Irmãos de Combate ( para ler )

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Irmãos de Combate

"Irmãos de Combate" é uma minissérie policial ambientada em Miami, onde dois agentes, Erique e Jhon, enfrentam a poderosa rede criminosa conhecida como Miami-Bros. Entre missões arriscadas, laços familiares e dilemas pessoais, eles precisam equilibrar a vida de agentes com o peso das relações humanas.

A trama mistura ação intensa, drama e emoção, revelando que a verdadeira batalha não é apenas contra o crime nas ruas, mas também contra a organização implacável liderada por Roge, um inimigo que transforma cada confronto em uma luta pela sobrevivência e pela proteção das famílias.

Missão captura da máfia Miami-bros

História criada e escrita por Edivaldo Lima.

Uma história de Minissérie

7 Capítulos

Gênero: drama,ação,policial

personagem principais:Erique Jhon (Agentes) personagens secundários:Mariana,Sara,Welliton (policiais Agentes ) Delegado Vagner,policiais Elvira,Rubens,Catarine filha de Sara,Clara infermeira,Luís morador de rua,Elena ( mãe ) de Jhon,Dona Angela Clinton vó de Erique,David 12 anos filho de Erique,Mafia Miami-Bros Roge chef,Tone e Castro capanga gangsters,Miranda prisoneiro,  

[Capítulo 1: Ecos em Miami

O sol de Miami refletia nas águas turquesa, mas a cidade escondia segredos sombrios.

Erique caminhava pela orla, óculos escuros, tentando disfarçar a tensão.

Jhon, ao lado, ajeitava o paletó e soltava um suspiro pesado.

— Cara, essa missão vai ser sinistra... — disse Jhon.

Erique olhou para jhon e falou.

— A gente já enfrentou coisa pior, irmão. Mas dessa vez é pessoal.

O rádio chiou. “Kssshhh... Delegado Vagner chamando... reunião urgente na central.”

— Câmbio,Delegado Vagner falando: Agentes Erique e Jhon venham rápido já a caminho da delegacia.

— Bora, Jhon. — Erique apertou o passo.

Algumas horas depois:

Na delegacia, Mariana e Sara já estavam reunidas com Welliton.

— Os Miami-Bros tão expandindo território — explicou Mariana.

— Roge, o chefão, tá trazendo armas pesadas. Tone e Castro tão na linha de frente.

Bum! A porta se abriu com força. Delegado Vagner entrou.

— Senhores, não é só uma operação. É guerra.

Rubens e Elvira trocavam olhares tensos. Clara, a enfermeira, organizava kits médicos.

— Se der ruim, vocês vão precisar disso.

Enquanto isso, na rua, Luís, o morador de rua, observava discretamente.

Ele sabia mais do que aparentava.

— Esses caras tão tramando coisa grande... — murmurou para si.

No apartamento de Jhon, Elena, sua mãe, rezava em silêncio.

— Que Deus proteja meu filho...

á na casa de Erique, Dona Ângela Clinton, sua avó, cuidava de David, o filho de 12 anos.

— Teu pai é forte, menino. Mas precisa de você pra continuar lutando.

David se virou com brilho nos olhos e respondeu:

— Bisa, quando eu crescer vou querer ser igual ao meu pai... um agente de combate.

De repente, o telefone tocou.

Tlim!... Tlim!...

— Alô!

— Erique, aqui é Luís. Vi Tone e Castro perto do porto.

— Valeu, parceiro. Isso muda tudo.

Porto de Miami:

No porto, o som das ondas misturava-se ao barulho metálico das armas.

Clang! Clang!

Jhon se abaixou atrás de um contêiner.

— Eles tão armados até os dentes, irmão.

Erique puxou a pistola.

— Então é agora.

Pá! Pá! Pá!

Os tiros ecoaram pela noite.

Tone gritou:

— Vocês nunca vão parar os Miami-Bros!

Jhon respondeu, firme:

— A gente não luta sozinho. Somos irmãos de combate.

O confronto se intensificava.

Boom! Uma explosão iluminou o céu.

Sara e Welliton chegaram correndo.

— Reforço na área!

Erique olhou para Jhon, suado, ofegante.

— Isso é só o começo.

