Jovem Jesus ( para ler )

Contos de Histórias
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Jovem Jesus

Jesus tenta orientar o jovem rebelde Barrabás, mas ele não escuta. Às margens do rio Jordão, acompanhado de Cirineu e João Batista, Jesus encontra quatro jovens viajantes — Pedro, André, Tiago e Mateus — que se aproximam para ouvir suas palavras. Em círculo, eles compartilham suas fraquezas e recebem ensinamentos sobre oração e fé, descobrindo que a fé é como uma chama que precisa ser alimentada. O conto mostra que, mesmo quando alguns rejeitam a palavra, sempre haverá corações dispostos a ouvir e seguir o caminho do Criador.

História criada escrita por Edivaldo Lima.

Contos

“A fé sustenta o coração, o roubo destrói a alma.”

Gênero: conto cristão,ficção Biblica

personagens dessa história: Jesus, José pai, Maria mãe, Cirineu, Barrabás,vô Joaquim,vó Ana,vô Jacó,Pedro,André,Thiago,Matheus.

[Galileia 7h00 da manhã:

O sol começava a nascer sobre a Galileia. Jesus, com espírito jovem e cheio de entusiasmo, despertava animado. Calçava suas sandálias, abria a janela e deixava a brisa da manhã entrar.

— Que venham os jovens neste dia, para poderem ouvir as palavras de Deus, o Criador, nas parábolas — dizia Jesus com alegria.

Maria entrou no quarto, sorridente:

— Bom dia, meu filho. Vejo que já acordou animado hoje.

Jesus se virou para ela e sorriu:

— Sim, minha mãe. Neste pergaminho escrevi algumas parábolas que podem ajudar os jovens a se aproximarem do caminho de Deus, o Criador.

Maria, feliz, respondeu:

— Que bom, meu filho Jesus. Que você consiga conduzir os jovens ao caminho de Deus. Mas, antes, vamos tomar o café. Seu pai José já está à mesa, esperando por nós.

Jesus entrou na cozinha e cumprimentou o pai:

— Bom dia, meu pai. Precisa da minha ajuda hoje na carpintaria?

José sorriu:

— Não, meu filho. Nesta manhã está tudo tranquilo. Já sabe o que vai fazer hoje?

Jesus abriu o pergaminho e mostrou o que havia escrito:

— Esta noite estive escrevendo. Pretendo reunir o máximo de jovens perto do rio Jordão. Sempre vejo muitos por lá.

José, curioso, perguntou:

— O que está escrito nesse trecho?

Jesus apontou com o dedo e leu em voz firme:

— “Mesmo que você esteja distante de Deus, não se esqueça: Ele jamais estará longe de você. Nas dificuldades do dia a dia, quando elas surgirem, acredite no Deus Criador e tudo mudará para melhor.”

Maria colocou o pão sobre a mesa.

— Acabou de sair do forno. Este pão nunca deve ser servido sem que o provemos juntos.

Jesus sorriu, brincando:

— Hehehe… Vou tomar cuidado para não comer tudo sozinho. Não quero cair no pecado da gula.

José também sorriu:

— Isso mesmo, meu filho Jesus. Mas o cheiro desse pão que sua mãe preparou é tão bom que dá vontade de comer rezando.

Jesus olhou para os pais com ternura:

— Então, vamos orar juntos, meu pai José e minha mãe Maria.

Segurando as mãos de ambos, começou a oração:

— Deus Pai, agradeço por este lindo dia que o Senhor nos concede, pela oportunidade de viver mais uma vez. Somos gratos pelo alimento que está sobre a mesa e pedimos que nunca falte em nosso lar, nem nos lares de outras famílias. Que o Senhor toque o coração daqueles que possam compartilhar com os que vivem em abandono, para que ninguém fique sem o pão. Desde já, agradecemos por tudo. Amém.

Maria partilhou o pão com Jesus, seu filho, e José, seu marido.

— Olhem só como ficou crocante a massa! É a dica da sua avó Ana, Jesus… infalível.

Jesus sorriu:

— Esses pães, se fossem levados à feira da Galileia, seriam vendidos para milhares de pessoas.

José riu, divertido:

— Hehehe… Iria vender mais que vinho!

Jesus lembrava-se de quando, ainda criança, visitava a casa de seus avós.

— Me recordo como se fosse hoje da vó Ana dizendo: “Jesus, meu neto, o bom pão precisa ser bem amassado antes de ir ao forno. E nunca se deve esquecer de colocar o bom azeite.”

O avô Joaquim também vinha à memória:

— “Quando vou à feira da Galileia, sempre escuto o feirante Emanuel dizer: ‘Lá vem Joaquim, o homem do azeite!’”

