Humor na praça Mauá ( para ler )

Contos de Histórias
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Humor na praça Mauá:

Na estreia da Sitcom Humor na praça Mauá, o velho Nicolau tem a ideia de fazer uma live com a ajuda do neto Nenel. Juntos, eles revivem o estilo de Carlos Alberto de Nóbrega e apresentam uma comédia leve e divertida, onde cada personagem traz seu jeito único de arrancar risadas do público.

História criada e escrita por Edivaldo Lima.

Baseada no programa A Praça é Nossa, humorístico do SBT, criado e escrito por Manuel de Nóbrega e com continuidade por seu filho Carlos Alberto de Nóbrega.

Primeiros encontros e risos

Gênero: Comédia / Sitcom

Contos Curtos

personagens dessa história: Seu Nicolau, neto Nenel, Jorginho sorveteiro, bêbado Bene, Dona Conceição, neta Bia.

[Arapongas Praça Mauá 9h30 da manhã

Jorginho Sorveteiro observa e comenta:

— Seu Nicolau, o senhor é fã da Praça é Nossa, aquela criada pelo, seu Manuel de Nóbrega e que hoje tem o Carlos Alberto, o filho dele. Pois é, o velho Nicolau estava entediado e foi até a Praça Mauá de Arapongas. Mas seu neto, Nenel, resolveu gravar umas sitcom para postar no YouTube e passar o dia. Só não sabia o que realmente iria acontecer... Bora conferir!

Nenel, o neto, olha para o avô Nicolau:

— Pode começar a gravar, vô. Já está rolando a live no YouTube. Tomara que o SBT não derrube o canal.

Seu Nicolau sorri:

— Hehehe… Taquelepau, Nenel! Bora gravar o povo feio e bonito da cidade de Arapongas que vai sentar nesse banco hoje. Olha, já está chegando um aí.

Bene, o mendigo da Vila Sampaio, com seu alambique na mão — o velho barreiro — caminhava devagar e olha para o banco:

— Bom dia! Qual o nome do senhor? Posso sentar aqui do lado? Esse banco é só para o prefeito da cidade,o Rafael Cita por ser diferente dos outros bancos?

Seu Nicolau sorri novamente:

— Bom dia, meu nome é Nicolau, hehehe… Esse banco foi colocado pela prefeitura, mas quem paga imposto tem acesso VIP. Qual o nome do senhor?

Bene se aconchega no banco:

— Me chamo Bene, apelido Bene Velho Barreiro. Esse banco é de madeira, mas parece ser macio, igual colchão da Ortobom. O senhor não acha?

Nicolau sorri:

— Sim, eu acho, hehehe… É que esse tem espuma na madeira do assento. Entre os bancos da Praça Mauá, esse é o assento VIP. Sinta-se privilegiado.

Bene, olhando atentamente para o banco, comenta:

— Agora entendi por que é VIP. Assim até me sinto doutor. Tomara que, quando eu passar por aqui, ele ainda esteja no mesmo lugar e os manos não tenham levado na costa.

Nicolau olha para a Praça Mauá:

— Lembra, Bene, do chafariz da fonte colorida?

Bene sorri, dá um gole no alambique:

— Me lembro como se fosse ontem. Eu, com meu Chevette, tocando Bala Bala, hit do momento, convidando as mulheres para ir mais tarde no Clube do Lobisomem.

Nicolau coça o queixo:

— Você já viu algum lobisomem nesse clube?

Bene sorri:

— Hehehe vi não, senhor. Mas tinha uns cabras mais feios que lobisomem!

Bene se levanta meio tombando, se vira:

— O bom Velho Barreiro é pra quem aguenta. Quem não aguenta acaba dormindo caído nos bancos da praça. Até mais, seu Nicolau.

Nicolau sorri:

— Hehehe…Até Bene mais Já vai, Bene? Eu pensei que você ia dar meia, volta e passar na Igreja Matriz.

Bene dá um gole no alambique, soluça:

— Hic!... Hic!... Tem mais dois bares pela frente pra rever os amigos. Eu até ia fazer o caminho de volta, mas acabou o vinho da sacristia!

Horas depois:

Dona Conceição aparece com sua neta e senta no banco.

Nicolau olha e fala:

— Como vão as duas moças da cidade de Arapongas?

Dona Conceição se vira:

— Nós vamos bem… E o senhor? Assim até me sinto orgulhosa, com sessenta anos, poder escutar alguém me chamar de moça.

Nicolau sorri hehehe!...

__ Eu vou bem também.

Dona Conceição olha para a neta:

— Cruza as pernas, Bia. Você já tem dezoito anos. Perto de um homem jamais mostre o que carrega debaixo da saia.

Bia vira para a avó:

— Tá bom, vó. Você acredita que tem hora que estou na calçada, sentada à vontade, com celular paquerando meu crush, e vejo o carteiro trombar no latão de lixo? Coitado… quando percebo, o Samu já está chegando pra levar ele pro hospital da Santa Casa.

Nicolau sorri:

— Hahahaha… nessa hora o carteiro deve ter visto o envelope aberto!

Todos dão risada: — Haaaaa!...

Dona Conceição se vira:

— Qual o nome do moço? Ainda no envelope aberto está escrito “Eu te amo”, hehehe.

Nicolau cruza os braços:

— Me chamo Nicolau. Qual o nome da senhora e da sua neta? A senhora já namorou muito nessa praça?

Dona Conceição:

— Eu me chamo Conceição, minha neta chama Beatriz. Olha, vou falar para o senhor: eu era um pitéu de mulher, parecia aquelas pin-up da década de 20 aqui na praça, muitos queriam me namorar. Mas quem casou comigo foi o Alfredo… anda com termômetro morno, se é que o senhor me entende.

Nicolau sorri:

— Entendo. Dona Conceição, fala para ele comer amendoim… tiro e queda.

Beatriz sorri:

— Haaaaa… Vô Alfredo fala: “Ô velha, nós estamos parecendo amigos, um é do outro, nem namoradeira nós ficamos, mais juntos para namorar.”

Eu respondo:

— “Ô vô, tem que dar no couro, aí vocês voltam a namorar.”

Vô Alfredo fala:

— “Eu sei, minha neta… mas o termômetro não esquenta.”

Dona Conceição sorri:

— Hehehe… Ele fica bravo, que só agora aprendeu a acessar a internet. Não sai do OnlyFans, o velho safado. Eu falo: “Você tem sua musa pessoalmente, veio.”

Alfredo responde:

— “Eu sei, amor, minha veia, mas só estou olhando as do job. Fica com ciúmes não.”

Bia sorri:

— Hehehe… por enquanto ele está no OnlyFans, né, vó? Duro vai ser ele querer aprender a jogar o jogo do tigrinho e perder tudo.

Dona Conceição se levanta:

— Vamos embora, Bia. Tchau, seu Nicolau. Se o velho Alfredo perder tudo, falo para ele ir morar com as do job.

Nicolau sorri:

—Hehehe … Tchau, Dona Conceição e Bia. Aí o seu Alfredo está lascado, como pode uma coisa dessas!

Nicolau anuncia:

— Pessoal, a live acabou, pois agora vou embora. Mas a praça de Arapongas é nossa! Tchau, até a próxima sitcom.

Nenel aparece:

— Fim de live! Ri, foi de chorar… vô! Haaaaa...

Encerramento:

Agradeço a todos que acompanharam essa história.]




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