo.

Charlie arregala os olhos:

— Nossa, não imaginava que você tinha uma bunda tão grande assim, Francine!

Francine sorri:

— Sim, Charlie, eu tenho. E você deu muitos tapas nela. Nós fizemos muito amor essa noite, após você ter terminado o seu jingle de Natal e de termos tomado o uísque do mercado do meu pai.

Charlie comenta:

— Caramba… seu pai é feio que dói, mas fez uma mulher que é um verdadeiro paraíso!

Francine ri:

— Obrigada, Charlie. Está se sentindo forte ou precisa de uma gemada no café da manhã?

Charlie olha para ela, dá um beijo com pegada e responde:

— Estou meio fraco… também, três vezes fazendo você subir a montanha, me senti um atleta pervertido.

Francine provoca:

— Continua assim, Charlie… vou querer subir mais vezes, só eu!

Charlie sorri e conclui:

— Calma, Francine… Charlie Harper é um atleta em ação, e todas as mulheres têm direito de subir a montanha dele!

Francine sorri e provoca:

— Aproveita e pega nessa carne, porque ela está de graça!

— Minha nossa, Francine… minha cabeça parece sino de Natal quebrado!

Francine olha e dispara:

— Mas o peru continua armado…

Charlie ri e responde:

— Também, com uma mulher dessa como você, ele jamais para de fazer: Glu!... Glu!... Glu!...

Algumas horas depois:

Alan, distraído como sempre, entra no quarto do irmão segurando seu gibi dos anos 90 do Tio Patinhas.

— Bom dia, Charlie!... Opa, desculpa, esqueci que você havia dormido essa noite com uma garota.

— Bom dia, nada! Fala logo, Alan… o que você quer?

— Você podia ter me encontrado eu e a Francine acasalando nus, como na praia de nudismo, seu tapado!

— Bom dia, Francine. Sou Alan, irmão do Charlie. Então, Charlie… eu queria usar seu banheiro.

Francine sorri:

— Bom dia, Alan. Você é diferente… bem engomadinho.

Alan sorri:

— Obrigado pelo elogio.

Charlie olha, pega uma zorba e joga no rosto dele:

— Agora não, Alan. Outra hora!

Alan tira a zorba com nojo:

— Argh! Essa zorba tem uma freada de jipe… com licença, vou usar o meu banheiro.

Charlie observa e comenta:

— Ele é tão engomado quanto uma camisa de gola polo.

No café da manhã:

Beta, preparando o café, olha e sorri:

— Bom dia, Francine! Você por aqui?

Francine sorri:

— Bom dia, Beta. Sim, é minha primeira vez… quanto tempo!

Beta ri:

— Quanto tempo nada, te vi ontem mesmo no mercado. Seu namorado Thaylon sabe que você está aqui?

Francine disfarça:

— Sabe nada… falei pra ele que estava visitando minha tia.

Beta comenta:

— Coitado do namorado, hein, Francine… mal sabe que a amada estava numa tansa com Charlie Harper.

Charlie olha surpreso:

— Caramba, você tem namorado, Francine? Não me falou nada!

Francine responde:

— Eu tenho, Charlie… mas isso não ia fazer diferença pra você.

Charlie sorri:

— Não ia mesmo. É só pra eu fazer a soma de quantos cornos já formei.

Jake entra e observa:

— Ei, tio Charlie, você está só de zorba!

Charlie olha e resmunga:

— Caramba, tô tão bêbado do uísque que até esse short do Bob Esponja parece um look novo…

Jake entrega um short do Bob Esponja:

— Coloca esse aqui.

Charlie pega, olha e veste:

— Vai ficar engraçado… melhor do que ficar de zorba no café da manhã. Obrigado, Jake.

Jake responde:

— Por nada, tio Charlie.

Alan observa:

— Até que o Charlie fica bem de Bob Esponja.

Charlie sorri:

— Nem tanto quanto um engomadinho.

Todos dão risada.

Francine comenta:

— Agora tenho que ir, Charlie… meu pai deve estar preocupado.

Toc! Toc!

Beta abre a porta:

— Olá, seu Neu! Obrigado por trazer a compra. Olha quem está aqui tomando café conosco!

Seu Neu responde:

— Por nada, Beta. Francine, o que você faz na casa do Charlie?

Jake se adianta:

— Ela veio passar a noite aqui em casa, me ajudando na prova de Matemática.

Charlie olha e comenta:

— Esse é meu garoto! É isso mesmo… ele tá ruim em Matemática, mas como a Francine é boa de soma, ela somou muito essa noite!

Alan olha sério:

— Jake, é feio mentir, meu filho.

Francine se levanta:

— Tchauzinho pra todos… vamos, papai.

Seu Neu acena.

Charlie resmunga:

— Fica quieto, Alan. O garoto me salvou de não subir no altar.

Charlie continua:

— Caramba, essa Francine vale a pena ficar algumas vezes… só não pode namorar nem se apaixonar, senão eu acabo no altar.

Jake, curioso:

— Ei, tio Charlie, você teria coragem de ir pra esse reality e ficar peladão?

Charlie olha e responde:

— Esse programa é demais! Por uma boa grana, só eu e vinte mulheres… iria com certeza!

Alan intervém:

— Jake, esse programa não é legal pra você, filho.

Jake se vira e rebate:

— Pai, esse programa mostra como seria o homem e a mulher no tempo de Adão e Eva.