José disse ao filho:

— Você se recorda de seu avô Jacó, meu filho?

Jesus se virou e respondeu com um sorriso:

— Sim, meu pai. O avô Jacó, além de ser um excelente carpinteiro como o senhor, também cuidava de algumas cabras e bodes. Certa vez, um bode mal-humorado saiu correndo atrás de mim. Ainda bem que minhas sandálias novas, que eu havia ganhado do senhor, estavam firmes nos pés. Consegui me esconder atrás das figueiras até que o avô Jacó conseguiu prendê-lo.

Horas Depois:

No casebre, Maria escuta palmas do lado de fora.

Clap!... Clap!...

— Ô Jesus! Ô Jesus! Sou eu, seu vizinho Cirineu. Venha cá!

Maria olha pela janela e chama o filho:

— Filho, é o Cirineu, filho do seu Mathias. Ele está no portão te chamando e parece meio alarmado.

Jesus se levanta, guarda o pergaminho no bornal e diz:

— A bênção, meu pai.

José responde com firmeza:

— Deus te abençoe, meu filho. Tome cuidado por onde andas.

Jesus se aproxima da mãe:

— A bênção, minha mãe!

Maria o abraça e sorri:

— Deus o abençoe, meu filho. Agora vá, antes que o Cirineu acorde a vizinhança.

Jesus sai sorrindo e pergunta ao amigo:

— O que foi, Cirineu? Por que está tão alarmado?

Cirineu aponta e explica:

— Olhe! É o jovem Barrabás correndo atrás das galinhas da vizinhança. Parece querer roubá-las. Eu acredito que você pode conversar com ele e mostrar o caminho certo.

Jesus observa e comenta:

— Caramba, Cirineu! Já há vizinhos reunidos tentando cercar o jovem Barrabás. Vamos lá!

Jesus e Cirineu saem correndo.

Na esquina da rua do vilarejo, já havia uma aglomeração de pessoas.

As pessoas gritavam:

— Peguem esse jovem! Não vamos deixar que leve nada de nossas casas!

Barrabás sorri, provocador:

— Galinha solta no quintal aberto do casebre vira canja, senhores e senhoras!

João Valente segura Barrabás com firmeza:

— Rapaz, você não sai daqui antes de se explicar. Por que está querendo roubar as galinhas do quintal?

Barrabás reage rápido e dá um pisão no pé de João Valente.

— Aiii!... meu pé, jovem! — grita João, soltando-o por instinto.

Barrabás sorri, provocador:

Barrabás sorri, provocador:

— Hehehe... Estou levando as galinhas porque, na feira, posso vendê-las ou trocá-las por algo de valor. Cerquem bem os quintais, senão Barrabás entra em ação!

Jesus se aproxima com respeito:

— Com licença, senhores e senhoras.

Ele olha para Barrabás e fala com firmeza, mas em tom sereno:

— Barrabás, não faça isso, jovem. Não leve o que não é seu para vender ou trocar. Quem vende ou troca algo roubado busca valor enganoso. Deus, o Criador, não aprova esse caminho.

Jesus continua:

— Conquiste com o suor do seu trabalho, e então terá algo de verdadeiro valor. O roubo só te levará a querer repetir o mal, e esse caminho termina afastando a vida do Reino dos Céus.

Barrabás cruza os braços e desafia:

— Qual é o seu nome? Quem é você para dizer isso?

Jesus se aproxima com calma e firmeza:

— Eu me chamo Jesus. Apenas vejo que você está seguindo pelo caminho errado, distante de Deus, o Criador.

Nesse momento, Cirineu aparece, agitado:

— Heiii!... Heiii!... Barrabás, escute o que Jesus está dizendo! Ainda é tempo. Deus pode te perdoar. O que esse jovem falou faz sentido.

Jesus coloca mão do ombro de Barrabás!

__ Não precise olhar com um cão raivoso do mato, escute tem uma palavra que diz:

” Aquele que furtava, não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o necessitado.”Efésios 4:28”

Barrabás sorri, olha para uma galinha, pega-a e sai correndo, dizendo em tom provocador:

— Hoje não levei o galinheiro... mas amanhã, quem sabe? Jesus, não tenho paciência para conselhos!

Jesus e Cirineu observam Barrabás correndo, seguido pelas pessoas que o perseguem.

Cirineu olha para Jesus e comenta:

— Agora, Jesus, Barrabás não fez questão de escutar.

Jesus coloca a mão sobre o ombro de Cirineu e responde com serenidade:

— Então vamos caminhar até o rio Jordão. Talvez encontremos jovens que desejem ouvir as palavras de Deus, o Criador.