Capítulo 2: Caminho Cruzado

Já eram dez da noite e o porto de Miami parecia mais sombrio do que nunca.

Erique e Jhon caminhavam lado a lado, atentos, acompanhados pelos agentes Mariana, Sara e Welliton, além dos policiais Elvira e Rubens.

O vento carregava cheiro de ferrugem e maresia, misturado ao silêncio pesado da noite.

Erique parou, observando os contêineres empilhados.

— Se eles tão aqui, tão escondendo coisa grande, irmão.

Jhon ajeitou a arma e respondeu com o sotaque carioca carregado:

— Bora entrar nesse esgoto do porto... aposto que tem coisa sinistra guardada lá.

Mariana iluminava o chão com o farolete.

— Olhem isso... marcas de pés frescas. Eles não devem tá longe.

De repente, Sara chutou a porta de um barracão.

Blammm!

— Me dá cobertura! Vi alguém correndo lá dentro!

Welliton avançou com calma, arma em punho.

— Fiquem ligados, qualquer vacilo pode ser o último.

Um disparo ecoou.

Páaaaa!... Páaaaa!... Páaaaa!

Elvira se abaixou e respondeu com firmeza.

Páaaa!... Páaaaa!

— É o Tone! Ele tá atirando, pessoal!

Erique rolou pelo chão, disparando contra as sombras.

Páaaaa!... Páaaaaaa!

— Jhon, cuidado! É o Castro ali na lateral!

Jhon se virou rápido, puxou o gatilho.

Páaaaa!... Páaaa!

— Peguei ele de raspão, mas não vai parar fácil!

Rubens gritou, protegendo Mariana.

— Eles tão tentando cercar a gente!

Sara correu até uma pilha de caixas, se escondendo.

— Tem mais gente chegando... não são só Tone e Castro!

O som de passos pesados ecoava pelo barracão.

Tac... Tac... Tac...

Uma sombra maior surgiu no meio da escuridão do barracão.

Mariana arregalou os olhos, o farolete tremendo em sua mão.

— Não pode ser... é o próprio Roge!

O chefão dos Miami-Bros avançou lentamente, sorriso frio estampado no rosto.

— Vocês acham que podem me parar? Miami é minha!

De repente, o som ensurdecedor de uma metralhadora tomou conta do espaço.

Traaa!... Traaa!... Traaa!... As rajadas ricocheteavam nos contêineres, faíscas iluminando a noite.

Erique se agachou rápido, puxando a pistola.

Páaaa!... Páaaaa! Seus disparos respondiam, tentando conter o avanço.

O ar ficou denso, cheiro de pólvora misturado à maresia.

Erique respirou fundo, encarando o inimigo com firmeza.

— A cidade não é de ninguém, Roge. É do povo.

Roge ergueu a metralhadora, rindo com crueldade.

— Então vamos ver se o povo aguenta o peso da guerra!

Jhon se aproximou, arma firme, mas voz carregada de emoção.

— Tu mexeu com a família errada, parceiro.

Roge riu, ecoando pelo barracão.

— Família? Vamos ver se vocês ainda falam isso quando eu acabar com tudo que vocês amam.

O silêncio tomou conta por um instante.

Erique olhou para Jhon, olhos firmes, coração acelerado.

— Irmão... esse caminho cruzado vai decidir nosso destino.

Jhon apertou o punho da arma, encarando o vazio.

— Então vamo até o fim. Juntos.

Capítulo 3: Vozes no Bueiro

Jhon caminhava na frente, passos firmes, até parar diante da boca do esgoto.

— Ei, Erique... vamo entrar. Ainda acredito que a gente pode achar alguma coisa aqui.

Erique olhou para o parceiro, olhos sérios.

— Vamo nessa. Ei, pessoal... vocês vêm com a gente ou vão cobrir o outro lado da cidade?

Mariana soltou um riso nervoso.

— Faz parte do ofício... perfume de esgoto não é pra qualquer um.

Welliton ajudou Jhon a abrir a pesada grade de ferro.

Clanggg! O som ecoou pelo túnel.

Todos desceram, um a um, mergulhando na escuridão.

As vozes se misturavam ao som da água correndo.

Ploc... Ploc... Ploc...