Alan olha e sorri:

— Que bom que você andou lendo a Bíblia, filho.

Jake continua:

— Sim, pai. Minha mãe me emprestou, para eu poder aprender sobre a Bíblia.

Charlie se vira:

— Você leu a parte que Adão comeu a maçã?

Jake responde:

— Eu li, tio Charlie. Se Eva não teria comido o fruto proibido e depois dar para o Adão não comer a maçã do amor dada por Eva, o mundo não estaria no pecado que vive hoje… e todos iriam estar largados e pelados.

Charlie sorri e fala:

— Muito bem, esse é meu garoto!

Dim!... Dom!...

Jake olha em direção à porta:

— Tio Charlie, pai… descobriram a campainha!

Charlie sorri:

— Também já estava na hora, Jake. Quem será a essa hora? Tomara que não seja o Thaylon querendo me pegar de pancada por eu ter transado com a Francine.

Alan se vira:

— Aí a coisa complica… porque nem arte marcial igual ao Jackie Chan eu sei.

Jake se vira e comenta:

— É, pai… está na hora de você aprender. As mulheres se apaixonam por karateca!

Alan faz o músculo e sorri:

— Vou pensar sobre isso, meu filho… quem sabe não me contratam para o filme Karatê Quatro!

Jake sorri:

— Só não vai apanhar no filme como herói… senão o filme perde a graça.

Beta entra com o cesto de roupa e comenta:

— Aí o cinema do shopping perde a bilheteria!

Alguns minutos depois:

Maceta e Gilson estão na porta e apontam para o carro.

Charlie olha e sorri:

— Vocês conseguiram mesmo a árvore de Natal!

Gilson sorri:

— O Maceta se passou por jardineiro… transou com a Wanda, a faxineira do magnata, e conseguiu a chave.

Maceta, se expressando com admiração:

— Falei para a Wanda que iria presentear um amigo meu.

Charlie comenta:

— Caramba, Maceta obrigado… agora, sim, podemos montar a árvore de Natal. É o pequeno grande homem! Gilson, faz tempo que não nos vemos… depois daquela fuga da mansão Playboy.

Gilson olha sorrindo:

— Verdade, Charlie. Aquela fuga foi interessante… ainda conquistei minha revista Playboy.

Maceta sorri:

— Temos que invadir ela outra vez mais sem parar na cadeia. Dessa vez tirar as gatas de lá e fazer uma festinha privê!

Alan se vira:

— Olá, pessoal! Tudo bem com vocês, Maceta e Gilson?

Gilson olha:

— Sim, Alan. Percebo que você também parece intelectual lendo esse livro.

Maceta comenta:

— Será que esse livro é para se tornar mais inteligente?

Charlie olha:

— Talvez mais sedutor… aqui, um uísque para vocês.

Jake aparece com a revista em quadrinhos nova:

— Beleza, Maceta e Gilson!

— Olha, Gilson… você parece o gnomo do jardim!

Gilson responde:

— Obrigado pelo elogio, Jake.

Alan se vira:

— Filho, tenha bons modos!

A árvore Natalina proibida:

Passam as horas do dia e chega a noite. Alan, Maceta e Charlie colocam a árvore no jardim, em frente à casa.

Maceta comenta:

— Ei, Charlie… eu trouxe alguns enfeites exóticos e luzes para essa árvore.

Charlie abre a caixa:

— Sensacional, Maceta! Vai ter gente até tirando foto pra postar no Instagram.

Gilson observa:

— Também achei interessante… combina com o estilo do Charlie Harper.

Alan se espanta:

— Meu Deus! Pra que tanta calcinha de lingerie?

Charlie olha para a árvore e responde:

— Para enfeitar a árvore, Alan. Isso atrai mulheres do OnlyFans.

Horas depois:

Charlie, Maceta e Gilson enfeitam a árvore com luzes coloridas, algumas cartas de pôquer de modelos de Malibu de biquíni e várias calcinhas de lingerie.

Charlie chama:

— Alan, Jake! Venham ver nossa árvore de Natal… natalina, exótica e pervertida!

Maceta observa:

— Caramba, ficou maneira… parece até aquelas árvores de cartão, mas a diferença é que essa não carrega bolas.

Gilson comenta:

— Mas carrega lindas mulheres e calcinhas cheirosas!

Alan e Jake aparecem. Alan se espanta:

— Meu Deus, Charlie… papai do céu não gosta de árvore assim!

Charlie responde:

— Entra no espírito natalino, Alan.

Jake olha curioso:

— Tem mulher de biquíni e gorro de Papai Noel… bem exótica!

Alan suspira:

— Até demais, meu filho.

Jake pergunta:

— Ei, pai… por que não tem o presépio?

Alan explica:

— Filho, nessa árvore natalina proibida do tio Charlie, Maria e José não gostariam que Jesus visse isso.

Os vizinhos, incrédulos, olham e comentam entre si. Algumas moças aproveitam para trocar contato com Charlie, Maceta e Gilson.

Charlie olha para todos e, junto com Maceta, começa a cantar:

— Dingo bel, Dingo bel, Dingo bel… o Natal vem aí!

Alan, constrangido, tenta justificar:

— Gostaram, pessoal? Meu irmão Charlie quis ser exótico este ano… mas não era pra ser tanto.

Agradeço a todos que acompanharam essa história.]



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