Algumas horas depois, Jesus e Cirineu caminhavam a caminho do rio Jordão.

Cirineu olha para Jesus e pergunta:

— Heii!... Será que vamos encontrar jovens dispostos a escutar o que você tem a dizer a cada um deles?

Jesus olha para Cirineu e responde com serenidade:

— Aquele em cujo coração Deus toca, esse aceita escutar. E quando ouve de coração, leva para sua vida a sabedoria de viver no caminho do Criador.

De repente, alguns bodes aparecem correndo pelo caminho.

Jesus olha para Cirineu e comenta com um sorriso:

— Suas sandálias estão firmes, Cirineu?

Cirineu responde, rindo:

— Sim, meu amigo, são novas!

Jesus sorri ainda mais e diz em tom brincalhão:

— Hehehe!... Então corra, porque acredito que Barrabás deixou esses bodes soltos, e eles parecem bem bravos!

Cirineu olha assustado para os animais e grita:

— Espere por mim, Jesus! Eles são bravos mesmo!

Chegando ao rio Jordão, Jesus vê um jovem de vinte anos: João Batista.

João Batista se vira e diz:

— Olá, Jesus! Veio se refrescar nas águas do Jordão?

Jesus sorri e responde com leveza:

— Hehehe... Hoje não, João Batista. Estou procurando uma sombra, pois quero compartilhar algumas palavras do Criador.

Encontro com jovens viajantes:

Nesse momento, João Batista avista quatro jovens viajantes descendo dos barcos. Ele chama em voz alta:

— Heiii!... Heiii!... Aproximem-se, por favor!

Os quatro jovens se viram e perguntam:

— O que querem de nós?

Eles caminham até onde estavam Jesus, Cirineu e João Batista. Eram Pedro, André, Tiago e Mateus.

Jesus olha para eles e pergunta:

— Qual é o nome de vocês?

Pedro responde:

— Eu me chamo Pedro. Este é meu irmão André, aqui está Tiago e aquele é Mateus.

Jesus sorri e diz:

— Prazer em conhecer vocês. Eu sou Jesus. Este é João Batista, e aquele é Cirineu.

Cirineu então fala:

— Vamos nos sentar ali, para que Jesus possa dizer algo que toque o coração de cada um de nós.

Jesus se levanta e convida:

— Sigam-me, por favor.

Todos seguem Jesus com curiosidade: Pedro, André, Tiago, Mateus, João Batista e Cirineu.

Eles se sentam em círculo, com Jesus no meio. Cirineu inicia a conversa e pergunta:

— Jesus, meu amigo, o que um jovem pode fazer para se aproximar mais de Deus?

Jesus responde com serenidade:

— Bem, meus amigos, buscar a Deus é essencial. Uma oração particular, feita com sinceridade, fortalece a fé. Acreditar no Criador nos dá forças para enfrentar as dificuldades. Por isso, não apenas os jovens, mas todas as pessoas jamais devem perder a fé.

Pedro comenta:

— É verdade, Jesus. Às vezes, as dificuldades nos fazem pensar em desistir.

André acrescenta:

— Muitas vezes me sinto para baixo, sem forças.

Tiago concorda:

— Mas, como você disse, não podemos desistir da nossa fé.

Mateus observa:

— Muitos jovens esquecem da oração. Fazer uma oração particular com Deus é importante.

Jesus conclui com firmeza:

— A prática da oração fortalece o coração e mantém viva a fé.

Nesse momento, João Batista olha para os jovens e diz:

— Vocês ouviram? A fé é como uma chama: se não alimentarmos com oração, ela se apaga. Mas se cuidarmos dela, ilumina nosso caminho.

Os jovens se entreolham, tocados pelas palavras, e o círculo se enche de silêncio reverente, como se cada um refletisse sobre sua própria vida.

Jesus então acrescenta:

— “Tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4:13). Descobrir que Deus nos dá força é viver cada dia com fé renovada. Sem Deus, o coração se sente vazio; com Ele, somos fortalecidos espiritualmente para seguir em frente.

E continua:

— Como está escrito: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem” (Hebreus 11:1).

Todos se levantam e se despedem de Jesus. Ele e Cirineu seguem caminhando. Cirineu olha para Jesus e diz:

— Aqueles quatro jovens ouviram você com atenção.

Jesus se volta para Cirineu e responde:

— Primeiro, eles ouviram o chamado de Deus. Depois vieram até mim. Eles têm um propósito neste lugar, que ainda será revelado.

Agradeço a todos que acompanharam essa história.]




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