Sara acendeu a lanterna.

— Esse lugar parece um labirinto.

Elvira comentou em tom baixo:

— Fiquem atentos... ouvi passos além dos nossos.

Rubens ergueu a arma, pronto.

— Se tiver alguém aqui, não tá sozinho.

De repente, um som metálico reverberou.

Traaa!... Traaa!... Traaa! Rajadas de metralhadora ecoaram pelo túnel.

Todos se abaixaram instintivamente.

Erique disparou em resposta.

Páaaa!... Páaaa!

— Eles tão tentando nos emboscar!

Jhon avançou, protegendo Mariana.

— Segura firme, parceira... não vamos cair nessa armadilha!

Sara chutou uma porta enferrujada.

Blammm!

Dentro, havia uma mesa improvisada com papéis espalhados.

Mariana recolheu um dos documentos.

— É um mapa... olha isso!

Welliton aproximou-se, iluminando com a lanterna.

— São marcações de bairros... parece um plano de expansão.

Erique pegou o mapa, olhos arregalados.

— Roge quer ligar os bairros pelo esgoto... controlar a cidade por baixo.

Rubens murmurou, assustado:

— Se ele conseguir, Miami vira território dos Miami-Bros.

Elvira respirou fundo.

— Esse mapa é a chave pra desmontar o plano dele.

De repente, uma voz ecoou pelo túnel, grave e ameaçadora.

— Vocês acham que podem me parar? Aqui embaixo, a cidade já é minha.

Jhon encarou Erique, coração acelerado.

— Irmão... esse jogo tá ficando pesado.

Erique apertou o mapa contra o peito, firme.

— Então vamo até o fim. Se Roge quer dominar os bueiros, a gente vai virar a voz que ecoa contra ele.

Capítulo 4: Investigação

Ao chegar na delegacia, o ambiente estava mais leve do que o esperado.

Delegado Vagner estava sentado, café quente na mão e uma rosquinha mordida no prato.

— Até que enfim vocês chegaram, Erique, Jhon e toda a tropa. Já tava ficando preocupado... esse cheiro de perfume de bueiro tá de lascar. Nem a modelo mais bonita ia se interessar por vocês desse jeito!

Jhon soltou uma gargalhada.

— Hahaha! Delegado, mas se fosse uma agente competente, aí sim ia se interessar... principalmente por esses mapas que a Mariana achou quando a Sara abriu a porta.

Erique examinava o mapa com atenção.

— Sem essas mulheres competentes, talvez a gente não tivesse encontrado nada.

Mariana sorriu, balançando a cabeça.

— Para de agradar, Erique. Todo mundo tá de parabéns. Trabalhamos em equipe.

Sara olhou para Jhon, meio provocativa.

— E Jhon merecia um beijo por insistir em entrar naquele esgoto.

Delegado Vagner se virou, rindo.

— Agora não é hora de novela, hein! Deixa o romance pra hora do lazer, hehehe.

Erique colocou os mapas sobre a mesa.

— Olha só... junto com um dos mapas achei esse dispositivo, parece um blueto. Será que guarda alguma coisa? Precisamos de um hacker pra abrir isso.

Welliton riu, debochado.

— Temos um preso, lembram? O cérebro do cara parece ter o chat GPT plugado direto.

Elvira entrou secando as mãos, séria.

— É verdade. O Miranda pode ajudar. Se a gente reduzir a pena dele, talvez trabalhe a favor da lei.

Jhon olhou para o delegado, firme.

— O que o senhor acha, delegado? Colocar esse rapaz pra trabalhar do nosso lado?

Erique sorriu, descontraído.

— Hahaha! Com certeza ele ia aceitar. Esse cara entende muito.

Delegado Vagner se virou para os agentes.

— Traz o Mirandinha. Se ele topar trabalhar a favor da lei, a pena dele diminui.

Dentro da cela, Miranda estava sentado, lendo um jornal amassado.

As manchetes falavam sobre Roge e os Miami-Bros.

— Esse Roge cresceu demais... lembro quando era pivete, ele com uns 18 anos, começando no crime.

Jhon abriu a cela devagar, encarando Miranda.

Nheeeek!...

