República dos transas
Na República dos Transas parecia mais um dia normal, até que surge a ilustre Arminda, fugindo do bairro da Aclimação. Com seu plano ousado de ficar com as Três Graças só para ela, acaba se escondendo no bairro mais “transado” da cidade, tentando escapar da polícia.
Entre pastéis, limonadas e confusões, os moradores da república — Saroy-li, Myuke-Sate e Kion-li — se veem envolvidos em um turbilhão de situações absurdas. A chegada de Arminda mistura o drama de novela com o humor nonsense da república, transformando o cotidiano em uma comédia cheia de exageros e reviravoltas.
Observação: Está história de Contos Curtos é uma história recomendada para maiores de 16 anos.
Contém linguagem sugestiva, humor irreverente e situações voltadas ao público juvenil-adulto.
A Ilustre hóspede fujona
Conto Sitcom criado escrito por Edivaldo Lima.
Conto Sitcom
História baseada na personagem Arminda da telenovela Três Graças
Criada é escrita pelo Autor: Agnaldo Silva
Telenovela: Rede Globo
Gênero:comédia besteirol,Sitcom
personagens dessa história: Myuke-Sate,Saroy-li,Kion-li,Dona Arminda ( Três Graças )
[República dos Transas 20h00 da noite
Bairro estava calmo naquela noite de sábado.
Saroy-li chega à casa da República.
— Acredito que Kion-li foi dar uma transada...
— E Miuke-sate, meu irmão, deve ter ido vender os pastéis. Ele me disse que as garotas do “jobs” aumentaram o preço da carne. Cacaraca, transar hoje em dia está caro!
Ao abrir a porta:
Nheeeeek!...
Saroy-li arregala os olhos:
— Cacaraca! Dona Arminda, você aqui, na humilde residência dos Transas?!
Arminda se vira, fumando um cigarro:
Fullll!...
— Ei, garota,desculpa invadir sua casa esse vinho é bom, hein? Vou me esconder aqui por uns dias, você não se importa. Arigatô, sayonara pelo vinho.
Saroy-li sorri:
— Hahaha! Não sou japonesa, sou chinesa. Pode dizer “obrigado” mesmo, ou em chinês: xièxiè. É uma honra hospedar você aqui. Mas olha... o que tem pra comer hoje é só pastel. Aqui não tem caviar.
Arminda ri:
— Hahaha! O importante é encher o bucho. Qual seu nome? Esse vinho é bom, é de Gramado?
Saroy-li, mordendo um biscoito:
— Que nada, Dona Arminda. Esse vinho é do cemitério mesmo. Me chamo Saroy-li. Gramado só o do cemitério!
Arminda faz cara de nojo:
— Você faz parte de uma banda de rock, acertei?
Saroy-li, sentada no sofá, se vira:
— Que nada! Eu sou gótica mesmo.
Myuke-Sate chega e para na porta, impressionado:
— Não estou bêbado, só bebi caldo de cana! Arminda... na nossa casa?
— Saroy-li, olha quem está aqui!
Saroy-li aparece:
— Eu sei, Myuke-Sate. É a Dona Arminda, mulher do Ferrete... chifrava ele com Joaquim, pai da Gerluse!
Arminda se vira:
— Fala do pastel! Sobrou algum aí? Se sobrou, me vê uns dois... tô com fome.
Arminda sorri:
— Hahaha! Eu chifrava mesmo!
Arminda comendo pastel:
— Nossa, esse pastel tá bom, hein rapaz! A transa está no ponto!
Myuke-Sate abre o celular e mostra os contatos do zap-zap:
— Está no ponto sim, Dona Arminda. Olha só, nova musa vai entrar na bengala!
Saroy-li vê a mulher e comenta:
— Caramba, meu irmão! Se cada contato desse fosse uma nota de cem reais, nossa República já estaria reformada!
Arminda sorri:
— Hahaha! Vai ter que vender muitos pastéis se todas forem garotas do jobs!
Myuke-Sate, rindo:
— Hehehe! Cada pastel que eu vendo na feira, na barrquinha, eu imagino cada nova lingerie que vou tirar no dente!
Arminda olha curiosa:
— Assim você me deixa acesa...
Saroy-li, comendo pastel:
— Isso vai terminar em transa!
Kion-li abre a porta:
— Oba, transa é comigo mesmo! Olá, Dona Arminda... largou do Ferrete?
Arminda, olhando ao redor:
— Eu, hein... essa casa está em perigo, vou dar o fora daqui! Ele perdeu capítulos!
(sai correndo) — Eu que não fico aqui!
Myuke-Sate, tomando limonada:
— Ela era nossa hóspede, Kion-li.
Saroy-li, sentada:
— Chegou o James Bond da transa! Nós acabamos de perder a estátua Três Graças cheia de grana!
Kion-li, preocupado:
— Chama a polícia, vamos atrás dela!
Saroy-li sorri, olha para a câmera imaginária:
— Hahaha... vai começar tudo de novo!