— Ei, Miranda... temos um trabalho pra você. Vamos te dar um notebook. É tipo um quebra-cabeça: se aceitar trabalhar pela lei e ajudar a derrubar Roge e a máfia dele, tua pena vai ser reduzida, meu chapa.

Erique entrou na cela e se sentou ao lado de Miranda.

— Então, mano... aceita fazer esse favor?

Miranda levantou os olhos, fechou o jornal e sorriu com malícia.

— Já tô dentro. No que precisar, senhores.

Mariana, que observava da porta, comentou em tom irônico:

— Só espero que esse “favor” não vire mais uma encrenca pra gente.

Sara cruzou os braços, desconfiada.

— Se ele tentar passar a perna, eu mesma vou puxar o gatilho.

Miranda riu, balançando a cabeça.

— Relaxa, doutora... comigo é sem caô. Se Roge tá jogando pesado, eu vou mostrar o jogo por dentro.

Delegado Vagner olhou para Miranda.

— Então tá decidido. Miranda vai ser nosso hacker. Mas lembrem: confiança é moeda cara.

Erique olhou para Jhon, firme.

— Irmão, agora temos uma peça nova nesse tabuleiro.

Jhon sorriu, ajeitando o paletó, olhar cheio de confiança.

— Se o Roge tá jogando xadrez, a gente não vai só entrar no jogo... a gente vai dar o xeque-mate, parceiro.

Nesse momento, Miranda foi trazido para a sala, algemado, mas com um olhar esperto.

— E aí, meus parceiros... tão precisando de alguém que fale a língua dos códigos?

Mariana cruzou os braços, olhar desconfiado.

— Manda ver, Miranda... mas não vacila, hein. Se tentar trapacear, a gente pega no pulo.

Miranda sorriu com gíria carregada.

— Relaxa, doutora... comigo é sem caô. Se tiver dado escondido nesse blueto, eu vou achar.

Delegado Vagner levantou a sobrancelha.

— Então prova que vale a pena a gente confiar em você.

Miranda pegou o dispositivo e conectou a um terminal improvisado.

Tec... Tec... Tec... As teclas ecoavam pela sala, cada clique aumentando a tensão.

De repente, a tela piscou em azul, depois em verde.

Miranda franziu a testa, digitando rápido.

— Calma aí... deixa eu tentar umas senhas.

Ele testou a primeira.

Erro!

Tentou a segunda.

Erro!

Na terceira tentativa, a tela destravou.

Miranda soltou uma risada debochada.

— Nossa... que vacilo do Roge! O cara coloca a senha com o nome da própria máfia: Miami-Bros.

Mariana cruzou os braços, ironizando.

— Esse chefão se acha esperto, mas tá mais pra amador.

Jhon riu, bebendo uma xicara de café.

— Hahaha! Se o Roge se acha esperto jogando xadrez, a gente vai ser o jogador.

Erique se inclinou sobre o ombro de Miranda, olhando a tela.

— Então, parceiro... mostra pra gente o que esse brinquedo tá escondendo.

Miranda piscou, confiante.

— Relaxa, doutores... agora vocês vão ver o mapa completo do jogo.

— Tá aqui... um plano de Roge. Ele quer interligar os bairros usando rotas subterrâneas.

Erique arregalou os olhos.

— Então o mapa do esgoto era só o começo...

Jhon respirou fundo, encarando o parceiro.

— Irmão, se isso for verdade, Roge tá planejando transformar Miami numa cidade dominada por baixo da terra.

Miranda riu, meio debochado.

— E vocês achando que o cara só queria vender arma... Roge tá jogando xadrez, não dama.

Mariana apertou os punhos.

— Então a gente precisa jogar melhor que ele.

Delegado Vagner tomou um gole de café, pensativo.

— Esse jogo vai custar caro. Mas se vocês tão prontos, a cidade ainda tem chance.

Erique olhou para Jhon, firme.

— Irmão... agora não é só combate. É investigação, é mistério... é guerra de inteligência.

Jhon sorriu, ajeitando o paletó.

— Então vamo nessa. Se Roge quer dominar os bairros, a gente vai ser a voz que cala os bueiros dele.

Capítulo 5: Ameaça

Miranda estava na cela, tomando seu café especial como recompensa por ajudar a equipe policial.

Vuuullllpt!... Ploft!

Um papel foi jogado pela pequena janela da cela.

Miranda pegou o bilhete, olhos atentos.

— Um recado dos Miami-Bros... será que descobriram minha invasão?

No bilhete estava escrito:

"Qual é, malandro? Tá virando agente policial agora, seu hacker da quebrada? Cadê sua união com a rua? Agora a família dos agentes Erique e Jhon corre perigo. Assinado: Miami-Bros."

Jhon passava pelo corredor, caminhando apressado.

Miranda chamou:

— Seu Jhon, temos problema! Roge e a máfia mandaram recado.

Jhon abriu o bilhete e leu, o rosto ficando sério.

— Obrigado por avisar, Miranda.

Ele saiu da cela, passos rápidos, levando o bilhete direto para a sala da equipe.

Miranda murmurou, pensativo:

— Roge não é brincadeira, mano. A senha era simples, mas o sistema dele sempre foi monitorado.

Na sala, Jhon entrou apressado.

— Erique, delegado, equipe... temos problema!

Erique se virou, preocupado.

— Que houve agora, meu parceiro?

Delegado Vagner, marcando os mapas no computador, levantou os olhos.

— Se Roge desconfiou de algo, temos que agir rápido.

Mariana, tomando um gole de café, franziu a testa.

— Fala logo, Jhon... tá me deixando aflita.

Jhon mostrou o bilhete.

— Roge descobriu a invasão de Miranda. Agora nossas famílias estão em risco.

Erique apertou os punhos.

— Meu filho tá saindo do colégio nesse momento... Roge pode tentar algo contra ele.

Welliton entrou, arrumando as armas.

— Temos que ser mais rápidos que eles. Não podemos deixar a máfia tocar em nenhuma família.

Elvira vestiu o colete, firme.

— Quanto mais demorarmos, mais os Miami-Bros avançam.

Sara olhou para todos, emocionada.

— Não vou deixar eles fazerem mal pra minha filha, Catarine.

Rubens ajustou o colete, decidido.

— Então vamos, pessoal. Jhon e Erique vão direto pro colégio. Nós vamos rodar os bairros de Miami.

De repente, Traaa!... Traaa!... Traaa! Rajadas de metralhadora ecoaram do lado de fora da delegacia.

Vidros estouraram. Crashhh!

Os agentes se abaixaram instintivamente.

— Emboscada! — gritou Mariana.

Erique puxou a pistola.

Páaaa!... Páaaa!

— Eles tão tentando nos calar antes da gente agir!

Jhon correu até a janela, disparando contra os capangas.

Páaaa!... Páaaa!... Páaaa!

— É o Castro! Ele trouxe reforço!

Welliton avançou pela porta, metralhadora em punho.

Traaa!... Traaa!... Traaa!

— Saiam da frente, vou segurar eles!

Rubens e Elvira cobriram os flancos, protegendo Sara e Mariana.

Páaaa!... Páaaa!

— Não deixem eles entrar!

O combate se espalhou pelo pátio da delegacia.

Explosões ecoaram. Boommm!

A fumaça cobriu parte da entrada.

Delegado Vagner gritou, voz firme.

— Protejam as famílias! Jhon e Erique, vão pro colégio agora!

Páaaaa!.. Páaaaaa!...

Erique colocou o colete, olhos cheios de fúria.

— Se aquele pilantra encostar um dedo no meu filho... vai sentir a força das balas da minha arma.

Jhon bateu no ombro do parceiro, firme.

— Então vamo nessa, irmão. Hoje a gente não vai só lutar... hoje a gente vai sobreviver.

Capítulo 6 penúltimo: Não mexa com nossas famílias

Luís estava perto do colégio, observando David sair pelos portões. O coração acelerou.

— Tenho que proteger esse menino... é o filho do Erique. Roge e seus capangas não brincam quando se trata de crime.

Luís correu, saltando por cima de um carro em estilo parkour.

Vuuuulpt!... Biiiiii!... Biiiiii!

— Seu maluco, quer morrer atropelado? — gritou um motorista.

Luís se virou, firme.

— Se eu morrer fazendo boa ação, tenho certeza que vou pro céu.

Do outro lado da rua, Roge chegou com Tone e Castro.

— Sejam rápidos! Peguem o garoto e tragam pra mim. Se alguém impedir... senta o dedo sem dó.

Tone e Castro saíram do carro, armados.

— Pode deixar, chefão. Ninguém invade nosso sistema impunemente.

Roge acendeu um cigarro.

Click!... Foll!...

— Esses agentes Jhon e Erique vão me pagar.

Luís correu até David.

— Vem comigo, garoto! Sou amigo do teu pai, você tá em perigo.

David assustado perguntou:

— Como assim? Qual é o seu nome?

— Me chamo Luís, sou morador de rua.

David hesitou.

— Mas como você vai me proteger sem arma?

Luís viu Tone e Castro se aproximando.

— Corre pro colégio e se esconde! Eu seguro eles.

Tone avançou, mas Luís girou o corpo e aplicou um golpe de Taekwondo.

— Chagi Giratória!

Vuuuulpt!... Pow! Tone caiu no chão, atordoado.

Luís rolou, pegou a arma caída.

— Até que não tô mal no Taekwondo!

Castro atirou.

Páaaa!... Páaaa!

Luís se escondeu e revidou.

Páaaa!... Páaaa!

— Miserável... na próxima eu te acerto!

Nesse momento, Jhon e Erique chegaram correndo.

— Caramba, Erique... nem sabia que o Luís sabia lutar e atirar!

Erique respondeu, surpreso:

— Talvez ele tenha servido o exército. Só precisava de uma oportunidade.

Roge se aproximou, recebendo uma metralhadora de um gangster.

Traaaa!... Traaaa!... Traaaa!

— Cuidado, Erique! — gritou Jhon, cobrindo o parceiro.

Páaaa!... Páaaa!

Erique suspirou aliviado.

— Valeu pela cobertura, irmão!

Castro disparou escondido.

Páaaa!... Páaaa!

Luís revidou, mas sua arma travou.

Clip... Plack!

— Caraca... acabou a munição!

Tone tentou se levantar e agarrar David.

— Agora eu pego esse garoto!

Erique atirou certeiro.

Páaaa!... Páaaa!

— Meu filho não, seu capanga desgraçado!

Tone caiu no chão, gritando.

Aiiiiiiii!... Bummm!

Luís correu e acertou uma voadora em Roge.

Vuuuulpt!... Pow!... Chuuut!

Roge caiu, furioso.

— Desgraçado! Atirem nesse infeliz!

Castro disparou contra Luís, acertando de raspão no braço.

— Aiiiiii!... Meu braço! Ufa... essa foi por pouco.

Jhon avançou, mirando firme.

Páaaa!... Páaaa!

Castro caiu, tentando chamar reforço.

— Câmbio... Miami-Bros, cercar o colégio rápido!

Jhon pegou o rádio.

— Câmbio! Viaturas policiais em frente ao colégio, urgente!

Clara, a enfermeira, chegou correndo para socorrer Luís.

— Aguenta firme, vou cuidar do seu braço.

Enquanto isso, Erique segurava David e o levava para o carro.

— Filho, você tá seguro agora.

Roge, ensandecido, disparava sem parar.

Traaaa!... Traaaa!... Traaaa!

— Vocês não vão levar esse garoto!

Jhon e Erique se posicionaram lado a lado, armas erguidas.

Erique olhou para o parceiro, voz firme.

— Jhon... hoje não é só missão. Hoje é pessoal.

Jhon respondeu, encarando Roge.

— Então vamos mostrar pra ele: ninguém mexe com nossas famílias.

Capítulo 7 final: Do Império à Derrota

A tarde estava frenética: tiros para lá, tiros para cá. Roge e os gangsters dos Miami-Bros não queriam perder a oportunidade de “sentar o dedo”, mas Jhon e Erique tinham um plano.

— Ei, Jhon... Roge tá muito louco, atirando sem parar! — gritou Erique.

Traaaa!... Traaaa!... Traaaa!

Jhon olhou para o colégio.

— Sim... e a filha da Sara tá pra sair.

Sara se aproximou, aflita.

— Me dá cobertura, Jhon. Eu vou entrar lá e trazer minha filha Catarine em segurança.

Jhon acariciou o rosto dela.

— Pode deixar. Vocês me dão cobertura, eu trago a pequena.

Ele beijou a testa de Sara, que respondeu com um beijo rápido.

Mariana piscou para ela.

— Partidão, hein, Sara... esse Jhon tem jeito de bom pai de coração.

Sara riu nervosa.

— Verdade... quem sabe ele aceita.

Delegado Vagner, ajustando o colete, brincou para aliviar a tensão.

— Vai, Jhon! Seja rápido. Depois você decide se namora a Sara ou a Mariana.

Rubens carregava munição.

— Jhon, leva essa metralhadora. A gente te dá cobertura.

Vuuuulpt! Jhon pegou a arma.

— Essa sim solta azeitona em chumbo grosso!

Welliton sorriu.

— Essa shotgun veio de Israel. Segura essa, Erique.

Vuuuulpt! Erique recebeu a arma.

— Valeu, Welliton. Agora sim podemos responder à altura contra Roge e a máfia.

No pátio, Roge avançava, disparando como um louco.

Traaaa!... Traaaa!... Traaaa!

— Peguem todos! Ninguém sai vivo!

Jhon correu para dentro do colégio, corpo a corpo contra dois capangas.

Pow!... Chuut!...

Ele derrubou um com um soco direto e outro com a coronhada da metralhadora.

— Catarine! Vem comigo, pequena!

Sara chorava de emoção ao ver a filha nos braços de Jhon.

— Obrigada, Jhon!

Enquanto isso, Erique dava cobertura do lado de fora.

Páaaa!... Páaaa!

Ele acertou Roge na perna, fazendo o chefão cair.

— Agora você vai sentir o peso da lei!

Delegado Vagner e os outros policiais cercaram os capangas.

Páaaa!... Páaaa!... Traaaa!

Um a um, os membros da máfia caíam. Pessoas na rua gritavam, assustadas, correndo para se proteger.

Dentro da ambulância, Luís assistia tudo pela TV.

— Caraca... olha esse combate!

Clara, a enfermeira, impressionada, olhou para ele.

— Luís, você foi corajoso demais protegendo o David. Por que não estuda pra ser policial?

Luís sorriu, pensativo.

— Quem sabe um dia... talvez eu me torne um bom agente.

Do lado de fora, Jhon e Erique se encararam, respirando fundo.

David estava seguro no carro, Catarine nos braços da mãe, e Roge, ferido, sendo algemado.

Erique disse, firme, encarando Roge algemado:

— Hoje o império caiu.

Jhon completou, olhando nos olhos do inimigo derrotado:

— Nunca mais mexa com nossas famílias. Somos irmãos de combate. E só pra lembrar: drogas e dinheiro vão ser tudo queimados, Roge. Agora você vai passar os dias na cela, lendo bons livros e aprendendo o que é bom comportamento.

Jhon virou-se para Erique, sorrindo.

— Agora você pode curtir as praias das Bahamas com aquela linda modelo.

Erique riu alto.

— Hahaha! Prefiro curtir bons momentos com meu filho David e com a vó Ângela Clinton. Já você, Jhon, pode viajar com a Sara e a pequena Catarine.

Jhon sorriu, descontraído.

— Hahaha! Vou pensar sobre isso... não quero avançar muito. Mulher policial coloca algema até no coração, parceiro.

Os dois se abraçaram, despedindo-se como irmãos de guerra.

— Falou, Jhon... até daqui a dois meses.

— Falou, Erique... se cuida, meu parceiro. Agora um bom clube me espera.

Erique se aproximou de Luís, que observava tudo com humildade.

— Valeu, Luís, por ter protegido meu filho.

Luís respondeu, emocionado:

— Por nada, Erique. Lembra daquele dia que você me comprou um lanche? Eu nunca esqueci. Tive que pagar essa camaradagem.

Erique sorriu.

— É por isso que é bom sempre ajudar o próximo. Mas não se esqueça: faz um curso de polícia. Você leva jeito. Se cuida.

Luís sorriu, pensativo.

— Hehehe... vou pensar sobre isso. Quem sabe um dia eu me torne um bom agente.

Agradeço a todos que acompanharam essa história.]




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